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segunda-feira, agosto 27, 2012

Uma estranha forma de conservar...


Apesar dos aparentes benefícios que podem advir da manutenção de zoos, com animais em vias de extinção, as evidências de mal-estar dos animais em cativeiro são inequívocas.
Os jardins zoológicos voltaram a ser notícia em Agosto, pelas piores razões. Uma guarda do zoo de Colónia, Alemanha, foi morta por um tigre que escapou da sua cela e depois acabou por ser abatido pelo diretor do zoo.

A notícia poderia terminar com estas duas mortes infelizes, mas este incidente volta mais uma vez a levantar a velha discussão sobre as vantagens e desvantagens de manter zoos com animais selvagens em cativeiro.

A presença de animais em cativeiro nas sociedades humanas remonta há cerca de 25.000 anos, tendo sido os pombos os primeiros animais mantidos em cativeiro há 6.500 anos, no Iraque.

No antigo Egipto, surgiu o primeiro jardim zoológico, há 4.000 anos, possuindo 100 elefantes, 70 felinos e milhares de outros mamíferos, enquanto na China foi fundado há 3.000 anos um outro jardim zoológico enorme, conhecido como Jardins da Inteligência.

Os jardins zoológicos não tiveram sempre o suposto propósito conservacionista, que conhecemos hoje. Os primeiros zoos eram coleções particulares, promovidas pela realeza, que pretendia assim exultar o seu poder e glória em obras exuberantes e impossíveis para o homem comum. Nestes zoos, os animais eram treinados para entreterem o público, desvirtuando totalmente a sua natureza selvagem e instintos naturais.

Apesar dos aparentes benefícios que podem advir da manutenção de zoos, com animais em vias de extinção, as evidências de mal-estar dos animais em cativeiro são inequívocas: stress; comportamentos psicóticos e/ou apáticos por falta de estímulos naturais como procura de alimento, socialização e procriação; condições degradantes das jaulas; reduzido espaço das jaulas; maus tratos, danos físicos e psíquicos que impossibilitam a sua reintrodução nos habitats naturais, etc.

A missão recente dos zoos tem sido justificada pela necessidade de conservação de espécies em vias de extinção, mas é errado considerar que se conseguem salvar espécies animais, desenquadradas do seu habitat natural, muitas vezes a milhares de quilómetros de distância ou em condições climatéricas opostas às naturais. Os zoos devem funcionar localmente nas regiões onde os animais vivem, sem o aprisionamento a que os sujeitamos nos zoos.

A suposta salvação nos zoos tem sido assim um castigo para os animais cativos que dura normalmente toda a sua vida.

Os problemas de fundo na sobrevivência de espécies animais nos seus habitats naturais foi sempre o mesmo: caça regular excessiva e caça furtiva descontrolada, roubo territorial aos animais selvagens, que passaram a ter menos território de caça para obterem alimento ou a deterioração do habitat, que posteriormente promove a redução populacional e limita a reprodução não consanguínea.
Por outro lado, outro dos desafios recentes dos zoos é não contribuir para a morte acelerada das espécies animais que pretende proteger, com a proximidade excessiva de animais selvagens que nunca teriam qualquer contacto natural, como aconteceu com os dois ursos polares que faleceram com o vírus de herpes modificado EHV1 que ataca normalmente apenas as zebras. Assim, o novo risco criado pelos zoos é de estarem a criar novos vírus que podem contaminar espécies animais que nunca seriam afetadas desta maneira no seu território natural.

O caricato deste incidente na Alemanha, foi a inconsciência inicial de se ter trazido um tigre para a Europa para ser preservado e estudado, mas que acabou por ser morto como teria sido certamente no seu território natural por caçadores furtivos. A preservação da espécie e o princípio de conservação natural perderam-se pelo caminho e mais um animal foi morto, por vingança e incompreensão.

Não são zoos destes que devemos ter ou promover na nossa sociedade.

por João Pedro Santos
Ativista dos direitos dos animais

segunda-feira, outubro 10, 2011

O que é proteger os animais

Por Max Amaral*

Para começar, gostaria de esclarecer que proteger animais não é chamar uma ONG ou ligar para um protetor independente quando um animal está sendo maltratado. Proteger animais também não é ficar no computador apenas repassando pedidos de ajuda, nem se sentir no direito de exigir e cobrar que pessoas ligadas à causa façam o que você considera certo fazer. Estas são apenas formas de divulgar ações e necessidades ligadas à causa, e não à proteção em sua essência.

Em primeiro lugar, é importante saber que protetores de animais são pessoas iguais a você, eles trabalham, estudam, possuem família, filhos, quintal pequeno, moram em apartamento em alguns casos, mas decidiram arregaçar as mangas e fazer a diferença. Um dia desses ouvi que “ser protetor de animais é um apostolado”, e isso significa você dedicar sua vida, seu tempo e seu dinheiro a uma causa que muito provavelmente “nunca” lhe trará nenhum retorno material. Consiste também em mudar seus hábitos alimentares (parar de consumir carne), hábitos de diversão (rodeios, vaquejadas, touradas, feiras de exposição, de exploração, de competição, etc.), hábitos de consumo (roupas de origem animal como casacos de pele, etc.), hábitos em geral.

