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segunda-feira, outubro 17, 2011

A melhor palestra que você irá ouvir na sua vida - Gary Yourofsky




Palestra inspiradora de Gary Yourofsky, na íntegra, sobre direitos animais e veganismo, realizada na Universidade Georgia Tech, nos EUA, no verão de 2010. Ouça a esse sensacional palestrante que vai desmitificar mitos,inundar sua mente com fatos interessantes e ajudá-lo a fazer escolhas éticas para ter um coração e uma alma mais saudáveis . Seu estilo carismático de discurso é único e tem de ser visto por qualquer um que se preocupe com animais ou que deseje transformar o mundo um lugar melhor.

Para mais informações, por favor, visite:
http://vista-se.com.br
http://www.guiavegano.com.br

Use o botão [CC] para legendas.

POR FAVOR, COMPARTILHE esse discurso brilhante da forma que puder.
Obrigado.

Por que você deveria compartilhar esse discurso da forma que puder?
A quantidade de respostas positivas que Gary recebe dos espectadores e estudantes diz tudo:
http://www.adaptt.org/comments-students.html

A sessão de perguntas e respostas pode ser vista aqui (em inglês):
http://www.youtube.com/watch?v=WIkC4OJEx3c

Vídeo original:
http://www.youtube.com/watch?v=es6U00LMmC4

Mandem-me uma mensagem se quiserem traduzir essa palestra para outra lingua - É MAIS FÁCIL DO QUE VOCÊ PENSA!!
Gary é um palestrante americano que faz mais de 200 palestras por ano.

Agende uma visita de Gary à sua escola:
http://www.adaptt.org

Por favor inscrevam-se no canal de Gary no You Tube.
http://www.youtube.com/user/adapttvideo

Baixe o arquivo original (2GB):
http://bit.ly/garybrasil

Agradecimentos a Renan da Annunciação, Marcio e Tiago Catelam pela tradução.
__________________________________________

Links de download para fazer upload dos trechos em Português-BR:
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(Exemplo em inglês: http://youtube.com/watch?v=MgwzwRiF2qw)

Como você gritaria se alguem roubasse seu filho recem nascido?
http://tinyurl.com/scream-brazil
Veganos são esquisitos?!?!
http://tinyurl.com/weird-brazil
Vocês foram enganados
http://tinyurl.com/duped-brazil

segunda-feira, junho 13, 2011

Porque Adoramos Cães, Comemos Porcos e Vestimos Vacas?

Melanie Joy, Ph.D (Doutorada em Psicologia), Ed.M (Mestre em Educação), é psicóloga social e autora do livro "Why We Love Dogs, Eat Pigs, and Wear Cows" (Porque Adoramos Cães, Comemos Porcos e Vestimos Vacas), que explora a ideologia por detrás do consumo de carne e o porquê de alguns animais serem considerados animais de companhia, enquanto que outros são considerados alimento. A Dra. Joy é professora de Psicologia na Universidade de Massachusetts, em Boston, e tem vindo a estudar a psicologia do especismo desde há vários anos.


O que é o Carnismo?
carnismo é um sistema de crenças invisível, ou uma ideologia, que condiciona as pessoas a comer (certos) animais. O carnismo é, essencialmente, o oposto do vegetarianismo ou do veganismo; "carn" significa "carne" ou da carne" e "ismo" denota um sistema de crenças. A maioria das pessoas vê o consumo de animais como um dado adquirido em vez de uma escolha; em culturas que consomem carne, por todo o mundo, as pessoas tipicamente não pensam sobre o porquê de acharem a carne de alguns animais repugnante e a carne de outros animais apetitosa, ou sequer sobre o porquê de comerem animais. Mas quando comer animais não é uma necessidade para a sobrevivência, tal como no caso da maioria da população actual, constitui-se como uma escolha – e as escolhas derivam sempre de sistemas de crença.
Reconhecemos que não comer animais deriva de um sistema de crenças; o vegetarianismo foi nomeado há séculos atrás. Em conformidade, não nos referimos aos vegetarianos como "consumidores de plantas", uma vez que compreendemos que comer plantas reflecte uma ideologia implícita, na qual o consumo de animais não é ético nem apropriado. No entanto, continuamos a referir-nos aos "não-vegetarianos" como "consumidores de carne", como se o acto de comer animais estivesse separado de um sistema de crenças, como se os vegetarianos fossem os únicos a levar para a mesa do jantar o seu sistema de crenças. Porém, a maioria das pessoas come porcos mas não come cães, isto porque possui um sistema de crenças no que respeita a comer animais.
Então porque é que o carnismo tem continuado sem nome até agora? Uma razão é porque, simplesmente são mais fáceis de identificar as ideologias que saem da norma. Uma razão ainda mais importante é porque o carnismo é uma ideologia dominante - uma ideologia de tal modo difundida e interiorizada que os seus princípios são considerados senso comum, “a maneira como as coisas são”, em vez de serem considerados um conjunto de opiniões mantidas pela maioria das pessoas. O carnismo é também uma ideologia violenta e exploradora; organiza-se em torno de uma violência intensiva, extensiva e desnecessária, e em torno da exploração dos animais. Até a produção da chamada carne com um tratamento mais humano (e outros produtos de origem animal), que constitui uma pequeníssima percentagem da carne produzida actualmente, explora os animais e envolve crueldade. Os princípios do carnismo contrariam os valores de base da maioria das pessoas que não estaria disposta, de outra forma, a apoiar a exploração de outros ou a permitir tal violência para com seres sencientes. Assim, o carnismo, à semelhança e outras ideologia violentas e exploradoras, tem que se esconder para garantir a participação da população; sem o apoio popular, o sistema entraria em colapso.


