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sexta-feira, maio 10, 2013

O homem é superior aos animais?


 Resolvi escrever essa reflexão depois de participar de diversas discussões que tive sobre animais e geralmente as mesmas pessoas que dizem: “Porque você vai cuidar de animais se tem tanta criança na rua?” – falarei disso depois – também dizem que o homem é superior aos animais, portanto sua vida é mais importante.
Vale ressaltar que o que você irá ler a seguir é minha opinião formada a partir de experiências e também com base em algumas fontes (todas citadas no texto). Respeito opiniões contrárias a minha, no entanto, espero que esse post te faça refletir. Espero que você possa comentar dando a sua opinião. Esteja livre para concordar ou discordar.
O próprio homem dizendo que ele é mais importante entre as espécies me soa tão egoísta. Afinal de contas é ele mesmo dizendo que ele é superior. O homem não é o criador da vida, portanto ele não tem propriedade para categorizar a mesma, no entanto, o homem o faz sempre colocando-se  no topo da pirâmide. Somente o criador da vida, se este existir, poderia categorizar aquilo que criou, hierarquizando e dando a devida importância a cada um se assim fosse o certo.

O homem e a ciência


Se analisarmos o homem e sua interação com o meio ambiente, fica claro que o homem depende de outras espécies para viver, no entanto, não existe nenhuma espécie que dependa dele para sobreviver. Os animais domésticos dependem do ser humano para sobreviver, no entanto, o homem quem causou essa condição. Se estes animais estivessem soltos em um ambiente natural (não alterado pelo homem), eles certamente conseguiriam viver tranquilamente e assim era antes do homem introduzir essas espécies em seu meio social. E se o homem fosse extinto amanhã? Nenhum animal seria prejudicado, pelo contrário, a natureza poderia triunfar novamente. (Exceto os cães de raças criadas pelo próprio homem, enquanto que os vira-latas teriam mais chances).  Recomendo que assistam o documentário do History Channel, O Mundo sem ninguém que fala mais a respeito do assunto e veja como a natureza conseguiria se recompor novamente. Em contrapartida, se algumas espécies forem extintas, essa extinção poderia alterar toda uma cadeia alimentar, levando outras espécies a extinção.
O homem em relação a natureza, seu ciclo e cadeia alimentar não é importante e pode ser desprezado, enquanto que outras espécies são fundamentais. Se o homem não é  importante dentro do ambiente em que está inserido, o que faz dele superior?

O homem como ser racional

homem pensando O homem é superior aos animais?
Alguns argumentam que o homem é superior pois é o único ser racional, no entanto, quem definiu que racionalidade pode ser um critério para avaliar a superioridade entre as espécies? Se isso fosse válido, todos os outros animais deveriam ser categorizados numa hierarquia em ordem de inteligência racional, afinal de contas, existem seres mais inteligentes que outros. Nós nos alimentamos de porcos, que são seres mais inteligentes que cães e fazemos dos cães nossos animais de estimação. Oras, mas se racionalidade define a superioridade das espécies, porque não estamos com porcos em nossas casas e estamos nos alimentando de cães? Porque de fato, não existe superioridade no grau de inteligência de uma espécie. É sabido que o homem é o único animal considerado racional, no entanto, não podemos esquecer que muitas das nossas atitudes são irracionais, algumas até mesmo instintivas, e sabemos que muitas vezes nossa racionalidade nos faz agir de forma desprezível de forma  que um ser irracional talvez jamais o faria. A racionalidade não nos faz atingir a plenitude da moralidade.
Segundo Regan, filósofo norte-americano, inteligência, autonomia ou racionalidade são critérios que excluem não só os animais como uma porção de seres humanos. Não se trata portanto apenas de defender os animais – como quem se cansa da humanidade – mas de defender os humanos com o mesmo afinco: é no mesmo tecido moral que se costuram os direitos de ambos. Alguns animais possuem uma complexidade psicológica que os torna sujeitos de uma vida; possuem, portanto, valor inerente e têm tanto direito de serem tratados com respeito quanto humanos não paradigmáticos. Uma vez que esses seres humanos não-paradigmáticos fazem parte da comunidade moral, o mesmo status moral há de ser atribuído aos animais com capacidades psicológicas similares, que também passam a estar envolvidos nas relações morais.
A exclusão e inferiorização dos animais por parte do homem é apenas um preconceito especista. Veja, no direito humano, um homem têm direito não pela sua inteligência ou racionalidade, mas sim, pela sua sensibilidade e consciência em si, sendo assim porque os animais devem ser excludentes?
Por exemplo, seres humanos com retardo mental têm status moral, embora sejam deficientes em racionalidade. Na mesma situação se encontram crianças que ainda não desenvolveram plenamente sua autonomia ou idosos senis. “Não-paradigmático” refere-se, pois, àqueles que não têm o que é paradigmático no ser humano – a posse de algum atributo, como racionalidade, por exemplo. Assim, certos animais têm certos direitos porque humanos não-paradigmáticos têm tais direitos.
É preciso focar no valor inerente de cada ser, o sujeito de uma vida: “criaturas conscientes que possuem um bem-estar individual que tem importância para nós independente de nossa utilidade para os outros.” Despreza-se sexo, raça, local de nascimento, habilidades, inteligência, personalidade, saúde ou patologia. O valor inerente é absoluto: independe da utilidade que um indivíduo possa ter para outros. Reforço bem essa parte, pois as pessoas tendem a categorizar se alguém é importante ou não de acordo com o que ela sente ou pensa a respeito de outrém, enquanto que a base moral deve ser o respeito ao valor inerente de cada indivíduo. Ações que desrespeitam o valor inerente de um indivíduo não são apenas ações imorais: são também ações injustas, por violarem direitos morais individuais. E o que garante o valor inerente a todos nós, não são nossas diferenças, mas sim, nossas similaridades ou igualdades.
Vale lembrar que a moral que é aplicada a todos é de responsabilidade de alguns, os agentes morais. Por exemplo, um adulto tem a responsabilidade moral sobre uma criança, adultos enfermos e animais, que aqui fazem papel de pacientes morais. Não é preciso dizer o quanto injusto seria o agente moral agredir um idoso ou uma criança, por exemplo.
Excluir os animais não é uma questão de sentimentalismo, mas sim, de injustiça, pois é  impossível justificar que os animais não possuem ou que possuem menos valor inerente que os seres humanos.
Se você quiser saber mais a respeito, leia a Teoria dos direitos animais humanos e não-humanos de Tom Regan. Para quem quiser ler o resumo segue o link: http://www.cfh.ufsc.br/ethic@/ET33ART6.pdf