O “protetor de animais” muda sua visão em relação à vida, passa a respeitar toda forma de vida, passa a lutar pela defesa dos direitos dos animais, pela castração, pela adoção, por leis mais rígidas e que os defendam, pela conscientização da população, contra a exploração animal em todas as suas formas, contra o comércio de animais, etc.

Ninguém muda estes hábitos facilmente, nenhuma pessoa que conheço amanheceu e disse: a partir de hoje sou um protetor de animais e vou deixar de fazer tudo o que fiz a minha vida inteira. A vontade de ajudar nos impulsiona a levantar e ir, com o tempo criamos cada vez mais a consciência em relação aos assuntos relacionados à causa, nossos hábitos são mudados aos poucos e gradativamente. É uma luta pessoal contra nós mesmos, e em alguns casos, contra nossos familiares, que não conseguem entender e aceitar essa mudança.

Ser um “protetor de animais” é ter responsabilidade social de maneira totalmente independente da caridade. Promover a conscientização em relação ao respeito dos animais é uma das bandeiras mais importantes da causa, fazer com que as pessoas enxerguem que o animal tem uma vida que precisa ser respeitada, é uma batalha constante. Os animais existem da mesma maneira que todos nós, possuem suas individualidades e não estão aqui para nos servir.

Os defensores dos animais devem ser felizes com sua bandeira, devem se orgulhar do que fazem. Se defender animais te trouxer algum tipo de angústia, talvez seja a hora de repensar e mudar de causa.

Os animais precisam de pessoas sensatas, que estejam sempre empenhadas em aprender, que estejam dispostas a tentar mudar o mundo, mas se conseguirem mudar apenas a pessoa que está ao seu lado, já fizeram muito mais do que 99% da população. Os animais não podem se defender, eles só têm a nós, seres humanos, para defendê-los, e exatamente por isso temos que nos manter equilibrados para fazê-lo, e fazer com prazer, paixão e de maneira otimista.

Abra seu coração e doa ração, faça carinho em um animal na rua, visite nosso abrigo e acima de tudo aprenda cada vez mais com os animais!

* Max Amaral é Diretor Geral da ONG AIPA-Amigo Bicho

ANDA

terça-feira, agosto 31, 2010

CARTA DE UM CÃO


Muitos de vocês, humanos, não nos entendem, pois não usamos palavras para nos expressarmos. Mas alguns nos ouvem com o sentimento – e é através da tradução de um destes que me expresso agora.

Sou muito feliz, pois não tenho um dono e sim um responsável por mim que me oferta tudo que necessito para minha saúde: alimento de qualidade, higiene, vacinas,carinho, espaço e , principalmente, respeito e amor.Estão querendo acabar com meus irmãos Pit bulls. Que absurdo!!! Deviam era eliminar a irresponsabilidade de alguns de seus donos desamados, frustrados e materialistas.
Os Pit bulls, assim como os Dobermanns, os Rottweillers, os Filas, podem ser cães extremamente dóceis e nem por isso deixam de guardar seus lares e proteger seus donos.

As raças têm suas características como os seres humanos têm suas individualidades. Respeitem e aprendam a conviver conosco como somos – e olha que, dependendo da sua orientação, somos muito maleáveis!

Vocês geralmente nos adotam quando somos bebês – como também fazem com os seus filhotes . Lembrem-se que também existem meus irmãozinhos adultos, doentes e abandonados que têm o mesmo direito ao seu carinho. 
Nossa convivência com vocês é de mais ou menos 14 anos. Para nós, vocês são deuses e, por isso , não nos poupe do seu carinho e proteção quando ficarmos adultos, doentes ou velhos. 

O momento que mais precisamos da sua fidelidade é quando estamos frágeis, sentindo dores e aflitos. Esqueçam do ditado : “o que os olhos não vêem, o coração não sente” – afinal, somos só coração com vocês – ofertem-nos também os seus. Não nos entreguem a estranhos para curativos, injeções, remédios – fiquem conosco como sempre desejamos ficar com vocês seja lá como estejam! E, quando nossa viajem terminar, tenham certeza que , o que mais desejamos, é sentir seu cheiro na nossa última respiração.

Sabe, vocês deviam aprender mais conosco. Alguns de vocês pregam tanto o perdoar e são tão rancorosos! Aprendam conosco; Alguns pregam o amor ao próximo e vivem se separando por diferenças sexuais, classes sociais, níveis de escolaridade, cor da pele! Aprendam conosco; Outros se queixam tanto de solidão e se privam tanto de ofertar carinho ! Aprendam conosco; A maioria dos humanos se julgam superiores aos outros animais como se o tamanho do seu privilegiado cérebro pudesse ser mais importante que o tamanho dos nossos corações.
Somos filhos do mesmo CRIADOR, que nos fez diferentes para exercitarmos o respeito pelo diferente.O nosso CRIADOR nos permitiu a vida para crescermos – e só crescemos amando incondicionalmente a todos os seres vivos.