Omnívoro, Carnívoro e Carnista
Assim como “consumidores de carne” é uma expressão imprecisa e enganadora para descrever aqueles que não são vegetarianos, também o são os outros termos commumente usados tais como “omnívoro” e “carnívoro”. Estes termos reforçam a assunção de que comer animais é natural, um dos mitos mais interiorizados e convincentes, que é usado para justificar o carnismo. “Omnívoro” e “carnívoro” descrevem a disposição fisiológica e não a escolha ideológica de cada um: um omnívoro é um animal, humano ou não, que consegue ingerir tanto matéria animal como vegetal e um carnívoro é um animal que precisa de ingerir carne para sobreviver.
Pelas razões mencionadas acima, “carnista” é o termo mais adequado para descrever aqueles que comem animais. “Carnista” não é um termo com uma intenção pejorativa; tem apenas um propósito descritivo, para descrever quem age de acordo com os princípios do carnismo – tal como “capitalista”, “budista”, “socialista”, “crudivorista”, por exemplo, descrevem aqueles que agem em conformidade com uma ideologia em particular. Se temos um nome para os vegetarianos, faz todo o sentido termos um nome para aqueles cujos comportamentos reflectem o sistema de crenças oposto. “Carnista,” no entanto, difere dos outros “istas” atrás referidos porque a maioria dos carnistas não sabe que é de facto carnista, uma vez que o carnismo é invisível. Muitas pessoas são essencialmente, carnistas inadvertidas; tal é o paradoxo de ser carnista. E apesar de “carnista” ter sido criado simplesmente por uma questão de exactidão, o termo pode ser encarado como ofensivo – muito provavelmente porque, num certo nível, as pessoas consideram ofensiva a desnecessidade de matar e de consumir animais.