O homem e a religião


1177635989 religiao O homem é superior aos animais?
Saindo um pouco do campo da ciência e filosofia, muitos recorrem a religião para justificar seus argumentos, por isso usarei aqui alguns trechos bíblicos, apesar de acreditar que estes não seriam argumentos válidos, uma vez que não temos aqui uma verdade absoluta, pois dependemos da crença de alguns para sustentar esses argumentos.
Existem passagens da bíblia que dizem que o homem deve dominar a natureza.  No entanto, ao mesmo tempo que ELE fala do seu domínio, o que é totalmente plausível, afinal de contas se não tivéssemos domínio sobre ela não teríamos evoluído até o ponto que estamos, ELE diz para preservamos e nos sujeitarmos a natureza. Segue trechos bíblicos:

Vale Lembrar que segundo o dicionário superioridade é a qualidade ou estado de uma pessoa ou coisa que está acima das outras; vantagem, preeminência, preponderância, primazia, supremacia: a superioridade do mérito. Logo, uma pessoa superior não poderia sujeitar-se.
ELE segue:  “Quando sitiares uma cidade por muito tempo, pelejando contra ela para a tomar, não destruirás o seu arvoredo, metendo nele o machado, porque dele comerás; pelo que não o cortarás, pois será a árvore do campo algum homem, para que fosse sitiada por ti?”.  Aqui fica claro, que o homem deve zelar e preservar a natureza.
Por fim, conclui: “E DEPOIS destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma”; “E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus”.
Quem é superior a alguém tem supremacia para agir de acordo com sua vontade, porém ELE deixa claro que o homem não deve causar danos a natureza, respeitando assim sua integridade. Existem outras citações, no entanto,  apenas com essas acho que já fica claro que em nenhum momento ELE diz que o homem é mais importante ou superior a natureza, mas sim, que deve dominá-la, preservá-la e sujeitar-se também. Quando ele cita a dominação, não quer dizer a dominação como ser  superior, mas sim,  em deter o conhecimento a cerca da natureza, como foi com o domínio do fogo, por exemplo.
Para quem quiser ler mais a respeito deixo aqui o link: http://umapalavra.wordpress.com/2007/10/15/a-palavra-de-deus-e-a-natureza/
Infelizmente, vejo que no espiritismo a situação se agrava. Veja nesse trecho: “Kardec (A Gênese, 1868) explica que entre os seres inferiores da criação não existe ainda o senso moral como no ser humano (porém é conhecido que, de maneira mais rudimentar, o senso de moral exista sim em alguns animais), de certa maneira, o instinto ainda impera. Desta forma, a luta entre estes seres ocorre para suprimento de uma satisfação material, que na maior parte das vezes é a da alimentação.” Se você leu acima, já entendeu que a moral também se aplica a pacientes morais, ou seja, a moral não precisa ser percebida por um animal para que ele faça parte dela. Mais uma vez, se fosse assim deveríamos excluir aqui os seres humanos não-paradigmáticos.
Além disso o espiritismo prega a hierarquização pelo grau evolutivo dos espíritos, colocando assim os animais em uma escala inferior. No entanto, como nada disso pode ser provado, nos limitemos aos princípios da moralidade.
Mais:
Cada religião tem sua visão particular sobre isso, porém vale ressaltar que a visão humanista está intrínseca à religiões cristãs. Houve um momento em que reforçar a superioridade do homem se fez necessária, tanto do homem em relação as espécies, quanto do homem em relação ao próprio homem. As antigas religiões pagãs pregavam a igualdade entre o homem e a natureza, uma vez que fazem parte da mesma energia.

O homem e o sistema capitalista

 Homem Grana O homem é superior aos animais?
O capitalismo só pode sobreviver em um ambiente onde poucos controlam muitos. Onde o lucro se faz da exploração dos mais fracos, portanto é perfeitamente aceitável que em nosso sistema seja comum a prática da hierarquização.  Vale citar a opressão que existe em relação aos negros, mulheres, homossexuais, pobres, animais, ao longo de toda a história. É de lembrar a apaixonada discussão, no século XVI, sobre a natureza dos índios americanos – decretado que não possuíam alma, decidiram-se por tratá-los como animais de carga. Já o Führer do III Reich, Hitler anunciava que mataria os judeus e outros indesejáveis “como piolhos” que eram. Seu regime seria o precursor do extermínio em larga escala de “vidas que não merecem viver” – doentes mentais no topo da lista que incluía uma série de doenças (supostamente) hereditárias.
A forte tendência que o homem têm de hierarquizar é o fator primordial que causa guerras, afinal de contas as diferenças são usadas como justificativas para que homens julguem uns aos outros. ”Derrubada a barreira na espécie é preciso abandonar a barreira da espécie: por uma questão de coerência”.
Recomendo a leitura do livro A Cabana, que entre os assuntos abordados fala sobre os problemas causados pela hierarquia. Obviamente é um livro de ficção, no entanto, pode nos fazer refletir sobre o assunto.
A partir do momento que o homem passar a enxergar todos como seus verdadeiros iguais, mesmo que haja diferenças entre gostos, opiniões, atitudes, religiões, políticas, etc., talvez passássemos a perceber que os animais também são nossos iguais.
Meu post teve o objetivo de abordar diversas óticas sobre o mesmo assunto. Meu objetivo não é o aprofundamento em cada uma delas, por esse motivo deixei mais fontes para consulta, mas apenas debater alguns pontos principais sobre essa questão.


Finalizo este post com algumas citações:

(…) O uso do termo igual é restrito à hipótese de que os animais têm direitos a um reconhecimento igual dos seus interesses, sejam eles quais forem. Mas isto não quer dizer que todos os animais tenham os mesmos interesses, nem que haja um absolutismo moral que não permita em qualquer circunstânciauma alternativa à norma, bem como, que entre os animais não humanos e os animais humanos não encontremos alguma diferença significativa. O que não podemos é simplesmente arbitrar que a qualidade do ser racional, por exemplo, é suficiente para colocar o humano no topo de uma cadeia alimentar altamente canibalesca (GURGEL, 2003, p.75).


“ Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação,  seja animal ou vegetal, ninguém precisará de o ensinar  a amar o seu semelhante.” – Albert Schwweitzer  pensador Prêmio Nobel da Paz – 1952

“ Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime contra a humanidade.“ Leonardo Da Vinci 1452 – 1519 –  Pintor, escultor, arquiteto, engenheiro, anatomista, físico, inventor  considerado por vários o maior gênio da história.

“ Não me interessa nenhuma religião cujos princípios não melhoram  nem tomam em consideração as condições dos animais.” - Abraham Lincoln Presidente dos Estados Unidos da América

“ A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser avaliados  pelo modo como os seus animais são tratados.“ Mahatma Gandhi - 1869 – 1948 – um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano  influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.

“ A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade  de carácter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel  com os animais não pode ser um bom homem.“ Arthur Schopenhauer - 1788 – 1860 - filósofo alemão.

“ Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem.  Agora é necessário civilizar o homem em relação à natureza e aos animais.“ Victor Hugo –  escritor e poeta francês.

“ Por que é que o sofrimento dos animais me comove tanto?  Porque fazem parte da mesma comunidade a que pertenço,  da mesma forma que os meus próprios semelhantes.“ Émile Zola  - escritor.

Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais  nas suas faculdades mentais… os animais, como os homens,  demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento.“ Charles Darwin – cientista e naturalista britânico pai da teoria da evolução.


” Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento,  troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua  e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem o nosso respeito e a nossa protecção, pois em determinado ponto eles são nós  e nós somos eles.”  Philip Ochoa –  Presidente da University of Success&REG.

 “ Ao estudar as características e a índole dos animais,  encontrei um resultado humilhante para mim.” Mark Twain – escritor e romancista norte-americano.

“ Entre a brutalidade para com o Animal e a crueldade  para com o Homem, há só uma diferença: a vítima.” Alphonse de Lamartine – escritor, poeta e político francês.

” A vida é valor absoluto. Não existe vida menor ou maior, inferior ou superior.  Engana-se quem mata ou subjuga um animal por julgá-lo um ser inferior. Diante da consciência que abriga a essência da vida, o crime é o mesmo.” Olympia Salete –  escritora e poetisa brasileira.

“ Esse direito – o de matar um veado ou uma vaca - parece-nos natural porque nós estamos no alto da hierarquia.  Mas bastaria que um terceiro entrasse no jogo, por exemplo, um visitante de outro planeta  a quem Deus tivesse dito “Tu reinarás sobre as criaturas de todas as outras estrelas”,  para que toda a evidência do Gênese fosse posta em dúvida.  O homem atrelado à carroça de um marciano – eventualmente grelhado no espeto  por um visitante da Via-Láctea – talvez se lembrasse da costeleta de vitela que tinha o hábito de cortar em seu prato.  Pediria (tarde demais), desculpas à vaca.” – Milan Kundera escritor.

” O erro da ética até ao momento tem sido a crença  de que só se deve aplicá-la em relação aos homens.” Dr. Albert Schweitzer – teológo, músico, filósofo e médico alsaciano.

”  Entre 135 criminosos, incluindo ladrões e estupradores,  118 admitiram que quando eram crianças queimaram,  enforcaram ou esfaquearam animais domésticos.”  Ogonyok – revista soviética anti-crueldade.
 ”  Em meu pensamento, a vida de um cordeiro não é menos importante que a vida de um ser humano.”   Mahatma Gandhi - Estadista e filósofo.





sexta-feira, novembro 16, 2012

Byron. um Labrador Especial!

Kate Cross sofre de uma rara doença chamada Síndrome de Ehlers-Danlos.
Isso faz com que as suas juntas fiquem tão fracas que até mesmo o ato de abrir uma porta pode deslocar seu ombro, cotovelo ou punho.
Realizar qualquer tarefa do dia a dia seria impossível para ela…

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Até que ela conheceu Byron, um labrador.

Ela não saia de casa sozinha por anos até receber a ajuda de Byron em 2007. Agora seu companheiro fiel.

Ele ajuda a atravessar a rua…

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Coloca as roupas na máquina de lavar…

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Faz a cama e ajuda a pegar algumas coisas na geladeira…

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Sabe sacar dinheiro, para que ela só precise digitar a senha…

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Ajuda nas compras…

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E até paga…

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Ajuda a lavar seu pratinho de comida.

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E depois ainda ajuda a dona a esticar as pernas no sofá…

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Kate Cross agora chama Byron de seu melhor amigo.

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domingo, novembro 11, 2012

Histórias de animais abandonados por causa da crise e que conseguiram sobreviver


Por Lucília Galha

Napoleão foi vítima de uma tentativa de enforcamento, Megan foi deixada no lixo e Sara foi atirada de um carro em andamento. Há animais abandonados para morrer e que, mesmo assim, conseguem recuperar. Seis histórias comoventes

Napoleão foi abandonado com um arame de ferro enrolado à volta do pescoço – estava tão apertado que toda a zona ficou com feridas profundas. Terá sido vítima de uma tentativa de enforcamento. O cão andava a deambular há algum tempo perto do parque de campismo da Costa de Caparica. Um dia, à tarde, três voluntários da União Zoófila foram buscá-lo.

O resgate foi difícil e demorou mais de uma hora. Primeiro, foi preciso localizar o animal; depois, tentaram atraí-lo com comida, misturada com tranquilizante, para o adormecerem. Por duas vezes, o cão comeu e fugiu. Era Verão, estava muito calor mas, embora desidratado, o animal ainda resistiu. Só passados 45 minutos começou a cambalear e, por fim, deitou-se no chão e adormeceu.

Quando, nessa mesma tarde, Napoleão entrou no consultório de Luísa Filipe, directora clínica da União Zoófila, a médica ficou surpreendida. “Pensei que não iria sobreviver”, conta. O cão tinha muita febre e estava abatido. Foi logo sedado para retirar o arame – os médicos tiveram de usar um alicate.

“O arame passava-lhe de fora para dentro do pescoço como se fosse um atacador. Nunca tinha visto nada assim”, lembra a veterinária. A cirurgia durou cerca de três horas. Durante mais de 15 dias, o cão voltou diariamente ao hospital para fazer o penso, tomou antibióticos e anti-inflamatórios e também fez medicação para suportar a dor.

O abandono de animais domésticos acontece todos os anos e agrava-se nos períodos de férias, sobretudo no Verão. Mas, agora, há mais uma razão: a crise.

“As pessoas levam-nos às consultas cada vez mais tarde, deixam-nos adoecer até à última e as vacinas também estão atrasadas. Isto acontece até com pessoas que antes cumpriam escrupulosamente”, diz à SÁBADO Luísa Filipe, directora clínica da União Zoófila. A associação está sobrelotada (tem 550 cães e 200 gatos), estão mais animais por metro quadrado do que seria desejável e não se consegue responder a todas as solicitações.

Carregue na foto seguinte para continuar a ler.
Animais abandonados por causa da crise que conseguiram sobreviver
Napoleão
Como foi abandonado 
Tinha um arame de ferro enrolado à volta do pescoço
Como recuperou
O treinador começou por pôr a coleira no chão só para o cão a cheirar. Só ao fim de seis semanas conseguiu pôr-lha ao pescoço

Fisicamente, Napoleão ficou bom ao fim de algumas semanas. Mas demorou mais tempo a recuperar do estado de choque. No início, não saía do seu compartimento e tremia quando alguém se aproximava. “Os cães são altamente sociáveis, mas ele não queria relacionar-se com os humanos de forma alguma”, conta à SÁBADO Miguel Oliveira, treinador da escola de cães Caniteam. Primeiro, só ia à rua ao colo e mais tarde começou a sair sozinho e a dar-se com os outros animais. Preta, uma das cadelas com que partilhava o espaço, foi fundamental para a recuperação. “Os cães tendem a viver em matilha, não conseguem estar sozinhos. Ele aceitou a Preta e formaram uma matilha. Ela ajudou-o porque é sociável e ele, aos poucos, passou a andar atrás dela. Os elementos da matilha copiam-se”, explica o treinador.

