A defesa dos direitos animais ou direitos dos animais, ou da libertação animal, também chamada simplesmente abolicionismo constitui um movimento que luta contra qualquer uso de animais não-humanos que os transforme em propriedades de seres humanos, ou seja, meios para fins humanos.
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sexta-feira, agosto 20, 2010
terça-feira, julho 27, 2010
Vá de férias sem abandonar os animais
Apelos na internet, nas clínicas veterinárias e até sensibilização nas escolas. A Associação Bracarense Amigos dos Animais - ABRA - desdobra-se em esforços e campanhas para que os animais sejam adoptados, mas as adopções têm sido “muito poucas” e com a chegada do Verão o número de abandonos aumenta.
Nos últimos dois meses, o número de animais deixados no canil/gatil municipal disparou. “Temos muitos dias da semana a serem entregues 10 cães por dia, entre os animais que são recolhidos pelas equipas da Agere e os animais entregues pelos donos”, confidenciou a vice-presidente da ABRA, Anabela Veloso. E, contrariamente aos anos anteriores, “nos últimos três meses o gatil tem estado lotado e não se consegue perceber porquê, porque os gatos são mais difíceis de capturar”.

Além disso, Anabela Veloso sublinhou o facto de cada vez mais pessoas entregarem os animais no canil/gatil. “Quando dizemos às pessoas que os animais podem ser abatidos, porque o tempo útil para arranjar um dono é muito curto, as pessoas acabam por levar de volta”, admitiu aquela responsável, informando que se coloca no site a fotografia do animal na tentativa de arranjar um novo dono.
“As pessoas têm de estar conscientes de que quando entregam animais no canil, o seu destino é o abate. Só excepcionalmente eles são adoptados e isso é cada vez mais difícil”, referiu aquela responsável, evidenciando que no canil “80% dos animais são entregues pelos donos e 20% são recolhidos”.
Nesta altura do ano, lembrou Anabela Veloso, “já se vêem nas zonas limites da cidade, onde há montes, os animais pelas estradas fora. Há cada vez mais animais abandonados e cada vez menos adopções”, assegurou.
Donos mais responsáveis
Isto pode dever-se ao facto, acrescentou a vice-presidente, “das pessoas terem mais responsabilidade e estarem mais conscientes, que não podem ter um animal por ter, é preciso ter mais cuidados e por isso, preferem um animal que dê menos trabalho e com que gaste menos dinheiro. Nesse sentido nota-se que está a valer o trabalho”.
O apelo que Anabela Veloso deixou é que as pessoas antes de irem de férias que “tentem todas as possibilidades para não abandonarem os animais ou de os deixarem no canil”. E atirou: “enviem fotos e tentamos através do site encontrar famílias de acolhimento. Depois há outros serviços e hotéis ou até um vizinho ou familiar que não se importa de olhar e dar de comer”.
Entretanto, a ABRA durante o mês de Agosto continua com as campanhas de adopção, sendo no primeiro fim-de-semana do mês para cães e gatos e no terceiro sábado de cada mês para os gatos.
“Número de abates deve-se ao elevado número de abandonos”
A Associação Bracarense Amigos dos Animais (ABRA) repudia o teor das acusações feitas ao Canil Municipal de Braga, expressas numa petição on line, promovida pela Fraktal.
A ABRA reconhece, em comunicado, que “é imperioso promover a alteração de comportamentos e mentalidades, de modo a abandonar a prática de abate como forma de controlar o número de animais errantes”.
E vai mais longe: “é preciso contrariar o aumento do abandono e maus tratos dos animais, implementando medidas dissuasoras de tais práticas; além de promover e sensibilizar a população para a esterilização dos seus animais de estimação, com vista à dimi
nuição do número de animais errantes. E a ABRA defende ainda melhores condições para as infra-estruturas destinadas à recolha dos animais errantes, promovendo o seu acolhimento, consciencioso, por novos donos, em detrimento do seu abate e assegurar que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que se encontram recolhidos nas referidas infra-estruturas.
Ainda em comunicado a direcção da ABRA sublinha que “os canis municipais existentes no nosso país são, maioritariamente de abate, não assegurando as mínimas condições de higiene, alimentação, saúde e bem-estar dos animais que se encontram depositados nos mesmos”.
