Mostrar mensagens com a etiqueta extinção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta extinção. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, agosto 27, 2012

Uma estranha forma de conservar...


Apesar dos aparentes benefícios que podem advir da manutenção de zoos, com animais em vias de extinção, as evidências de mal-estar dos animais em cativeiro são inequívocas.
Os jardins zoológicos voltaram a ser notícia em Agosto, pelas piores razões. Uma guarda do zoo de Colónia, Alemanha, foi morta por um tigre que escapou da sua cela e depois acabou por ser abatido pelo diretor do zoo.

A notícia poderia terminar com estas duas mortes infelizes, mas este incidente volta mais uma vez a levantar a velha discussão sobre as vantagens e desvantagens de manter zoos com animais selvagens em cativeiro.

A presença de animais em cativeiro nas sociedades humanas remonta há cerca de 25.000 anos, tendo sido os pombos os primeiros animais mantidos em cativeiro há 6.500 anos, no Iraque.

No antigo Egipto, surgiu o primeiro jardim zoológico, há 4.000 anos, possuindo 100 elefantes, 70 felinos e milhares de outros mamíferos, enquanto na China foi fundado há 3.000 anos um outro jardim zoológico enorme, conhecido como Jardins da Inteligência.

Os jardins zoológicos não tiveram sempre o suposto propósito conservacionista, que conhecemos hoje. Os primeiros zoos eram coleções particulares, promovidas pela realeza, que pretendia assim exultar o seu poder e glória em obras exuberantes e impossíveis para o homem comum. Nestes zoos, os animais eram treinados para entreterem o público, desvirtuando totalmente a sua natureza selvagem e instintos naturais.

Apesar dos aparentes benefícios que podem advir da manutenção de zoos, com animais em vias de extinção, as evidências de mal-estar dos animais em cativeiro são inequívocas: stress; comportamentos psicóticos e/ou apáticos por falta de estímulos naturais como procura de alimento, socialização e procriação; condições degradantes das jaulas; reduzido espaço das jaulas; maus tratos, danos físicos e psíquicos que impossibilitam a sua reintrodução nos habitats naturais, etc.

A missão recente dos zoos tem sido justificada pela necessidade de conservação de espécies em vias de extinção, mas é errado considerar que se conseguem salvar espécies animais, desenquadradas do seu habitat natural, muitas vezes a milhares de quilómetros de distância ou em condições climatéricas opostas às naturais. Os zoos devem funcionar localmente nas regiões onde os animais vivem, sem o aprisionamento a que os sujeitamos nos zoos.

A suposta salvação nos zoos tem sido assim um castigo para os animais cativos que dura normalmente toda a sua vida.

Os problemas de fundo na sobrevivência de espécies animais nos seus habitats naturais foi sempre o mesmo: caça regular excessiva e caça furtiva descontrolada, roubo territorial aos animais selvagens, que passaram a ter menos território de caça para obterem alimento ou a deterioração do habitat, que posteriormente promove a redução populacional e limita a reprodução não consanguínea.
Por outro lado, outro dos desafios recentes dos zoos é não contribuir para a morte acelerada das espécies animais que pretende proteger, com a proximidade excessiva de animais selvagens que nunca teriam qualquer contacto natural, como aconteceu com os dois ursos polares que faleceram com o vírus de herpes modificado EHV1 que ataca normalmente apenas as zebras. Assim, o novo risco criado pelos zoos é de estarem a criar novos vírus que podem contaminar espécies animais que nunca seriam afetadas desta maneira no seu território natural.

O caricato deste incidente na Alemanha, foi a inconsciência inicial de se ter trazido um tigre para a Europa para ser preservado e estudado, mas que acabou por ser morto como teria sido certamente no seu território natural por caçadores furtivos. A preservação da espécie e o princípio de conservação natural perderam-se pelo caminho e mais um animal foi morto, por vingança e incompreensão.

Não são zoos destes que devemos ter ou promover na nossa sociedade.

por João Pedro Santos
Ativista dos direitos dos animais

domingo, junho 06, 2010

Acrobata dos ares ameaçado em Portugal

Acrobata dos ares ameaçado em Portugal
Os machos fazem piruetas e um estranho voo 'rolado' para atrair as fêmeas. Mas o fantástico ritual de acasalamento do rolieiro, digno de juntar nas terras mais quentes e secas do Alentejo e Beira Baixa os amantes da observação de aves, poderá deixar de se ver: a ave está em risco de extinção.