Miguel Oliveira acompanha Napoleão desde o início do ano. Está com ele uma vez por semana durante 45 minutos. O seu trabalho tem sido gradual. Nos primeiros tempos, o treinador sentava-se de costas junto ao cão para ele conhecer o seu cheiro. Depois, começou a fazer festas à Preta – “para que o Napoleão percebesse que ela me aceitava”, explica. A seguir, deu-lhe a cheirar uma coleira para se ir familiarizando com o objecto. Ao fim de seis sessões conseguiu colocar-lhe a coleira ao pescoço. Foi a primeira grande vitória. O cão ficou imóvel, mas não tentou tirá-la. “Ele é que escolheu os tempos para os meus pequenos avanços. Só depois de ter a sua confiança é que consegui que começasse a melhorar”, diz.

Quando o treinador foi dar um passeio com Napoleão no parque florestal de Monsanto, o cão aceitou a coleira e passeou sozinho. Mas ainda não recuperou totalmente. “Afasta-se quando alguém lhe tenta fazer uma festa. O trabalho com ele não começou do zero mas do menos 10”, diz Miguel Oliveira. Agora, o objectivo é arranjar-lhe uma família.
Animais abandonados por causa da crise que conseguiram sobreviver
V
Como foi abandonado 

Foi largado em Loures depois de ter sido espancado consecutivamente
Como recuperou 
Ficou num quarto sozinho só na companhia dos pássaros

Com a crise surgiram dois tipos de situações. “Há aquelas pessoas com dificuldades económicas que pedem ajuda para as despesas, gostam dos seus animais e não os deixam; e há outras que os querem abandonar e dão a crise como desculpa” explica Tânia Silva, da Animais de Rua.

A associação recebe cada vez mais pedidos por email e já não consegue dar uma casa a todos os animais que recolhe na rua. Este ano já entregou 113, mas ainda tem outros 135 para adopção. “E como o ano ainda não acabou, muito provavelmente vão surgir mais”, diz a responsável. A Chão dos Bichos está a passar pelo mesmo problema. Entre Maio e Dezembro do ano passado deu 130 animais; este ano, no mesmo período, só ainda entregou seis.

Segundo a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, até Setembro foram deixados nos canis municipais 4.262 cães e 1.059 gatos. Contudo, além destes, há ainda aqueles que são recolhidos ou abandonados nas associações e os que ficam na rua. “O abandono está a aumentar de dia para dia”, garante à SÁBADO o veterinário Nóbrega Faria.

No Centro de Recolha e Protecção Animal do Vale do Douro Norte, onde trabalha, a tendência inverteu-se completamente. Antes, 70% dos animais eram apanhados na rua e só 30% eram entregues na associação. Agora é ao contrário. “As pessoas alegam que não têm condições. Acredito que o desemprego seja a principal razão”, diz.
Animais abandonados por causa da crise que conseguiram sobreviver
Rainbow
Como foi abandonado 

Foi atirado por cima de uma rede com dois metros
Como recuperou
Rita Silva, que o acolheu, construiu-lhe uma casa com caixotes para ele se sentir seguro

Rainbow, um cão rafeiro, preto às manchas brancas, foi atirado por cima de uma rede com mais de dois metros para a casa de Rita Silva. Faz agora quatro meses. A presidente da Associação Animal só deu por ele porque os seus outros cães começaram a ladrar. Na altura, chovia muito e o animal estava assustado. “O nome vem daí, porque atrás do sítio onde o encontrei apareceu naquela altura um arco-íris”, diz. Rainbow estava muito magro, tinha uma pata partida (uma fractura antiga, que já tinha formado calo), estava cheio de carraças e ficou com a barriga cheia de cortes por causa da queda.

Durante as duas primeiras semanas, depois do abandono, o animal permaneceu praticamente imóvel. Estava muito traumatizado. Rita pô-lo numa sala isolado dos outros cães e arranjou uns caixotes para lhe construir uma espécie de casa. A ideia era que se sentisse seguro. Para o alimentar, dava-lhe a comida na mão, mas não se aproximava, para não o assustar. Com o tempo, foi retirando os caixotes e deixando lá a comida para que o cão se alimentasse sozinho. “Só agora, quatro meses depois, é que ele se chega a mim sem receios. Mas ainda foge se tento fazer-lhe festas sem ser ele a pedir.”

Há uma diferença entre os animais doentes e os que foram abandonados: o medo. “Estes últimos têm o stresse adicional do abandono. O animal teve contacto com uma pessoa, foi deixado num espaço físico que não conhece e depara-se com a realidade de ter de procurar comida e água, coisa a que não estava habituado. Passa muito tempo sem comer, pode estar desidratado e parasitado e está numa situação de grande fragilidade” explica à SÁBADO o veterinário Joaquim Henriques.

Megan, uma cadela pequena, com apenas 5 kg, foi atacada por um cão de 40 kg que pegou nela pelo pescoço, com os dentes, e a sacudiu até se cansar, entregando-a no fim ao seu dono como se fosse um troféu. Em vez de ajudar a cadela, o proprietário do animal agarrou nela e atirou-a para o lixo.

Houve pessoas que assistiram e chamaram a polícia, mas não foi possível fazer nada contra o homem. “A cadela não tinha dono, não havia ninguém a quem se pudesse pedir responsabilidades”, diz Cláudia Martins, voluntária da Associação Animais de Rua. Em Portugal, o abandono só é punido (com coimas que vão dos 250 aos 3740 euros) se o animal estiver identificado e for possível localizar o dono ou se a pessoa que faz a denúncia presenciar o abandono.

Quando este episódio aconteceu, Megan já vivia na rua há cerca de um mês. Ela e mais três cadelas (presumivelmente suas irmãs) foram deixadas num pinhal perto de Gaia. Uma voluntária da Animais de Rua acompanhou a situação desde o início e, no mínimo duas vezes por dia, deslocava-se ao local para as alimentar.
Aniamis abandonados por causa da crise que conseguiram sobreviver
Megan
Como foi abandonada

Foi atirada para o lixo depois de um cão a ter atacado
Como recuperou 
Ao ver Magui, sua irmã, a brincar com as pessoas, começou a imitá-la. A cadela ajudou-a a recuperar a confiança

Megan foi resgatada do lixo em choque e levada de imediato para o veterinário. Tinha quatro feridas profundas no pescoço, mais três na zona do lombo e outras espalhadas pelo corpo. Estava coberta de sangue e assim que a veterinária a pôs em cima da marquesa as pulgas que tinha no corpo saltaram – já estava a ficar fria, estava perto da morte.

Na mesma altura, a cadela também sofreu um aborto espontâneo. Os médicos limparam e drenaram-lhe as feridas, mas a prioridade foi deixá-la quieta, só a soro, para recuperar do choque. Logo nesse dia, Megan foi para casa de Cláudia Martins – que cuidou dela enquanto esteve em recuperação. “Quando a vi tive um choque, é raro vermos um animal de porte tão pequeno na rua. Ela estava muito assustada.”