Em contrapartida, acrescenta o mesmo documento, “a Câmara Municipal de Braga abriu as portas do canil municipal, permitindo que um grupo de voluntários se desloque diariamente às suas instalações para, em parceria com o município, acautelar, diariamente, que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que aí se encontrem e, bem assim, zelar pela minimização do sofrimento de animais doentes, quando não for possível assegurar tratamento e/ou recobro adequados”.
Esta colaboração, ao longo dos últimos cinco anos, permitiu que inúmeros animais encontrassem novos donos.
Donos cada vez mais preocupados
O hotel canino da Quinta de St.ª Teresinha, em Merelim S. Pedro, é uma das várias opções existentes no concelho para deixar os animais, não só em tempo de férias.
César Sá, o proprietário daquele espaço com 12 anos, destaca o “ambiente familiar”, que ali se cria para os animais. “Apostamos num conceito familiar e, apesar de termos espaço e condições para crescer, optámos por ficar pelas 50 boxes disponíveis”.
A trabalhar no ramo por paixão, César confessa que é “gratificante o que os animais dão, até porque a interacção é fantástica”.
E em relação aos donos, o proprietário do hotel tem notado que “há uma grande preocupa- ção e respeito pelos animais, as pessoas têm consciência e querem deixar o cão bem tratado e telefonam diariamente para saber se os animais estão bem. Isso demonstra afecto e carinho”.
Numa quinta com cerca de dois hectares, César Sá garante que se pretende “dar férias aos animais. Eles aqui não estão presos, andam soltos e podem explorar todos os cheiros das várias árvores de fruto existentes”. E foi mais longe: “os cães brincam e socializam-se com outros animais, caso os donos autorizem. Há muita vegetação para proporcionar sempre sombra, sobretudo na época de calor”.
Mas César não recebe animais apenas nestes meses de Verão. “Temos animais durante todo o ano. Cada vez isso acontece mais por variados motivos, desde trabalho, divórcio, obras em casa, doença”, informou.
César admitiu que ainda não sentiu a crise. “As pessoas podem não ir tanto tempo de férias, em vez de irem um mês, já só vão 15 dias, e além disso já não vão só em Agosto, talvez por ser mais barato nos outros meses, mas continuam deixar os animais aqui”.
Por noite, cada animal paga 10 euros com tudo incluído. “Já tenho praticamente tudo reservado para o mês de Agosto”, assegurou o proprietário, referindo que chegam animais de famílias de várias localidades, desde Porto, Viana do Castelo, Barcelos, Esposende e Braga.
Nos últimos dois meses, o número de animais deixados no canil/gatil municipal disparou. “Temos muitos dias da semana a serem entregues 10 cães por dia, entre os animais que são recolhidos pelas equipas da Agere e os animais entregues pelos donos”, confidenciou a vice-presidente da ABRA, Anabela Veloso. E, contrariamente aos anos anteriores, “nos últimos três meses o gatil tem estado lotado e não se consegue perceber porquê, porque os gatos são mais difíceis de capturar”.
Além disso, Anabela Veloso sublinhou o facto de cada vez mais pessoas entregarem os animais no canil/gatil. “Quando dizemos às pessoas que os animais podem ser abatidos, porque o tempo útil para arranjar um dono é muito curto, as pessoas acabam por levar de volta”, admitiu aquela responsável, informando que se coloca no site a fotografia do animal na tentativa de arranjar um novo dono.
“As pessoas têm de estar conscientes de que quando entregam animais no canil, o seu destino é o abate. Só excepcionalmente eles são adoptados e isso é cada vez mais difícil”, referiu aquela responsável, evidenciando que no canil “80% dos animais são entregues pelos donos e 20% são recolhidos”.
Nesta altura do ano, lembrou Anabela Veloso, “já se vêem nas zonas limites da cidade, onde há montes, os animais pelas estradas fora. Há cada vez mais animais abandonados e cada vez menos adopções”, assegurou.
Donos mais responsáveis
Isto pode dever-se ao facto, acrescentou a vice-presidente, “das pessoas terem mais responsabilidade e estarem mais conscientes, que não podem ter um animal por ter, é preciso ter mais cuidados e por isso, preferem um animal que dê menos trabalho e com que gaste menos dinheiro. Nesse sentido nota-se que está a valer o trabalho”.
O apelo que Anabela Veloso deixou é que as pessoas antes de irem de férias que “tentem todas as possibilidades para não abandonarem os animais ou de os deixarem no canil”. E atirou: “enviem fotos e tentamos através do site encontrar famílias de acolhimento. Depois há outros serviços e hotéis ou até um vizinho ou familiar que não se importa de olhar e dar de comer”.