Defesas Carnísticas
As ideologia como o carnismo mantêm-se vivas ensinando-nos a não pensar ou a não sentir quando seguimos o que ditam, e uma das principais formas de fazerem isto é usando um conjunto de mecanismos que operam tanto ao nível social como psicológico. As “defesas carnísticas” escondem as contradições entre os nossos valores e os nossos comportamentos, permitindo-nos fazer excepções aquilo que normalmente consideraríamos ético.
A principal defesa do sistema é a invisibilidade e a principal forma da ideologia ficar invisível é permanecendo não-nomeada: se não a nomearmos, não a vemos, e se não a virmos, não podemos falar sobre ela ou questioná-la. Mas não só a própria ideologia é invisível, como também o são as vítimas do sistema: os triliões de animais de produção pecuária que são mantidos fora de vista e dessa forma, convenientemente afastados da consciência pública; a contínua degradação ambiental; a exploração dos trabalhadores dos matadouros e dos embaladores de carne; e os consumidores de carne que têm cada vez um maior risco de padecer das doenças mais graves do mundo industrializado e que têm sido continuamente condicionados a desligarem-se, psicologicamente e emocionalmente, da verdade da sua experiência no que diz respeito a comer animais.
Mas a invisibilidade é apenas a primeira linha de defesa na fortaleza do carnismo; é impossível obscurecer completamente a verdade. Assim, quando a invisibilidade inevitavelmente falha, o sistema precisa de um suporte. Consequentemente, o carnismo ensina-nos a justificar o facto de comermos animais, e ele fá-lo apresentando os mitos da carne (e de outros produtos animais), como se fossem os factos sobre a carne, promovendo os Três Ns da Justificação: comer animais é normal, natural e necessário. Os Três Ns estão institucionalizados – são incluídos e mantidos por todas as grandes instituições sociais, desde a família ao estado – e, talvez não surpreendentemente, têm sido evocadas ao longo da história para justificar outras ideologias exploradoras e violentas (ex. escravatura, domínio masculino, etc.).
O carnismo também se defende a ele próprio através da distorção das nossas percepções sobre a carne e os animais de forma a podermos sentir-nos confortáveis o suficiente para os comermos. Aprendemos, por exemplo, a ver os animais de produção pecuária como objectos (ex. referimo-nos às galinhas como algo em vez de alguém) e como abstracções, desprovidos de qualquer individualidade e personalidade (ex. um porco é um porco e todos os porcos são iguais), e para criar categorias rígidas nas nossas mentes de forma a podermos acolher sentimentos e comportamentos muito distintos relativamente às várias espécies (ex. a carne de vaca é deliciosa e a carne de cão é repulsiva; as vacas são para comer e os cães são nossos amigos).
Existem mais defesas que sobrepõem e reforçam as mencionadas aqui, mas todas as defesas servem um único propósito: bloquear a nossa sensibilidade e empatia no que toca aos animais de produção pecuária e aos produtos produzidos pelos seus corpos. Tendo consciência das defesas carnísticas, porém, somos menos vulneráveis à sua influência; somos capazes de sair do sistema e de olhar a questão de comer animais com os nossos próprios olhos, em vez de olharmos pelas lentes do carnismo.

quinta-feira, abril 21, 2011

Crónica: O que Maomé não disse do toucinho dizem os vegan


Há duas semanas um casal francês foi condenado a cinco anos de prisão por ter sido considerado responsável pela morte da filha de 11 meses, que morreu de subnutrição. Só bebia leite materno. Sucede que a mãe era vegan e, como tal, a sua dieta não incluía qualquer tipo de produto de origem animal. O leite da mãe não tinha os nutrientes necessários e a bebé acabou por morrer.

Mas os pais podem ir para o cárcere de consciência tranquila, já que durante todo este processo de definhamento de um ser humano indefeso nenhum animal foi molestado. Nenhuma vaca foi ordenhada, nenhum ovo foi surripiado a uma galinha, nenhum porco contribuiu com uma rodela de chouriço para um caldo verde, nenhum memé foi espoliado da sua lã para fazer botinhas. Nenhum animal foi maltratado. Nem sequer o Lobo Mau da história do Capuchinho Vermelho que contavam à bebé. Na versão vegan, o Lobo Mau não morre. Aliás, nem sequer é mau. Mau é o caçador, que a Capuchinho atrai a casa da avozinha para assassinar, empurrando-o para a lareira. A Capuchinho e o Lobo vivem saudáveis para sempre, alimentando-se das deliciosas verduras da sua horta biológica fertilizada com as cinzas do caçador.

Como este caso há muitos, de fácil consulta na Internet. São relatos um bocadinho impressionantes para os mais sensíveis. Aliás, é curioso que pessoas tão esquisitinhas com a comida que ingerem tenham estômago para assistir ao que acontece aos seus filhos malnutridos. Há niquentos e niquentos.

Ao ler sobre isto, é impossível não pensar nas Testemunhas de Jeová, que se recusam a fazer transfusões de sangue e a deixar os seus filhos fazê-las. Acreditam que o seu Deus proíbe as transfusões e que, ao honrar essa proibição, serão recompensados com a vida além da morte. Para quem acredita nela, a vida eterna pode ser algo por que valha a pena recusar uma transfusão. Chega-se ao além um bocadinho mais pálido, mas é uma permuta razoável. Agora, para um vegan, quando recusa a um filho as proteínas e vitaminas de origem animal, do que é que está à espera em troca? De vir a ser, depois de morto, adubo mais puro do que alguém que papou chicha da boa durante a vida?

Dir-me-ão que não se pode comparar o fanatismo religioso com o veganismo. Concordo. Ao pé do veganismo, o fanatismo religioso é praticado por moderados. Se Abraão fosse vegan em vez de hebreu, Isaac tinha sido mesmo sacrificado, apesar de o mensageiro do Senhor dizer que afinal era para sacrificar um carneiro. Apesar, não: especialmente depois de o mensageiro do Senhor dizer isso.