A cadela ficou numa cama na cozinha da casa, com acesso ao terraço, mas durante dois dias não se levantou. Só se mexia quando Cláudia Martins lhe mudava o cobertor onde estava deitada, porque as feridas continuavam abertas e a drenar, e também na altura de fazer os pensos, duas vezes por dia. “Tinha de lhe limpar as feridas com água e Betadine. Ela deixava fazer tudo mas tremia ao ponto de se ouvir o ranger dos seus dentes”, conta a voluntária.

A cadela só começou a ganhar confiança quando, duas semanas depois, Magui (uma das irmãs que tinha ficado no pinhal) se juntou a ela. Magui gostava de se dar com as pessoas. Ao vê-la brincar, Megan começou a querer imitá-la.

“Era muito desconfiada mas, tendo a Magui ao lado, que corria para nós e pedia mimos, começou a perceber que nem todas as pessoas fazem mal”, diz Cláudia Martins à SÁBADO. Esta ligação entre as duas cadelas, contudo, não estava relacionada com o facto de serem irmãs. “A partir dos 2 meses, os cães não têm esse sentido de família. Aconteceu porque elas formaram uma matilha”, explica o treinador _Miguel Oliveira. Em Fevereiro, cerca de um mês depois de ter sido abandonada, Megan foi acolhida por uma nova família que também acabou por ficar com a sua irmã.

Apesar de ter sido abandonado para morrer, Seth também recuperou. Estava caído dentro de uma valeta numa estrada perto de Vila Franca de Xira. “Foi atropelado e os carros atiraram-no de um lado para o outro como se fosse uma bola. Até que um lhe acertou com tanta força que o animal caiu para fora da estrada”, conta Rita Silva, responsável da Associação Animal. Segundo os médicos que o assistiram, o cão estava com uma desidratação profunda e já não teria mais do que quatro horas de vida.

Os veterinários acreditam que os animais têm uma capacidade superior de lidar com situações de stresse e dor. Por uma razão: não pensam. “A inconsciência da gravidade da situação ajuda a que não haja um stresse adicional”, explica Joaquim Henriques.
Animais abandonados por causa da crise que conseguiram sobreviver
Sara
Como foi abandonada

Foi atirada de um carro em andamento. Estava grávida
Como recuperou
Ana Sousa, sua nova dona, comprava-lhe petiscos como ração gourmet para a conquistar

Além de desidratado, Seth tinha dois tumores malignos e várias fracturas: na pata esquerda traseira, que estava partida em vários sítios, no fémur e na articulação do cotovelo direito. Foi submetido a duas cirurgias e colocaram-lhe ferros para fixar os ossos partidos. Nos primeiros tempos, reagia mal a qualquer contacto com as pessoas. Para o alimentarem, os veterinários do Hospital do Restelo davam-lhe ração com uma pinça. Só foi para casa ao fim de dois meses.

Rita Silva preparou tudo para a sua chegada: esvaziou a arrecadação da casa e fez-lhe uma cama com cobertores. Também pôs um rádio na divisão para que o animal se sentisse acompanhado. Cinco a seis vezes ao dia, ajudava-o a levantar-se. “Púnhamos-lhe a trela debaixo da barriga para o elevar e amparávamos atrás para que não caísse”, descreve. Mais difícil era fazer-lhe os pensos: a operação demorava cerca de 20 minutos e nem sempre Rita a terminava sem Seth lhe morder.

Os tratamentos prolongaram-se por quase nove meses. Durante esse tempo, o cão teve de fazer muita fisioterapia para recuperar o movimento da pata traseira – aquela que tinha ficado mais afectada. Rita Silva ajudou-o sempre: punha-lhe a trela debaixo da pata e ensinava-o a andar. Repetia o exercício várias vezes ao dia. Esse trabalho acabou por compensar: sete meses depois, Seth já andava sozinho outra vez. Nunca teve uma pata completamente normal, mas adaptou-se. Foi resgatado no início de 2008 e acabou por morrer em Novembro do ano passado, de velhice.

As situações mais frequentes de abandono ocorrem com animais doentes, sobretudo com problemas crónicos que implicam despesas continuadas, e com os mais velhos. “Os cães evoluem na saúde como os humanos, começam a ter cataratas, problemas de coração, e isso tem custos elevados”, diz Tânia Silva, da Animais de Rua.

Sara, uma gata, terá sido vítima de outra situação de abandono muito comum, que se dá quando o animal engravida. Foi atirada de um carro em movimento na Segunda Circular, em Lisboa. O incidente aconteceu há cerca de um ano, no Verão. No fim de uma tarde de quinta-feira, Ana Sousa, presidente da Associação Chão dos Bichos, estava parada no trânsito quando viu uma gata saltar por cima dos capôs dos carros. Assustado, o animal acabou por se refugiar debaixo de um deles e já só saiu dali com a ajuda de Ana.

Sara estava bem tratada, tinha o pêlo bonito e não tinha pulgas. Mas estava grávida. “Penso que terá sido por isso que se livraram do animal”, acredita a responsável. Logo nesse dia, fez uma ecografia na veterinária para perceber se a queda tinha afectado as crias. Aparentemente, estavam todas vivas. Contudo, no sábado de manhã, quando deu à luz, só uma de quatro sobreviveu.
Animais abandonados por causa da crise que conseguiram sobreviver
Babes
Como foi abandonado

A mãe, Sara, foi atirada de um carro em movimento grávida dele e de mais três crias. Só Babes resistiu
Como recuperou 
Foi preciso ensiná-lo a comer, partindo-lhe a ração e pondo-lha na boca

O abandono foi de tal forma traumatizante que a gata esteve um mês escondida dentro de um forno a lenha que Ana tem na sua sala de estar. Foi lá que teve as suas crias. “Tentei várias vezes que ela saísse, tapava o forno com uma placa, punha-lhe latas de comida gourmet, caríssimas, cá fora e tirava-lhe a cria. Ela saía, agarrava-a e voltava para lá”, conta Ana. Houve ainda outra consequência: Babes, filho de Sara, ficou com graves problemas neurológicos por causa da queda. Não consegue correr nem saltar, tem dificuldades de equilíbrio e não tem noção do perigo.

Sara foi a primeira a perceber que o seu filho não era normal. Babes começou a ficar magro, porque não conseguia comer sozinho, e foi ela quem chamou a atenção de Ana. Sempre que a cria se aproximava da ração, a gata miava muito alto, como se estivesse a pedir ajuda. “Ele agarrava e largava os bagos de ração, porque não sabia como se comia. Comecei então a partir-lhe a ração e a pô-la na boca dele para ele perceber que tem de mastigar.”