Entretanto, a ABRA durante o mês de Agosto continua com as campanhas de adopção, sendo no primeiro fim-de-semana do mês para cães e gatos e no terceiro sábado de cada mês para os gatos.
“Número de abates deve-se ao elevado número de abandonos”
A Associação Bracarense Amigos dos Animais (ABRA) repudia o teor das acusações feitas ao Canil Municipal de Braga, expressas numa petição on line, promovida pela Fraktal.
A ABRA reconhece, em comunicado, que “é imperioso promover a alteração de comportamentos e mentalidades, de modo a abandonar a prática de abate como forma de controlar o número de animais errantes”.
E vai mais longe: “é preciso contrariar o aumento do abandono e maus tratos dos animais, implementando medidas dissuasoras de tais práticas; além de promover e sensibilizar a população para a esterilização dos seus animais de estimação, com vista à dimi
nuição do número de animais errantes. E a ABRA defende ainda melhores condições para as infra-estruturas destinadas à recolha dos animais errantes, promovendo o seu acolhimento, consciencioso, por novos donos, em detrimento do seu abate e assegurar que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que se encontram recolhidos nas referidas infra-estruturas.
Ainda em comunicado a direcção da ABRA sublinha que “os canis municipais existentes no nosso país são, maioritariamente de abate, não assegurando as mínimas condições de higiene, alimentação, saúde e bem-estar dos animais que se encontram depositados nos mesmos”.
Em contrapartida, acrescenta o mesmo documento, “a Câmara Municipal de Braga abriu as portas do canil municipal, permitindo que um grupo de voluntários se desloque diariamente às suas instalações para, em parceria com o município, acautelar, diariamente, que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que aí se encontrem e, bem assim, zelar pela minimização do sofrimento de animais doentes, quando não for possível assegurar tratamento e/ou recobro adequados”.
Esta colaboração, ao longo dos últimos cinco anos, permitiu que inúmeros animais encontrassem novos donos.
Donos cada vez mais preocupados
O hotel canino da Quinta de St.ª Teresinha, em Merelim S. Pedro, é uma das várias opções existentes no concelho para deixar os animais, não só em tempo de férias.
César Sá, o proprietário daquele espaço com 12 anos, destaca o “ambiente familiar”, que ali se cria para os animais. “Apostamos num conceito familiar e, apesar de termos espaço e condições para crescer, optámos por ficar pelas 50 boxes disponíveis”.
A trabalhar no ramo por paixão, César confessa que é “gratificante o que os animais dão, até porque a interacção é fantástica”.
E em relação aos donos, o proprietário do hotel tem notado que “há uma grande preocupa- ção e respeito pelos animais, as pessoas têm consciência e querem deixar o cão bem tratado e telefonam diariamente para saber se os animais estão bem. Isso demonstra afecto e carinho”.
Numa quinta com cerca de dois hectares, César Sá garante que se pretende “dar férias aos animais. Eles aqui não estão presos, andam soltos e podem explorar todos os cheiros das várias árvores de fruto existentes”. E foi mais longe: “os cães brincam e socializam-se com outros animais, caso os donos autorizem. Há muita vegetação para proporcionar sempre sombra, sobretudo na época de calor”.
Mas César não recebe animais apenas nestes meses de Verão. “Temos animais durante todo o ano. Cada vez isso acontece mais por variados motivos, desde trabalho, divórcio, obras em casa, doença”, informou.
César admitiu que ainda não sentiu a crise. “As pessoas podem não ir tanto tempo de férias, em vez de irem um mês, já só vão 15 dias, e além disso já não vão só em Agosto, talvez por ser mais barato nos outros meses, mas continuam deixar os animais aqui”.
Por noite, cada animal paga 10 euros com tudo incluído. “Já tenho praticamente tudo reservado para o mês de Agosto”, assegurou o proprietário, referindo que chegam animais de famílias de várias localidades, desde Porto, Viana do Castelo, Barcelos, Esposende e Braga.
sexta-feira, julho 23, 2010
Estes cães e gatos podem ser seus
Iniciativa decorre este sábado e domingo, 24 e 25, no piso 0 do MadeiraShopping
No próximo fim-de-semana, dias 24 e 25 de Julho, a Sociedade Protectora dos Animais Domésticos (SPAD) promove uma campanha de adopção e de angariação de fundos, no piso 0 do centro comercial MadeiraShopping. Segundo um dos membros da direcção da instituição, José Carlos Gomes, esta iniciativa é de extrema importância, uma vez que as instalações da SPAD estão "totalmente lotadas".