A lei da vida é o amor. O caminho do amor é o respeito. O respeito e o amor se manifestam através do carinho, nunca da agressividade. Amem-nos como amamos vocês.

Um afago especial,
SEU CÃO!!!! NÃO NOS ABANDONE




Nota:
Deveria ser Carta de TODOS os Animais.
Afinal dizem que:

"Somos filhos do mesmo CRIADOR, que nos fez diferentes para exercitarmos o respeito pelo diferente.O nosso CRIADOR nos permitiu a vida para crescermos – e só crescemos amando incondicio
nalmente a todos os seres vivos."

Onde está esse criador que permite injustiças?

segunda-feira, agosto 09, 2010

Associação Animal recebe 350 denúncias de maus tratos todos os meses

Autoridades não actuam por limitação da lei e pouca sensibilidade, diz associação.
Animal recebe 350 denúncias de maus tratos todos os meses
Todos os meses a associação Animal recebe, em média, 300 a 350 denúncias de maus tratos a animais. Na maioria, cães que os donos abandonaram ou fecharam em casa, privando-os de cuidados ou alimentação. Mas estes números estão muito aquém da realidade global do País, pois muitas das queixas são feitas directamente às autoridades. Contudo, considera Rita Silva, da Animal, as burocracias e limitações da lei, e a falta de sensibilidade das forças policiais e judiciais, não permitem resolver o problema. Por exemplo, retirando o cão ao dono que o maltratou.

Em Espanha, um juiz tomou recentemente uma decisão inédita, ao retirar um cão ao dono por este lhe infligir maus tratos sistemáticos. Mas neste país, tratar mal os animais é um crime punível com uma pena de prisão de três meses até um ano. Cá, um comportamento destes poderia apenas ser punido com uma contra-ordenação até 3740 euros, explicou ao DN, Ana Silva, da Animal. Mesmo assim, acrescenta, "raramente as pessoas chegam a ser multadas".

"Depende da boa vontade e da sensibilidade de quem recebe a queixa, e da interpretação que faz da lei. Muitas vezes, nem sabem que são autoridade na matéria", afirma a dirigente da associação. Se as autoridades (policiais ou veterinárias) responderem à denúncia, podem admoestar ou instaurar um auto, explica, citando a lei.

São raros os casos em que os animais são retirados aos donos, pois tal pressupõe a concordância dos mesmos ou exige um mandado judicial para entrar no domicílio. "Acontece apenas em casos extremos, quando as pessoas têm mais animais do que devem e põem em causa a saúde pública. Por exemplo, uma colecção de cães ou gatos, onde estes acabam por se comer uns aos outros."
Quando os animais ficam à guarda do Estado, como prevê a lei, há oito dias para as condições serem restabelecidas ou o animal adoptado. "Senão são alienados, ou seja, mortos no canil. A maioria dos canis não tem condições para os manter ou esterilizar."

Ana Cristina Figueiredo, jurista da Quercus, também critica a inexistência de mecanismos legais que permitam actuar directamente, e até prevenir, estes problemas. "Muitas pessoas denunciam. Mas os casos resolvidos são poucos. O domicílio é inviolável e quando não há vontade das pessoas, nem o organismo policial pode entrar", disse ao DN. E exemplifica: em Cascais, havia um leão a viver em cativeiro. Só com um mandado judicial foi possível lá entrar.

Fonte

terça-feira, julho 27, 2010

Vá de férias sem abandonar os animais

Apelos na internet, nas clínicas veterinárias e até sensibilização nas escolas. A Associação Bracarense Amigos dos Animais - ABRA - desdobra-se em esforços e campanhas para que os animais sejam adoptados, mas as adopções têm sido “muito poucas” e com a chegada do Verão o número de abandonos aumenta.


Nos últimos dois meses, o número de animais deixados no canil/gatil municipal disparou. “Temos muitos dias da semana a serem entregues 10 cães por dia, entre os animais que são recolhidos pelas equipas da Agere e os animais entregues pelos donos”, confidenciou a vice-presidente da ABRA, Anabela Veloso. E, contrariamente aos anos anteriores, “nos últimos três meses o gatil tem estado lotado e não se consegue perceber porquê, porque os gatos são mais difíceis de capturar”.


Além disso, Anabela Veloso sublinhou o facto de cada vez mais pessoas entregarem os animais no canil/gatil. “Quando dizemos às pessoas que os animais podem ser abatidos, porque o tempo útil para arranjar um dono é muito curto, as pessoas acabam por levar de volta”, admitiu aquela responsável, informando que se coloca no site a fotografia do animal na tentativa de arranjar um novo dono.

As pessoas têm de estar conscientes de que quando entregam animais no canil, o seu destino é o abate. Só excepcionalmente eles são adoptados e isso é cada vez mais difícil”, referiu aquela responsável, evidenciando que no canil “80% dos animais são entregues pelos donos e 20% são recolhidos”.
Nesta altura do ano, lembrou Anabela Veloso, “já se vêem nas zonas limites da cidade, onde há montes, os animais pelas estradas fora. Há cada vez mais animais abandonados e cada vez menos adopções”, assegurou.