Sara acompanha-o de perto desde então: quando Babes sobe um degrau, vai logo para junto dele para impedir que caia (porque a cria não consegue descer sozinha) e também o ajuda. “Ele não se lava como os outros gatos, lambe-se mas não consegue limpar o focinho com a pata. Então, é ela que faz isso por ele”, diz a responsável da Associação Chão dos Bichos.

Já casos como o de V, um cão deixado ao abandono em condições extremas (quase sem pêlo, cheio de feridas e muito magro), não se viam em Portugal há cerca de cinco anos. “Agora começaram a existir novamente. Desde o início do Verão que se vêem aqueles cães doentes, esqueléticos, que vagueiam desamparados. Regredimos, e muito”, diz Ana Sousa.

O animal andava por Bucelas, no concelho de Loures, há vários dias quando foi resgatado. Além do aspecto de doente, tinha um hematoma quase do tamanho de uma bola de andebol na barriga. Rita Silva e mais um voluntário da Associação Animal precisaram de quatro horas para o conseguirem apanhar: o cão, de grande dimensão, estava muito assustado e fugia sempre que se aproximavam.

Os veterinários do Hospital do Restelo diagnosticaram-lhe um problema crónico na tiróide (que tinha feito com que o pêlo caísse). Quanto ao hematoma, acreditam ter sido consequência de espancamentos sucessivos. Mas, como o cão não tinha chip, nunca se saberá o que realmente aconteceu.

Fonte: Sábado

segunda-feira, outubro 22, 2012

Animais superiores?

É irónico que tantos humanos se achem superiores aos animais de outras espécies com argumentos como a "nossa inteligência" quando a maioria dos humanos, de inteligência, tem muito pouco. Felizmente a inteligência não é uma virtude, e seja como for é medida por critérios muito relativos, e há quem tenha, segundo esses critérios, muito pouca, mas ainda assim consiga ser melhor pessoa que quem a tem em suposta abundância. Porque é que a inteligência dos ditos inteligentes chega para tão pouco? É que não basta tê-la, há que dar-lhe uso, servir-se dela, para propósitos maiores que apenas "ser inteligente". Se o fizerem, talvez reconheçam que há coisas mais importantes, talvez se comecem a preocupar, talvez olhem menos para o próprio umbigo, talvez percebam que fazemos todos parte de um todo e que o afectamos e às outras partes que o compõem com todas as nossas escolhas, talvez mudem. Talvez mudem. Dá para rasurar esse "talvez"? Não, não somos superiores em nada, muito menos em inteligência. Sejamos apenas superiores ao que temos sido até agora. Sem refúgios, sem desculpas, porque nada nos desresponsabiliza, por mais que não queiramos admitir as nossas responsabilidades. Comes um animal, és responsável pela morte de um indivíduo. Esse indivíduo queria viver, tal como tu. Exploras um animal, és esclavagista. Achas que não porque é "apenas um animal"? Também tu o és. Achas que os outros te são inferiores, as suas vidas menos merecedoras de consideração, porque és um(a) animal especista. Mas podes ser melhor, podes ser apenas um animal.

por Ricardo Petinga

sábado, outubro 06, 2012

Dezenas de pessoas manifestam-se em defesa dos animais


Depois de ter sido entregue, na passada quinta-feira, uma petição com mais de 40 mil assinaturas na Assembleia da Republica, esta tarde dezenas de pessoas juntaram-se em frente ao Parlamento numa manifestação de apoio à nova lei de proteção dos animais em Portugal.

sábado, setembro 15, 2012

Cenas de “O Rei Leão” imitam a vida selvagem

Você talvez já tenha se deparado com alguma dessas imagens da vida real pela internet. Animais selvagens e principalmente leões em situações que parecem ter saído do famoso e clássico longa de animação dos estúdios de Walt Disney, O Rei Leão, no original, The Lion King.

Esta imagem onde o leão e seu filhote estão andando sobre uma enorme rocha, nos lembra o momento em que Mufasa leva seu filho Simba ao topo da Pedra do Rei e lhe apresenta todo o reino, que um dia será dele de direito.


O momento foi flagrado no Parque Nacional do Serengeti, na Tanzânia, onde fica Kopjes Simba, o rochedo que inspirou o filme. Seria uma incrível coincidência? Confira outras imagens de momentos muito parecidos com o da animação.


* Informações Daily Mail e G1

domingo, setembro 02, 2012

Caça

Caçar é assustar, ferir, provocar sofrimento e matar.
No entanto, há quem chame desporto a esta actividade, que pode provocar paixão e ser elogiada. Envolve muitas verbas.
Pois, se há gosto no contacto com a natureza e no exercício físico, isso pode acontecer sem a arma a tiracolo ou apontada, aumentando até o desfrutar.
Para muito gente, os animais vivos são bem mais belos e interessantes do que mortos e ensanguentados. Pode disparar-se também, mas com máquinas fotográficas ou de filmar e assim conseguirem-se, de modo pacífico, belos trofeus em imagens.
O tiro ao alvo é uma boa alternativa para treino da pontaria, para fazer o gosto ao dedo, para proporcionar convívio.
Hoje em dia, a caça em Portugal mal se justifica para servir as pessoas que se alimentam de carne pois, em geral, para se obter o mesmo valor nutritivo é preciso abaterem-se muito mais animais dentre as espécies cinegéticas do que animais das espécies domesticadas criadas para servirem de alimento. Poupar-se-iam, portanto, muito mais vidas no caso de opção por esta possibilidade. Aliás, o consumo de carne é dispensável e nem é dos alimentos mais saudáveis. A experiência dos vegetarianos e dos veganos demonstra isso mesmo, enquanto poupa o sacrifício de animais.
A caça provoca enorme susto aos animais, sejam eles alvejados ou não. Mesmo se a morte for rápida, trata-se sempre de um impacto violentíssimo.
Se o animal ficar ferido, sem morte rápida, ficará em terrível sofrimento.
Espécies cinegéticas podem ser criadas para serem lançadas perante os canos de caçadores, sofrendo estes animais os mesmos choques.
Não falta sofrimento durante a criação em recintos fechados e apertados.
Cartuchos e restos de projécteis espalhados pela natureza são prejudiciais, provocando poluição física e visual.
Acontecem acidentes que vitimam pessoas.
Muitos cães de caça estão sujeitos a condições deficientes de tratamento e de manutenção. Alimentação, espaço, protecção contra intempéries, contenção, desparasitação, etc. muitas vezes não permitem uma razoável qualidade de vida para estes animais.
Num acto de profunda crueldade, muitos cães de caça são abandonados, porque não satisfazem o caçador. Outros são abatidos com maior ou menor sofrimento.
Em Portugal existem milhares de caçadores, no meio de cerca de 10 milhões de portugueses. Dentre estes últimos, a maior parte não tem simpatia pela actividade, muitos sentem-se por ela incomodados e abominam-na, mas pouco se manifestam contra ela.
Legislação recente reconhece o direito à não caça em terrenos de quem o requerer.
A caça incomoda pelo ruído, pela perturbação do ambiente, pelo perigo e, também muito, pela angústia e revolta que provoca a quem está consciente do dizimar e do sofrimento que provoca em animais sencientes, dotados de sistema nervoso comparável ao dos caçadores.