"Existem cães e gatos, novos e adultos, para todos os gostos, mas todos muito simpáticos e dóceis, a precisar de um bom dono", referiu ao DIÁRIO José Carlos Gomes. Numa situação de adopção de um animal, a SPAD alerta sempre o interessado para a necessidade de este ter de estabelecer um projecto de vida que conte já com a nova companhia, a fim de evitar que, pouco tempo depois, os animais sejam devolvidos ou abandonados.
Nesta campanha, no MadeiraShopping, estará sempre presente uma médica veterinária da SPAD para a colocação imediata do 'microchip' e para que seja tratada toda a documentação legal e necessária na ocasião.
José Carlos Gomes recordou ainda que existe uma taxa de adopção simbólica de 40 euros. Assim, os animais já vão para a nova casa desparasitados, vacinados, com 'microchip' e ainda esterilizados.
A directora clínica da instituição, Raquel Estudante, fez questão de recordar que o canil municipal do Vasco Gil está cheio de cães de raça adultos, prontos a serem adoptados por quem estiver interessado. O facto de este canil estar mais longe, faz com que os mesmos sejam muitas vezes esquecidos.
No próximo fim-de-semana, dias 24 e 25 de Julho, a Sociedade Protectora dos Animais Domésticos (SPAD) promove uma campanha de adopção e de angariação de fundos, no piso 0 do centro comercial MadeiraShopping. Segundo um dos membros da direcção da instituição, José Carlos Gomes, esta iniciativa é de extrema importância, uma vez que as instalações da SPAD estão "totalmente lotadas".
A Crysti, Gyna, Silvestre e Troya estarão no MadeiraShopping.
FOTOS TERESA GONÇALVES
Anne, dois meses.
O Bruno é já um veterano na SPAD.
Micas.
Tiago, recém-chegado à SPAD.
"Existem cães e gatos, novos e adultos, para todos os gostos, mas todos muito simpáticos e dóceis, a precisar de um bom dono", referiu ao DIÁRIO José Carlos Gomes. Numa situação de adopção de um animal, a SPAD alerta sempre o interessado para a necessidade de este ter de estabelecer um projecto de vida que conte já com a nova companhia, a fim de evitar que, pouco tempo depois, os animais sejam devolvidos ou abandonados.
Nesta campanha, no MadeiraShopping, estará sempre presente uma médica veterinária da SPAD para a colocação imediata do 'microchip' e para que seja tratada toda a documentação legal e necessária na ocasião.
José Carlos Gomes recordou ainda que existe uma taxa de adopção simbólica de 40 euros. Assim, os animais já vão para a nova casa desparasitados, vacinados, com 'microchip' e ainda esterilizados.
A directora clínica da instituição, Raquel Estudante, fez questão de recordar que o canil municipal do Vasco Gil está cheio de cães de raça adultos, prontos a serem adoptados por quem estiver interessado. O facto de este canil estar mais longe, faz com que os mesmos sejam muitas vezes esquecidos.
domingo, julho 11, 2010
Animais para adopção devem ser esterilizados
Recomendação visa conter aumento de animais abandonados no Porto
Todos os animais do Canil Municipal do Porto que forem entregues para adopção devem ser gratuitamente esterilizados, se essa for a vontade das famílias que os acolherem. Esse é o teor de uma recomendação do Bloco de Esquerda aprovada, anteontem, na Assembleia Municipal do Porto.
“Em vez de eutanasiar mensalmente dezenas de cães e gatos (só em Abril e Maio foram 96 cães e 92 gatos) importa antes travar este aumento exponencial de animais abandonados, prevenindo a sua capacidade reprodutiva”, argumentou Alda Macedo.
A deputada municipal do BE está convencida, por outro lado, que a prática da esterilização “conduz, a prazo, a uma redução dos custos” e permitirá “monitorizar o número de animais errantes na cidade”. “Não há diferença significativa entre o custo associado à injecção letal dada aos animais para abate e o custo de uma campanha de esterilização”, argumentou Alda Macedo.