Donos mais responsáveis

Isto pode dever-se ao facto, acrescentou a vice-presidente, “das pessoas terem mais responsabilidade e estarem mais conscientes, que não podem ter um animal por ter, é preciso ter mais cuidados e por isso, preferem um animal que dê menos trabalho e com que gaste menos dinheiro. Nesse sentido nota-se que está a valer o trabalho”.

O apelo que Anabela Veloso deixou é que as pessoas antes de irem de férias que “tentem todas as possibilidades para não abandonarem os animais ou de os deixarem no canil”. E atirou: “enviem fotos e tentamos através do site encontrar famílias de acolhimento. Depois há outros serviços e hotéis ou até um vizinho ou familiar que não se importa de olhar e dar de comer”.
Entretanto, a ABRA durante o mês de Agosto continua com as campanhas de adopção, sendo no primeiro fim-de-semana do mês para cães e gatos e no terceiro sábado de cada mês para os gatos.

“Número de abates deve-se ao elevado número de abandonos”

A Associação Bracarense Amigos dos Animais (ABRA) repudia o teor das acusações feitas ao Canil Municipal de Braga, expressas numa petição on line, promovida pela Fraktal.
A ABRA reconhece, em comunicado, que “é imperioso promover a alteração de comportamentos e mentalidades, de modo a abandonar a prática de abate como forma de controlar o número de animais errantes”.

E vai mais longe: “é preciso contrariar o aumento do abandono e maus tratos dos animais, implementando medidas dissuasoras de tais práticas; além de promover e sensibilizar a população para a esterilização dos seus animais de estimação, com vista à dimi

nuição do número de animais errantes. E a ABRA defende ainda melhores condições para as infra-estruturas destinadas à recolha dos animais errantes, promovendo o seu acolhimento, consciencioso, por novos donos, em detrimento do seu abate e assegurar que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que se encontram recolhidos nas referidas infra-estruturas.

Ainda em comunicado a direcção da ABRA sublinha que “os canis municipais existentes no nosso país são, maioritariamente de abate, não assegurando as mínimas condições de higiene, alimentação, saúde e bem-estar dos animais que se encontram depositados nos mesmos”.

Em contrapartida, acrescenta o mesmo documento, “a Câmara Municipal de Braga abriu as portas do canil municipal, permitindo que um grupo de voluntários se desloque diariamente às suas instalações para, em parceria com o município, acautelar, diariamente, que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que aí se encontrem e, bem assim, zelar pela minimização do sofrimento de animais doentes, quando não for possível assegurar tratamento e/ou recobro adequados”.
Esta colaboração, ao longo dos últimos cinco anos, permitiu que inúmeros animais encontrassem novos donos.

Donos cada vez mais preocupados

O hotel canino da Quinta de St.ª Teresinha, em Merelim S. Pedro, é uma das várias opções existentes no concelho para deixar os animais, não só em tempo de férias.
César Sá, o proprietário daquele espaço com 12 anos, destaca o “ambiente familiar”, que ali se cria para os animais. “Apostamos num conceito familiar e, apesar de termos espaço e condições para crescer, optámos por ficar pelas 50 boxes disponíveis”.
A trabalhar no ramo por paixão, César confessa que é “gratificante o que os animais dão, até porque a interacção é fantástica”.

E em relação aos donos, o proprietário do hotel tem notado que “há uma grande preocupa- ção e respeito pelos animais, as pessoas têm consciência e querem deixar o cão bem tratado e telefonam diariamente para saber se os animais estão bem. Isso demonstra afecto e carinho”.

Numa quinta com cerca de dois hectares, César Sá garante que se pretende “dar férias aos animais. Eles aqui não estão presos, andam soltos e podem explorar todos os cheiros das várias árvores de fruto existentes”. E foi mais longe: “os cães brincam e socializam-se com outros animais, caso os donos autorizem. Há muita vegetação para proporcionar sempre sombra, sobretudo na época de calor”.

Mas César não recebe animais apenas nestes meses de Verão. “Temos animais durante todo o ano. Cada vez isso acontece mais por variados motivos, desde trabalho, divórcio, obras em casa, doença”, informou.
César admitiu que ainda não sentiu a crise. “As pessoas podem não ir tanto tempo de férias, em vez de irem um mês, já só vão 15 dias, e além disso já não vão só em Agosto, talvez por ser mais barato nos outros meses, mas continuam deixar os animais aqui”.