Vasco Reis
médico veterinário

terça-feira, agosto 14, 2012

John Unger: salvo pelo cão retribui favor [VIRAL]

Uma linda história de amor, lealdade e gratidão se tornou viral graças à uma foto tiradas por uma grande fotógrafa, até então anônima. Há 20 anos atrás John Unger (49) estava no fundo do poço. Após terminar um noivado ele passara por uma noite de desespero, dessas que todos temos, mas ele chegara à pensar em tirar a própria vida. Quem o salvou, disse, foi o cachorro que ele tinha adotado de uma ong, Schoep:

Após uma vida juntos de muita amizade Unger se encontrou na posição de todos aqueles que recebem um favor, uma ajuda: a hora da retribuição chegara pois Schoep estava com artrite.
Nada do que seu dinheiro pudesse pagar ajudava seu amado cãozinho, e Unger se viu na posição difícil de continuar deixando seu 'filho' passar por dores, ou como o veterinário sugeriu: que o cachorro deveria passar pela eutanásia. Unger então começou à levar Schoep para um lago, que no momento tem uma temperatura morna, perfeita para o cãozinho que confia tanto no dono que chega à dormir profundamente, mesmo estando dentro d'água. (confira foto)

'É o mínimo que eu posso fazer por ele' - diz Unger já que Schoep salvou-o do suicídio.
sleeping dog lake arthrits cachorro com artrite lago amizade cão homem
Bom homem, bom carma
Graças à generosidade de Unger que não esperou nada em troca, Deus lhe ajudou. Uma fotógrafa desconhecida e que também é sua amiga sempre o chamava para uma sessão de fotos com Schoep mas ele não a fazia por falta de tempo, quando soube que tinha então pouco tempo junto à seu melhor amigo, Unger arranjou esse tempo. Durante apenas cinco minutos ele fez Schoep flutuar n'água enquanto ele caminhava em círculos no lago e nem imaginava que sua amiga já estava tirando as fotos. Pensando que teria de voltar um outro dia ele ficou surpreso ao chegar na margem e saber que sua amiga (Hannah Stonehouse Hudson que agora será uma fotógrafa requisitada) já tinha conseguido o que queria. Não deu outra, a foto ficou viral. O mundo inteiro viu, se emocionou. Teve milhares de likes e compartilhamentos no facebook. Mulheres que perderam seus maridos disse que a foto mostra muita coisa e compartilhou seus pensamentos com Unger, também pelo facebook; disseram que a foto lhes trouxera a esperança de encontrar novo amor; pessoas que perderam seus cães e outros animais amados de estimação disseram terem chorado, se emocionado mas também que a foto foi como um bálsamo para seus corações saudosos. A surpresa de Unger não acabou por aí. Doações para o tratamento à laser para Schoep e outros estão vindo do mundo todo. Ele nem precisa mais se preocupar com a próxima visita ao veterinário e agora Schoep vai passar sua melhor idade sem dores! É realmente uma história de se comover e nos faz acreditar que nesse mundo tem sim, gente boa e nos desperta para uma outra realidade: a que animais merecem respeito, mesmo que eles não falem ou se expressem como nós, que tem o mesmo direito de viver bem, sem dores ou abuso.

(Quando foi encontrado no canil Schoep estava numa jaula e de costas para os visitantes, com claros sinais de abuso.)

Daily Mail

'He saved MY life... I just want to help him in return': 
Owner of sick dog whose picture touched the nation's hearts reveals how loyal companion stopped him from suicide
John Unger adopted Schoep from a Wisconsin animal shelter 19 years ago with ex-fiancée
After their break-up, Mr Unger contemplated suicide but Schoep brought him back from the brink
'I don’t think I’d be here if I didn’t have Schoep with me,' Mr Unger said
Two weeks ago, Schoep's arthritis got so bad the veterinarian said it might be the end
Friend Hannah Stonehouse Hudson snapped what might have been a final portrait of the pair
Thanks to the donations of strangers, Schoep has more time with his best friend

Owner of Schoep Reveals How His Loyal Companion Stopped Him From Suicide 

Remember Schoep the arthritic dog and his owner, John? Great news: 
 Schoep has received laser treatment for arthritis and will spend his golden year pain-free, thanks to the donation of strangers. John has also revealed how Schoep saved him from rough times and thoughts of suicide. 


terça-feira, julho 03, 2012

Um discurso emocionante pelos animais


Philip Wollen, que já foi vice-presidente do Citibank, é um filantropista australiano amigo dos animais. Durante um recente debate no St James Ethics Centre and the Wheeler Centre em Melbourne, ele fez um apelo emocionante pelos animais, pedindo que as pessoas os deixem fora de seus pratos.
“Os animais tem que sair do cardápio. Porque esta noite eles estão gritando aterrorizados em matadouros e jaulas. Eu ouvi os gritos de desespero do meu pai quando o câncer o consumia e eu me dei conta que eu tinha ouvido aqueles gritos antes. No matadouro, os olhos arrancados com facas, os tendões cortados, nos navios para o Oriente Médio e uma baleia morrendo enquanto um harpão japonês explode em seu cérebro quando ela grita por seu filho. Esses gritos eram os gritos do meu pai,” ele disse.
Wollen enfatizou a questão ambiental ligada ao consumo de animais e como a carne contribui para a aquecimento global. Mas sua retórica é voltada principalmente a crueldade. Ele disse que pior que ditadores na Coréia do Norte e Irã é o que passa pelo nosso garfo e faca.
“A paz não é apenas a ausência de guerras. Ela é a presença de justiça.”
Assista o vídeo do discurso completo em inglês com legendas em português.

Debate completo sem legendas

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| Do you eat meat? Did you know you are in the minority? Out of an audience of hundreds, 73.6% agreed meat should be off the menu - find out why, then ask yourself if you are making the right choice.

Intelligence Squared's 2012 series of debates kicks off with a look at the ethics of eating meat. Six speakers are divided into two teams for lively and insightful arguments for and against the proposition, 'Animals Should Be Off the Menu'.

Speaking for the proposition are Peter Singer, Philip Wollen and Veronica Ridge; against it, Adrian Richardson, Fiona Chambers and Bruce McGregor. Their cases are followed by questions from the floor and finally, the audience vote.

sexta-feira, junho 29, 2012

RELAÇÃO ENTRE CRUELDADES COM SERES HUMANOS E COM ANIMAIS

Consciencializar é mais que preciso, é necessário!
Segundo o FBI, 80% dos assassinos começaram torturando animais!
Em 1998, Russell Weston entrou no Capitólio e começou a atirar ao redor, quando terminou dois policiais estavam mortos e um visitante ferido. Poucas horas antes, Weston já havia atirado em uma dúzia de gatos de rua alimentados por seu pai.