Questionada pelo líder da bancada do PSD,Paulo Rios, sobre o custo concreto do processo, Alda Macedo serviu-se de “fontes informais” para revelar que “o custo associado à esterilização de um animal é de 20 euros” enquanto o abate fica por 60 euros.
“Se numa cidade pequena como Castelo Branco já não há abates e conseguiu-se. Se em Barcelona, que é uma cidade grande, já não há abates e conseguiu-se, o município do Porto também poderá acabar com essa realidade”, considerou a deputada municipal da CDU, Marta Pereira.
Fonte
Todos os animais do Canil Municipal do Porto que forem entregues para adopção devem ser gratuitamente esterilizados, se essa for a vontade das famílias que os acolherem. Esse é o teor de uma recomendação do Bloco de Esquerda aprovada, anteontem, na Assembleia Municipal do Porto.
“Em vez de eutanasiar mensalmente dezenas de cães e gatos (só em Abril e Maio foram 96 cães e 92 gatos) importa antes travar este aumento exponencial de animais abandonados, prevenindo a sua capacidade reprodutiva”, argumentou Alda Macedo.
A deputada municipal do BE está convencida, por outro lado, que a prática da esterilização “conduz, a prazo, a uma redução dos custos” e permitirá “monitorizar o número de animais errantes na cidade”. “Não há diferença significativa entre o custo associado à injecção letal dada aos animais para abate e o custo de uma campanha de esterilização”, argumentou Alda Macedo.
Questionada pelo líder da bancada do PSD,Paulo Rios, sobre o custo concreto do processo, Alda Macedo serviu-se de “fontes informais” para revelar que “o custo associado à esterilização de um animal é de 20 euros” enquanto o abate fica por 60 euros.
“Se numa cidade pequena como Castelo Branco já não há abates e conseguiu-se. Se em Barcelona, que é uma cidade grande, já não há abates e conseguiu-se, o município do Porto também poderá acabar com essa realidade”, considerou a deputada municipal da CDU, Marta Pereira.
Fonte
sábado, junho 05, 2010
Ponta Delgada: 20 cães e 15 gatos adoptados num dia
A acção desenvolvida pelo Canil Municipal teve ainda como objectivo alertar os munícipes e, sobretudo as crianças, para a necessidade de se acabar com o abandono de animais domésticos, um comportamento que parece aumentar sobretudo na época de Verão.
Hoje, e aproveitando as comemorações do Dia Mundial do Ambiente, que decorrem no Campo de São Francisco, entre as 10h00 e as 16h00, o Canil Municipal de Ponta Delgada vai promover uma nova acção de sensibilização junto dos mais novos.
António Gil com Gabinete de Imprensa da Câmara de Ponta Delgada
Fonte: RTP - Açores
Mais espaço para animais que ainda aguardam adopção
Primeira fase das obras de ampliação do Centro Municipal de Recolha de Animais é inaugurada segunda-feira
O Centro de Recolha de Animais – Canil e Gatil Municipal de Coimbra vai dispor de 10 novos canis especialmente concebidos para cães que aguardam por um novo dono. As instalações fazem parte da primeira fase das obras de ampliação do centro e serão inauguradas segunda-feira. Ontem o Diário de Coimbra visitou o novo pavilhão, que de certo trará mais conforto aos animais e segurança a quem deles trata, mas também viu chegar cinco cães – todos de raça pequena e simpáticos - tristemente abandonados numa propriedade privada, e viu cachorrinhos pequenos desesperados por mimos e brincadeiras, e vimos no canil cães bonitos (talvez de raça) que foram abandonados à sua sorte. Todos à espera de serem adoptados.
«No seguimento do que já havia sido feito durante o mandato anterior, pretendemos com estas obras oferecer melhores condições de trabalho às pessoas, bem como as condições de higiene e segurança dos animais que estão à nossa guarda», disse ao Diário de Coimbra o vereador responsável pelo centro, Luís Providência.
De acordo com o autarca, os cães são os animais que exercem maior pressão na actividade diária do centro. «Temos apostado em campanhas de adopção daqueles que estão em condições para isso. Recolher os animais errantes é a nossa missão, mas se conseguirmos que alguns possam ter um lar é óptimo», declarou, notando que o número de adopções tem vindo a aumentar, fruto do esforço de divulgação, nomeadamente através da página da Câmara Municipal na internet (www.cm-coimbra.pt), com a campanha “Coimbra adopcão”.