Por noite, cada animal paga 10 euros com tudo incluído. “Já tenho praticamente tudo reservado para o mês de Agosto”, assegurou o proprietário, referindo que chegam animais de famílias de várias localidades, desde Porto, Viana do Castelo, Barcelos, Esposende e Braga.

segunda-feira, julho 26, 2010

Com... Sequências (1)

Por Lucinda Ferreira
“Jamais creia que os animais sofrem menos do que os humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar-se a si mesmos.”
 Dr.Louis Camuiti

Olho para os olhos puros e brilhantes dos animais e a minha alma enche-se de compaixão, bondade e gratidão. Tal como Emile Zola , digo também: o destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridícula. Muito se aprende com estes “anjos” de quatro patas ( como dizia há dias, um lindo email, sobre animais que recebi, que falava da ajuda que eles nos dão, pela paz e harmonia que a sua companhia, sempre transmite ao dono.) Quando era pequenita e vivia na aldeia, ao ouvir bem cedo pela manhã, um porquinho a chiar, eu chorava e tapava os ouvidos. Não conseguia imaginar que estavam a espetá-lo com um grande facalhão, enquanto não sei quantos homens por desporto e numa alegria tão grande, seguravam as pernas do animal aflito e num sofrimento horrível! Que festa cruel e sangrenta que afinal era tão desejada e tão esperada por amigos e familiares, fala de uma cultura por vezes bárbara.
É Fred A.Mc Grand que assim refere:”Crueldade é algo que está presente em famílias humanas por incontáveis eras. É quase impossível alguém que é cruel com os animais, ser generoso com as crianças. Se se permite às crianças a crueldade com os animais de estimação ou outros que cruzem nos seus caminhos, eles aprenderão facilmente a ter prazer com a miséria dos seus semelhantes. Essas tendências levam facilmente ao crime.”
Aliás, estudos do FBI, provam que os “serial killers” tiveram quase todos experiências de crueldade com animais, antes de infligirem requintada crueldade aos humanos. Por isso se cultivamos e damos estes exemplos aos nosso filhos, às nossas crianças, que mundo podemos depois esperar? E não venham para cá rir-se e achar muita piada , só porque isso sempre se fez.(…) Há sempre um tempo para mudar e evoluir. É que primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é urgente e necessário civilizar o Homem em relação à Natureza e aos Animais.
Digo-o eu e dizia já Buda , mesmo antes de Cristo. Vejamos o progresso que já se fez…
Há dias, passei por Marrocos e vi atirar uma ovelha de um segundo andar de um camião de carga , atulhado de animais apertados, ao sol e cheios de fome e sede… Claro que se fica doente só ao ver tanta barbaridade. Humboldt dizia que a civilização de um Povo se vê pela forma como os animais são tratados. E Mahatama Ghandi referia exactamente que cada nação pode ser julgada pelo modo como os animais são tratados. E nós vemos entre nós, o que se passa e ficamos desolados . Dos lugares por onde passei até este momento em minha vida, apenas na Holanda e no Canadá, vi respeito pelos animais. Na China, foi o sítio onde vi maior crueldade. Logo ali nos mercados, os animais vivos são mortos com todo o à vontade, frente ao cliente que olha com a maior naturalidade. O respeito pela vida…deixa muito a desejar, naquelas paragens. E quando hoje se diz , tal como Paul e Linda Mc Cartney: "Todos seríamos vegetarianos, se os matadouros tivessem paredes de vidro, porque nos sentiríamos bem melhor connosco mesmos e com os animais, sabendo que não estamos contribuindo para tão grande sofrimento”, há quem se ria e ache que este discurso não tem cabimento. É que ainda temos um longo caminho a percorrer , aprendendo a respeitar os seres mais débeis. Seja animal ou vegetal. Quando isso acontecer, nem teremos que nos preocupar com o respeito pelo nosso semelhante , porque ele está implícito naquela atitude. E isso não é só para os outros.
É mesmo para si que me lê, para mim. Para TODOS!
A começar já. Com urgência. Leonard da Vinci também disse: “Lá virá o dia em que maltratar ou matar , será considerado crime , tal como o assassinato de um homem.
E se quer saber, felizmente no Canadá, está já muito próximo este dia! E em Portugal ? (…)

Os Animais e as Plantas

Por Lucinda Ferreira

Os Animais e as Plantas têm o mesmo direito que os seres humanos, de habitarem o Planeta Terra. Merecem o nosso carinho e apreço.
Infelizmente, sendo o homem dotado de inteligência e sentimentos, não se percebe como desce tanto e é mais cruel que a gata dos quintais que sofre tudo , mas não abandona os seres indefesos da sua ninhada e com supremo carinho, lambe e alimenta os seus filhinhos com amor e extremo cuidado. E como se isto não chegasse, soube há dias ( já telefonei a confirmar…) que por trás do Santuário de Fátima, um lugar onde tanto se busca a Paz , o Amor , a Luz, onde o divino e o humano se cruzam para se elevar a prática do Bem, ora é justamente aí, que se vê um espetáculo de crueldade, abandono e falta de amor para com os animais.