O espectáculo começa agora, em paralelo com a época de reprodução do rolieiro, apontado como a ave mais colorida em território nacional. Os machos, que por vezes até são acompanhados pelas próprias fêmeas, realizam paradas nupciais, numa rara demonstração de "acrobacia", exibindo os seus dotes para conquistar o par. Fazem piruetas e um estranho voo "rolado". Começam por ganhar altitude e depois "mergulham" no vazio batendo as asas com vigor e rodando sobre si próprios.
Um ritual de acasalamento digno de juntar nas áreas mais quentes e secas do Alentejo e Beira Baixa os amantes da observação de aves, hoje, mais do que nunca, preocupados com o decréscimo que a curiosa espécie vem sofrendo em território nacional, ao ponto de estar classificada como em risco de extinção.
Segundo a bióloga Inês Catry, actualmente a trabalhar no Departamento de Zoologia da Universidade de Cambridge, a primeira confirmação da reprodução do rolieiro em Portugal data apenas de 1973, nos distritos de Castelo Branco e Portalegre. Viria a propagar-se a outras zonas, mas há cerca de 15 anos começou por desaparecer de Trás-os-Montes e Beira Alta, registando mesmo uma fragmentação no Alto Alentejo. Hoje, a espécie está praticamente confinada a três concelhos: Castro Verde, Elvas e Castelo Branco.
Na Primavera de 2009, Inês Catry realizou um censo de rolieiro em 16 áreas classificadas como prioritárias para a conservação de espécies estepárias em Portugal, onde se contabilizaram cerca de 60 casais nidificantes, confirmando-se a tendência de decréscimo da comunidade. Quais as razões do declínio desta espécie? A especialista admite não existirem grandes certezas.
"Em alguns locais, o declínio estará relacionado com a perda de habitat, com o abandono das práticas agrícolas tradicionais e pastagens e o aumento da intensificação agrícola e das florestações. Também o uso intensivo de pesticidas na agricultura moderna contribuiu para a redução intensa de insectos de grande porte, que são as presas-alvo do rolieiro", justifica a bióloga.
A base da dieta desta espécie é constituída maioritariamente por artrópodes mas podem também consumir pequenos vertebrados, como répteis e anfíbios, pequenas aves e até roedores. Entre as presas mais comuns estão os insectos de médio e grande porte, nomeadamente escaravelhos, grilos e gafanhotos. Em geral caça pousado num ponto alto, numa árvore ou num poste, observando o solo em áreas de pouca vegetação. Depois de capturar a sua presa volta ao poiso, onde a ingere. Por vezes captura insectos em voo, levando a cabo pequenas perseguições.
"Dependendo da disponibilidade de presas, a dieta pode variar, mas podemos considerar que ajudam os agricultores, contribuindo para diminuir a abundância de insectos nas culturas", descreve Inês Catry, alertando para os cuidados parentais transversais aos dois membros do casal.
Aliás, o "namoro" acontece frequentemente ainda nos locais de invernada ou a caminho das áreas de reprodução. A ligação entre progenitores e as crias mantém-se até à emancipação dos juvenis, no momento em que saem dos ninhos, com cerca de um mês de idade.

Fonte: DN

sexta-feira, abril 23, 2010

O extermínio das espécies


A extinção actual de espécies ocorre a um ritmo tão forte, que já levou vários cientistas a classificarem-na como a sexta grande extinção desde a origem da vida. A cada hora, três espécies desaparecem da face da Terra. Os custos associados aos danos...

domingo, março 07, 2010

Selos com animais perto da extinção


Panda é um dos escolhidos Panda é um dos escolhidos

A assembleia-geral das Nações Unidas declarou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade e vários países têm previsto no seu plano de emissões filatélicas a edição de selos alusivos. Os Correios de Portugal vão já emitir amanhã um conjunto de quatro selos dedicados ao tema, com animais em vias de extinção.

Os CTT vão ainda lançar amanhã o quarto grupo da série ‘Transportes Públicos Urbanos’ sobre transportes da CP, eléctricos da Carris e o cacilheiro ‘Madragoa’.

Fonte: Correio da Manhã