 …Albert de Salvo ( o Estrangulador de Boston) – Assassinou treze mulheres – Na juventude prendia cães e gatos em jaulas para depois atirar flechas neles.


David R. Davis – Assassinou a esposa para receber o seguro – Matou dois pôneis, jogava garrafas em gatinhos, caçava com métodos ilegais.
 …Edmund Kemper – Matou os avós, a mãe e sete mulheres – Cortou dois gatos em pedacinhos.



 …Henry L. Lucas – Matou a mãe, a companheira e um grande número de pessoas- Matava animais e fazia sexo com os cadáveres.


Jack Bassenty – Estuprou e matou três mulheres – Quando sua cadela deu cria enterrou os filhotes vivos.
 …Jeffrey Dahmer – Matou dezessete homens – Matava os animais deliberadamente com seu carro.
 (1) Esse é conhecido. É o “zumbiólogo” da psicopatia. 

Johnny Rieken – Assassino de Christina Nytsh e Ulrike Everts – Matava cães, gatos e outros animais quando tinha onze ou doze anos. 
 …Luke Woodham – Aos dezesseis anos esfaqueou a mãe e matou duas adolescentes- Incendiou seu próprio cachorro despejando um líquido inflamável na garganta e pondo fogo por fora e por dentro ao mesmo tempo.

Michael Cartier – Matou Kristen Lardner com três tiros na cabeça – Aos quatro anos de idade puxou as pernas de um coelho até saírem da articulação e jogou um gatinho através de uma janela fechada. 
 …Peter Kurten ( O monstro de Düsseldorf ) – Matou ou tentou matar mais de cinqüenta homens, mulheres e crianças – Torturava cães e fazia sexo com eles, enquanto os matava.


Randy Roth – Matou duas esposas e tentou matar a terceira – Passou esmeril elétrico em um sapo e amarrou um gato ao motor de um carro.
Richard A. Davis – Assassinou uma criança de doze anos – incendiava gatos.
 … Richard Speck – Matou oito mulheres – Jogava pássaros dentro do elevador.
(2) Esse é um daqueles casos raros em que o cara acaba assumindoseu homossexualismo – Emasculação – porque Richard Speck começou parecendo, segundo se fez crer, um “macho”, alguém que só poderia ter dois cromossomos Y, e acabou de peitinhos e calcinhas azuis, dando, assumidamente, para os presos com quem convivia. Felizmente essa desgraça já morreu! 
Richard. W. Leonard – Matava com arco e flecha ou degolando – Quando criança a avó o forçava a matar e mutilar gatos com sua cria. 
 …Rolf Diesterweg – O assassino de Kim kerkowe e Sylke Meyer – Na juventude matava lebres, gatos e outros animais.



 … Theodore R. Bundy – Matou trinta e três mulheres – Presenciava o avô sendo cruel com animais.
(3) Diga-se de passagem que ele “adorava” esse avô! 

…Nem precisamos ir muito longe para fazer as constatações acima, pois segundo o JORNAL ZERO HORA, do dia 01/06/2004, do RS, um menino de 11 anos matouMaicon Rodrigues dos Santos (menino de 6 anos), o menino assassino, confessou que matou Maicon da mesma maneira que estava habituado a matar gatinhos, degolando –o!
Entretanto, mais assustadores ainda são os recentes TIROTEIOS em diversos colégios dos Estados Unidos. Todos eles têm algo em comum:
Os adolescentes CRIMINOSOS já se haviam destacado anteriormente por atos de violência contra ANIMAIS.
Encarregados da Proteção aos Animais estão cientes desta tendência. Em São Francisco, os funcionários já estão orientados para reconhecerem o abuso infantil baseado na sua relação com o abuso animal.
Segundo dados da COMISSÃO DE COMBATE AO ABUSO INFANTIL, os moradores da cidade, muitas vezes, denunciam com maior rapidez o abuso contra animais porque são visíveis.
Segundo ALLY WALKER: 
“O abuso contra os animais é um crime a ser levado a sério com consequências graves para todos”.
Concordo plenamente com a afirmativa acima e…
Muito me surpreende, o espanto que as pessoas mostram com a nossa preocupação com a violência cometida contra os animais, espero que reflitam e que, como eu, cheguem a conclusão de que a violência contra os animais, é um grande indício de que pessoas com má índole, sempre preferem atacar primeiramente, aqueles que não falam, não podem se defender, como já foram noticiadas várias vezes, os ataques aos bebês por suas babás.
Acredito que cometer atos cruéis com os animais, é o primeiro passo para que o instinto perverso de muitos vá aos poucos se solidificando e sofisticando, ao ponto, de num dia qualquer, começar a colocar em prática com os de sua espécie, tudo o que já foi praticado anteriormente com os indefesos animais, pensando desta forma é que acredito que deve existir uma LEI DE CRIMES AMBIENTAIS:
MATAR UM ANIMAL, SEJA DE QUE MANEIRA FOR; ENVENENAR; MANTER ANIMAIS ACORRENTADOS OU AMARRADOS EM CORRENTES OU CORDAS CURTAS; DEIXÁ-LOS AO RELENTO; DEIXAR UM ANIMALSEM ÁGUA E/ OU COMIDA; DEIXÁ-LOS EM ESPAÇOS EM QUE NÃO POSSA SE MOVIMENTARABANDONÁ-LOS NA RUA OU EM QUALQUER OUTRO LUGAR; MANTER PASSARINHOS EM GAIOLAS PEQUENAS PARA O TAMANHO DELES; CASTIGAR UM ANIMAL DE FORMA CRUEL CAUSANDO DANOS FÍSICOS E/OU PSICOLÓGICOS; DEIXAR UM ANIMAL DOENTE SEM ASSISTÊNCIA VETERINÁRIA; OBRIGAR CAVALOS A CARREGAREM PESO ACIMA DE SUAS FORÇAS, CHICOTEAR CAVALOS, MACHUCÁ-LOS COM ESPORAS, ETC…
(4) Para mim, não há crueldade maior que manter passarinhos em gaiolas, seja do tamanho que for. Para mim, enquanto coisas desse tipo acontecer e acontecem no mundo inteiro, as pessoas serão permissivas com todo tipo de mal – como de fato são, no mundo inteiro.  

“HOJE VOCÊ ESTÁ SALVANDO UM ANIMAL, AMANHÃ PODERÁ SER TARDE PARA SALVAR UMA CRIANÇA, UM IDOSO, UMA MULHER, ENFIM… PESSOAS COMO NÓS!”
Por: Fátima Borges – Artista Plástica, Poetisa, Professora de Português e Teatro Infantil, Vice-presidente da Ong DAA- DEFESA ANIMAL E AMBIENTAL COM APOIO JURÍDICO.  
(5) Seu “garotinho” adora maltratar, machucar animais??  Cuidado. Ele pode ser mais que apenas um ‘mau caráter’…  

Fonte