Os responsáveis do Santuário permitem que uma gaiola que apanha animais abandonados, contenha os bichos que já foram maltratados, cheios de fome e abandono, (…), aí ficam de 6.ª feira (que pode ter sido de manhã) até 2.ª feira à tarde. Os animais ficam aí ao sol, sem comer, sem beber, engaiolados , à espera da morte …depois no canil. Nossa Senhora não deve gostar nada deste espetáculo…E se S. Francisco de Assis visse assim tratados os seus irmãos menores, também choraria … como nos acontece a nós. Foi ele mesmo que disse: “Todas as coisas da criação são filhas do Pai e irmãs do Homem. Deus quer que ajudemos os animais, se necessitarem de ajuda. Toda a criatura em desgraça tem o mesmo direito de ser protegida.” Mas se se escondem coisas tão feias e terríveis, no coração de alguns humanos (…), como não se há-de também encarar com ligeireza e leviandade , o caso dos cães abandonados , em Fátima, que “só incomodam e molestam(…) “’?! Esquecem-se fácil e levianamente as palavras que até talvez se desconheçam de Thomas Edison quando diz: ”A não violência leva-nos aos mais altos conceitos de ética, o objetivo de toda a evolução. Até pararmos de prejudicar todos os outros seres do planeta, nós continuaremos selvagens

Já nem preciso dizer mais palavras...porque até me dói… falar para o vento… É mais surdo, quem não quer ouvir. Dá trabalho a mudança? Pois dá , mas ela é para todos os seres humanos, neste plano sem exceção alguma! E quanto mais responsabilidade, mais atenção necessitamos dar aos nossos atos. Ou estou errada? Pois é. Mas no canil de Castelo Branco, segundo ouvi na comunicação social, que os animais abandonados não são abatidos e são bem tratados. Têm respeito por eles. …mas como poderiam aquelas pessoas” tão empenhadas”, que apenas tentam livrar-se do “incómodo” e nada fazem para mudar a atitude e ajudar a resolver esta postura cruel, de abater os animais abandonados, com fome, com sede, compreender, que além de tudo , os responsáveis do canil ainda os levem até à praia, para que se libertem do stress , correndo junto ao mar? Nestes gestos de falta de amor pelos animais, a nossa alma surpreende-se e fica muito triste. Albert Schweitzer já pensava como nós , quando dizia: “Não permitas que ninguém negligencie o peso da sua responsabilidade. Enquanto tantos animais continuarem a ser maltratados, enquanto o lamento dos animais sedentos nos vagões de carga não sejam emudecidos, resolvidos, enquanto prevalecer tanta brutalidade em nossos matadouros (…)todos seremos culpados! Tudo o que tem vida tem valor como ser vivo, como manifestação do mistério da vida”. A nossa Fé no Criador tem tudo a ver com estas realidades. Fica muito desapontado por se constatar, que quem deve dar exemplo de compaixão para com quem sofre, nada faz! Permite estas situações. Nada faz pelos seres mais desprotegidos: os animais. Isso custa muito ver... Os animais não são lixo! Não estão à mercê dos humores ou das conveniências. Gritamos para sejam defendidos! “Nossa tarefa devia ser libertar-nos (…) aumentando o nosso círculo de compaixão para envolver todas as criaturas viventes, toda a Natureza e sua beleza.”dizia Albert Einstein.

É um facto que todos os seres vivos buscam a sua felicidade. Nós só temos que dirigir a nossa compaixão para com todos.Merecem respeito e amor! Sofrem como os humanos. Não me admiro nada, que figuras como Brigitte Bardot, uma mulher famosa, com todos os meios ao seu alcance, talvez desiludida com a traição e maldade dos humanos, dedique a ponta final da sua vida, à defesa dos animais, tendo mesmo enfrentado tribunais e tudo o que é necessário para que aos nossos irmãos menores tenham o respeito que sempre mereceram e que não lhes tem sido dado.

Ninguém duvide que há uma justiça imanente que tudo vê e regista. As consequências chegam sempre. Se assistimos em silêncio, se abandonamos ou maltratamos os animais com mil barbaridades de sofrimento, não esperemos colher rosas à nossa volta. Todas as nossas ações têm uma repercussão, disso ninguém duvide. Mesmo quando ninguém vê, há alguém que sonda o mais íntimo de nós mesmos: cada um de nós !...e isso não pode deixar a consciência muito feliz. As consequências mais tarde ou mais cedo, chegarão. Ninguém duvide!

A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter e pode ser seguramente afirmado, que quem é cruel com os animais não pode ser bom homem” afirmou Arthur Schopenhauer e nós mesmos confirmamos.
Os animais não são lixo. Merecem amor. Respeito e gratidão.
Fonte: O Despertar

segunda-feira, maio 17, 2010

Rodeio maltrata os animais?

Debate MTV - Rodeios
Discussão sobre o uso de animais para montaria em Rodeios.

Participantes da Mesa:
- Leandro Ferro - fundador do coletivo Ativismo.com e OdeioRodeio.com;
- Carlos Cipro - advogado animalista;
- João Farias - vereador que conseguiu vetar (parcialmente) rodeios na cidade de Araraquara em 2010


- Adriano Moraes - tricampeão mundial de rodeios em touros e criador de touros para rodeios;
- Tião Procópio - juiz de rodeio e tetracampeão do troféu Arena de Ouro;
- Dr. Orivaldo Tenório - pesquisador da Unesp na área de Medicina Veterinária e sócio honorário do clube “Os Independentes”.