Isso mesmo refere a veterinária municipal, Filomena Ramalho: «A nossa primeira missão é preservar a saúde, a segurança e a tranquilidade pública, depois vem a missão de preservar o bem-estar dos animais». As novas instalações, com 10 novos canis – que poderão servir para mais do que um animal -, vão «evitar que alguns animais que podiam ser adoptados sejam sacrificados graças à sobrelotação do espaço».
Estes novos compartimentos somam-se aos já existentes 29 canis e seis celas semi-circulares (usadas para animais agressivos, que estão em quarentena, etc.). A obra incluiu ainda um novo espaço para prestação de cuidados médico-veterinarios básicos e uma área de congelação de cadáveres (depois recolhidos por uma empresa responsável pela incineração, que é obrigatória por lei).
Admitindo que o principal está feito, o vereador Luís Providência refere que são necessárias adaptações e melhorias nas instalações antigas, bem como a construção de um gatil. A veterinária espera que este venha a ser construído ao lado do novo pavilhão, com as devidas condições, «janelinhas nos compartimentos e uma espécie de jardim interior». Até lá, os próprios funcionários do centro estão a adaptar uma divisão para acolher os gatos.
Adopção sim, mas consciente
A veterinária lembra que «ninguém é obrigado a ter um animal, só o tem quem quer e quem pode. A adopção tem de ser um acto de consciência, uma decisão da família, porque é um ser vivo que entra em casa e que precisa de cuidados. Mais vale não ter um animal do que o ter e não o cuidar devidamente ou cumprir a legislação». É por isso que, antes de dar algum animal, os responsáveis do canil fazem um inquérito para avaliar as condições do adoptante. «Já recusámos algumas adopções», garante a responsável municipal.
«Para o animal sair daqui e ficar preso, confinado a um bidão, sem cuidados básicos, vacinas, desparasitação, sofrendo e pondo até em perigo a saúde e segurança de terceiros, não vale a pena. Mais vale uma boa morte do que uma má sorte», considera Filomena Ramalho.
O canil é o único local onde o abandono não é ilegal. Segundo a veterinária alguns donos vêm ali deixar os seus animais, porque já não têm condições para os ter (com a crise, falta o dinheiro para também os sustentar), porque mudaram de casa ou vão emigrar e, muitos, porque os cães estão gravemente doentes ou são violentos. Pagam sempre uma taxa por o fazerem. Dependendo dos casos, os cães são colocados para adopção ou eutanasiados (no caso de estarem muito doentes).
Vacinação anti-rábica e identificação electrónica
Os serviços veterinários municipais levam a cabo de hoje até dia 6 de Julho uma acção de vacinação anti-rábica e de identificação electrónica nas diversas freguesias do concelho. Filomena Ramalho recorda que a vacinação é obrigatória para todos os cães, bem como a identificação electrónica (com implantação de micro-chip) dos animais que nasceram depois de Julho de 2008, já que, antes dessa data, apenas eram assim identificados os cães perigosos ou potencialmente perigosos e os cães que participavam em actos venatórios.
A identificação electrónica permite, segundo veterinária, contactar o dono para lhe devolver o animal, se este estiver perdido, mas também responsabilizá-lo pelo eventual abandono ou pelos danos que o cão tenha provocado (acidentes, danos materiais, agressões, etc.). A contra-ordenação por abandono vai dos 500 aos 3.740 euros.
Hoje, os serviços municipais estarão nas freguesias de Antuzede (Antuzede e Póvoa do Pinheiro, às 9h30, S. Facundo e Cidreira às 11h00) e Lamarosa (Andorinha às 14h30, Casais de Vera Cruz às 16h00, Ardazubre às 17h00 e Vila Verde às 18h00). As acções de vacinação prolongam-se até 6 de Julho, estando expostos nas juntas de freguesias os editais com as datas e respectivos locais de vacinação.
NÚMEROS
546
animais que entraram desde Janeiro
425
cães entregues ou capturados
121
gatos entregues ou capturados
99
animais adoptados desde Janeiro
«No seguimento do que já havia sido feito durante o mandato anterior, pretendemos com estas obras oferecer melhores condições de trabalho às pessoas, bem como as condições de higiene e segurança dos animais que estão à nossa guarda», disse ao Diário de Coimbra o vereador responsável pelo centro, Luís Providência.