BLOCO 01

BLOCO 02

BLOCO 03

BLOCO 04
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NO INTERVALO

#01

#02

segunda-feira, abril 26, 2010

Proteger animais (que não falam)



Texto do álbum de Susana Pereira no Facebook e que não posso deixar de partilhar. Vale a pena ver o álbum pois tem informação importante relacionada ao vegetarianismo, protecção/defesa animal em geral.



Cada imagem colocada neste album contém o respectivo link associado.

Para além de expressar o meu profundo desagrado em relação à tauromaquia, procuro partilhar aqui informação relacionada com a defesa dos direitos daqueles animais que coabitam connosco mas que, por razões óbvias, não falam. Mas sentem. Encontram-se aqui links que eu espero que sejam úteis para quem também não é indiferente a este assunto e procura informação que o/a ajude a não contribuir para o sofrimento dos restantes animais deste planeta.

Quero também fazer uma ressalva ao facto de não nos esquecermos de não desrespeitarmos as pessoas que não partilham as mesmas sensibilidades que nós, utilizando a agressividade (física ou verbal) para com elas uma vez que, em termos práticos, não creio que isso leve alguém a algum lado construtivo (antes pelo contrário, só me parece que cria ainda mais barreiras na transmissão da mensagem que se pretende fazer chegar). E, quer queiramos admitir ou não, as pessoas são muito mais complexas... Não podem ser classificadas apenas por gostarem muito de animais ou não ou de touradas ou não ou por serem mais ou menos sensíveis ao sofrimento do que não lhes chega aos olhos ou ao coração. Felizmente somos muito mais do que isso e os filtros da sensibilidade humana são muito mais vastos e diversos. Além do mais cada ser humano existe em constante estado de mutação. Hoje sente e pensa de uma maneira, amanhã poderá sentir e pensar de outra. Maltratar gratuitamente os outros só porque têm opiniões diferentes das nossas cria, automaticamente, uma barreira que impede receber (ouvir) qualquer informação que lhes chegue deste lado e cria ainda mais entraves à pretendida mudança.

Para quem não entendeu bem este meu anterior paragrafo e para que não restem dúvidas em relação à minha posição em relativamente a este assunto, reforço:

Sou totalmente contra o sofrimento alheio quando este é provocado gratuitamente, ou seja, por desporto ou, simplesmente, quando não se recorrem a métodos alternativos de sobrevivência da nossa (ou outra) espécie que não impliquem o sofrimento dos restantes (que já sabemos que sentem, ou seja são sencientes). Não havendo alternativas sou contra que não se utilize a nossa massa encefálica para as inventar. Explícito: sou totalmente contra a tourada, lutas de galos, cães, ou qualquer outra luta, entre animais sem capacidade de decisão sobre o assunto, provocada pelo ser humano e procuro manter, na medida das minhas possibilidades, uma atitude activa ("pró" e "re") no que diz respeito à defesa do bem-estar animal. Não há desculpa para, por exemplo, não assinar petições, neste sentido, é o mínimo que podemos fazer, para além de procurarmos adoptar uma postura (acção) individual consciente, fidedigna e em harmonia com o que defendemos (ideia).

Quero, desde já, também deixar aqui o meu agradecimento a TODAS as pessoas que empenham o seu tempo de vida na defesa destas causas. Infelizmente há essa necessidade (entre outras não menos importantes, de cariz social/político igualmente prioritárias a meu ver e não menos merecedoras da nossa atenção).

Mas, nunca acreditei em "guerras santas", não aprovo fundamentalismos, fanatismos ou extremismos (mesmo nas causas em que eu acredito e defendo) e dessas posturas procurarei distância, porque as acho cegas e como tal perigosas (eis neste vídeo um pequeno exemplo do que pretendo dizer: http://www.youtube.com/user/SearMeShell#p/a/u/1/COPj9ID7gAc )... 

Eu não vejo o mundo a preto e branco. Além de que, atitudes extremistas, me parecem quase sempre muito pouco eficientes no que diz respeito a atingir o cerne das questões, despoletando na maioria vezes efeitos secundários perniciosos, contrários aos desejados, por ser uma postura que afasta simpatizantes (que reprovam determinadas atitudes extremistas) e em vez unir pessoas, para a defesa de causas que partilham, separa-as. Enfraquecendo assim a concretização de objectivos que, no fundo, todos gostaríamos de ver atingidos. Não acredito em posturas que, em nome de um (qualquer) bem moral procuram impor aos outros os seus pontos de vista, à força. Aposto na divulgação de informação e em campanhas de sensibilização (sob uma abordagem informativa e livre, o quanto possível, de quaisquer conceitos morais) sobre o assunto. Acredito na capacidade humana para pensar e reflectir sobre os acontecimentos do mundo e na sua capacidade de agir (tomar medidas individuais, sociais e políticas) em prol de um mundo melhor, onde o respeito pela Natureza (pelas diversas naturezas de cada ser vivo) seja assumido de forma séria, integra e socialmente responsável.

Nota: Alguns dos links que aqui coloquei direccionam para imagens que eu considero chocantes (não que eu tenha algum prazer em partilhar estas imagens, antes pelo contrário, detesto partilhar coisas negativas mas, muito infelizmente as mesmas também fazem parte da nossa realidade actual, ignorando-as ou não, e talvez possam ajudar a explicar o motivo da informação que pretendo partilhar aqui) por isso restrinjo este album aos meus amigos cujas idades são inferiores a 16 anos.
Localização: Planeta Terra

quarta-feira, março 17, 2010

DIREITOS HUMANOS E OS DIREITOS DOS ANIMAIS



Por que é tão difícil defender os animais?
Num mundo que não respeita nem sequer "Os Direitos Humanos" fica muito difícil respeitar os direitos dos animais.
A evolução técnica em todos os campos trouxe ao mesmo tempo a evolução do pensamento, pois a técnica não pode aperfeiçoar-se independente do pensamento. O homem moderno se aprimora em todos as atividades, mas só pratica aquelas que lhes convém. Um dos campos pouco conhecidos ou não praticado por conveniência é o da ética. Isto porque está ligada diretamente à filosofia e ao direito. A ética é o caminho mais fácil para explicar o porque da defesa dos animais. Defender os animais apenas por dó ou amor é muito bom, mas o problema é que nem todas as pessoas tem em sua natureza e formação o amor, pois isto vem de uma série de circunstâncias ligadas a formação da personalidade. 
Assim cabe a ética convencer a todos sobre a defesa dos animais.

A carne é um acto de violência?

The violence against farm animals is so extreme that most parents prefer to deceive their children about the real purpose of livestock, in order to protect them from reality. Yet they support this violence by buying meat.

Renato Pichler, Presidente da União Suíça para o Vegetarianismo


A violência para com os animais é um tal lugar-comum hoje em dia que até é subsidiada com fundos de impostos. Quase ninguém alegaria que um matadouro é um lugar de paz. Mas poucos consideram que a violência perpretada naqueles denominados "animais economicamente úteis" (gado) pode contribuir para o nível de violência demonstrado entre humanos.

segunda-feira, março 08, 2010

Suíços votam contra advogados dos animais





Suíços votam contra advogados dos animais


Apoiantes do 'sim' defendiam medida para melhorar aplicação da legislação, que é uma das mais protectoras do mundo
Antoine Goetschel vai continuar a ter uma profissão única na Suíça depois de ser chumbada, em referendo, a criação do cargo de advogado dos animais em todos os 26 cantões da Confederação Helvética. O país, que tem uma das legislações mais protectoras do mundo, votou em massa (70,5%) contra a proposta, apresentada pela Protecção dos Animais, rendendo-se talvez ao argumento de que isso representa um desperdício do dinheiro dos contribuintes.
"Os suíços disseram claramente que as nossas leis de protecção dos animais são tão boas que não precisamos de advogados dos animais", disse o deputado centrista Jakob Buechler. A paixão dos suíços pelos animais é tal que o primeiro referendo no país, em 1893, aprovou a proibição do abate ritual praticado pelos judeus, segundo o jornal L'Hebdo.
A legislação que entrou em vigor em 2008 diz, por exemplo, que os peixes de aquário não podem ser lançados vivos nas sanitas; que os animais "sociais", como periquitos ou hamsters, têm que ter um parceiro na gaiola; que vacas e cavalos têm de fazer exercício regular fora dos estábulos; e que os donos dos cães têm que fazer um curso sobre como cuidar deles.
Apesar de tudo, a lei não é cumprida. Só assim se explica que em Zurique, onde desde 1992 há um advogado dos animais, Goetschel tenha a seu cargo todos os anos cerca de 200 processos. Mas nos outros cantões o número não ultrapassa a meia dúzia. Os defensores do "sim" viam na vitória uma forma de melhorar a aplicação da lei e de diminuir os casos de maus tratos, de forma preventiva.
"Em caso de processos, as pessoas cruéis com os seus animais podem contratar um advogado, enquanto a vítima não tem ninguém que a defenda", afirmou Goetschel, citado pelo Le Parisien. "Eu estou lá para isso e se uma decisão não me satisfaz posso recorrer." Não se sabe contudo o que fez após perder o processo contra um pescador, denunciado uma associação de defesa dos animais por ter demorado dez minutos a pescar um lúcio do Lago de Zurique, aumentando-lhe o sofrimento.
Além de não contar com o apoio do Governo, que apelou ao voto no "não" , os defensores dos animais enfrentavam ainda o lobby dos produtores de gado e leite. Hans Staub disse à BBC que temia mais burocracia. "Sempre tratei os meus animais com dignidade porque isso faz parte do meu trabalho", indicou Staub, cujas vacas têm todas nomes de cidades, estão bem alimentadas e limpas.




Link: Advogados para animais mal tratados em referendo na Suíça
Link: 
Alain Delon é a favor de advogados de defesa dos direitos dos animais