De acordo com o autarca, os cães são os animais que exercem maior pressão na actividade diária do centro. «Temos apostado em campanhas de adopção daqueles que estão em condições para isso. Recolher os animais errantes é a nossa missão, mas se conseguirmos que alguns possam ter um lar é óptimo», declarou, notando que o número de adopções tem vindo a aumentar, fruto do esforço de divulgação, nomeadamente através da página da Câmara Municipal na internet (www.cm-coimbra.pt), com a campanha “Coimbra adopcão”.
Isso mesmo refere a veterinária municipal, Filomena Ramalho: «A nossa primeira missão é preservar a saúde, a segurança e a tranquilidade pública, depois vem a missão de preservar o bem-estar dos animais». As novas instalações, com 10 novos canis – que poderão servir para mais do que um animal -, vão «evitar que alguns animais que podiam ser adoptados sejam sacrificados graças à sobrelotação do espaço».
Estes novos compartimentos somam-se aos já existentes 29 canis e seis celas semi-circulares (usadas para animais agressivos, que estão em quarentena, etc.). A obra incluiu ainda um novo espaço para prestação de cuidados médico-veterinarios básicos e uma área de congelação de cadáveres (depois recolhidos por uma empresa responsável pela incineração, que é obrigatória por lei).
Admitindo que o principal está feito, o vereador Luís Providência refere que são necessárias adaptações e melhorias nas instalações antigas, bem como a construção de um gatil. A veterinária espera que este venha a ser construído ao lado do novo pavilhão, com as devidas condições, «janelinhas nos compartimentos e uma espécie de jardim interior». Até lá, os próprios funcionários do centro estão a adaptar uma divisão para acolher os gatos.
Adopção sim, mas consciente
A veterinária lembra que «ninguém é obrigado a ter um animal, só o tem quem quer e quem pode. A adopção tem de ser um acto de consciência, uma decisão da família, porque é um ser vivo que entra em casa e que precisa de cuidados. Mais vale não ter um animal do que o ter e não o cuidar devidamente ou cumprir a legislação». É por isso que, antes de dar algum animal, os responsáveis do canil fazem um inquérito para avaliar as condições do adoptante. «Já recusámos algumas adopções», garante a responsável municipal.
«Para o animal sair daqui e ficar preso, confinado a um bidão, sem cuidados básicos, vacinas, desparasitação, sofrendo e pondo até em perigo a saúde e segurança de terceiros, não vale a pena. Mais vale uma boa morte do que uma má sorte», considera Filomena Ramalho.
O canil é o único local onde o abandono não é ilegal. Segundo a veterinária alguns donos vêm ali deixar os seus animais, porque já não têm condições para os ter (com a crise, falta o dinheiro para também os sustentar), porque mudaram de casa ou vão emigrar e, muitos, porque os cães estão gravemente doentes ou são violentos. Pagam sempre uma taxa por o fazerem. Dependendo dos casos, os cães são colocados para adopção ou eutanasiados (no caso de estarem muito doentes).
Vacinação anti-rábica e identificação electrónica
Os serviços veterinários municipais levam a cabo de hoje até dia 6 de Julho uma acção de vacinação anti-rábica e de identificação electrónica nas diversas freguesias do concelho. Filomena Ramalho recorda que a vacinação é obrigatória para todos os cães, bem como a identificação electrónica (com implantação de micro-chip) dos animais que nasceram depois de Julho de 2008, já que, antes dessa data, apenas eram assim identificados os cães perigosos ou potencialmente perigosos e os cães que participavam em actos venatórios.
A identificação electrónica permite, segundo veterinária, contactar o dono para lhe devolver o animal, se este estiver perdido, mas também responsabilizá-lo pelo eventual abandono ou pelos danos que o cão tenha provocado (acidentes, danos materiais, agressões, etc.). A contra-ordenação por abandono vai dos 500 aos 3.740 euros.
Hoje, os serviços municipais estarão nas freguesias de Antuzede (Antuzede e Póvoa do Pinheiro, às 9h30, S. Facundo e Cidreira às 11h00) e Lamarosa (Andorinha às 14h30, Casais de Vera Cruz às 16h00, Ardazubre às 17h00 e Vila Verde às 18h00). As acções de vacinação prolongam-se até 6 de Julho, estando expostos nas juntas de freguesias os editais com as datas e respectivos locais de vacinação.
NÚMEROS
546
animais que entraram desde Janeiro
425
cães entregues ou capturados
121
gatos entregues ou capturados
99
animais adoptados desde Janeiro
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