O problema do veganismo não é só a falta de graça da comida. É também uma contradição insanável na lógica da coisa, que impede o movimento de crescer. A transmissão dos ideais vegan é muito difícil porque, à partida, a bem sucedida catequização dos petizes está posta de parte. É um paradoxo: se um pai quer que o filho seja vegan, não o pode criar como vegan, senão arrisca-se a ficar sem prosélito. A melhor maneira de criar uma criança para vir a ser um bom vegan é com bifes e leitinho. O veganismo não tem pernas para andar. Se tem, estão mal nutridas. Direi que é uma pescadinha de rabo na boca. É uma metáfora representativa deste paradoxo e, ao mesmo tempo, uma imagem que chateia os vegan.


Comentário à crónica 'O que Maomé não disse do toucinho dizem os vegan'

Em nome de João Pedro Santos


Para: zdq@zdquintela.com
Cc: publica@publico.pt
Assunto: Comentário à crónica 'O que Maomé não disse do toucinho dizem os vegan'

Caro José Quintela, 
Após ter lido a sua crónica 'O que Maomé não disse do toucinho dizem os vegan' na revista Pública do passado dia 17/04/2011, achei por bem escrever-lhe por ser vegano há 16 anos e por considerar que o retrato que faz dos veganos é errado, fraudulento e decadente.
O Veganismo é uma filosofia de vida que promove em todas as vertentes do consumismo a proteção aos direitos dos animais, sem prejuizo algum da saúde ou bem-estar humanos. Aliás, o valor 'Vida' Animal e Humana acaba por ser o grande referencial que rege a crescente comunidade vegana em Portugal e no mundo.

O facto de ter surgido um caso isolado de negligência parental em França por um casal vegano, não implica de maneira nenhuma ou invalida todos os pressupostos científicos, sociais, económicos, ambientais e humanitários conquistados pelo Veganismo em mais de 50 anos de existência, a nível mundial.

Penso que é triste fazer um retrato tão simplista e conveniente de uma comunidade que está a ser extremamente relevante no combate às alterações climáticas no planeta, no combate à exploração animal e na promoção de um estilo de vida mais salutar e equilibrado, mas compreendo que humorismo não implica justiça ou sabedoria nas palavras que escreve e que os seus gostos pessoais por 'chicha da boa', como refere na sua crónica, entram claramente em conflito com os ideais do Veganismo e Vegetarianismo.

A par disso, é errado misturar Veganismo que não é vinculado a nenhuma religião com o Islamismo ou com as Testemunhas de Jeová. Mas, mais uma vez se depreende os lugares-comuns em que gosta de cair repetidamente nas suas crónicas: comunidades pequenas e não enquadradas na sua realidade burguesa limitada.

Outro aspeto a salientar é o fato de existirem anualmente milhares de casos confirmados de negligência parental em todo o mundo, sem qualquer ligação ao Veganismo, mas nunca ter dado conta do seu interesse por estas questões centrais em qualquer crónica sua.

Por outro lado, associo mais rapidamente a negligência parental ao alcoolismo, que infelizmente abunda em Portugal, e do qual você também é uma vítima pouco inocente, como pude constatar na notícia do dia 02/01/2008 no jornal Público:
http://www.publico.pt/Sociedade/humorista-jose-diogo-quintela-condenado-a-trabalho-comunitario-por-conduzir-alcoolizado_1315435

Espero sinceramente que tenha resolvido a sua questão com o álcool e que a sua filha Rosa não acabe sendo mais uma vítima inocente do alcoolismo em Portugal.
Quanto ao Veganismo, encontra em qualquer Celeiro em Lisboa chicha-non-carne tipo chouriço de soja ou farinheira de soja, que certamente fará o seu extâse culinário, sem a morte ou sofrimento de animais.

Encontra também em Lisboa, uma panóplia fabulosa de restaurantes vegetarianos e étnicos que o podem iniciar no mundo maravilhoso, mas ainda oculto para si, do Veganismo e Vegetarianismo. A sua saúde, o ambiente e os animais irão estar-lhe eternamente gratos, mesmo que apenas inclua um prato semanal vegetariano.

Se precisar de receitas vegetarianas/veganas simples e acessíveis, aconselho-o vivamente este sitio do Centro Vegetariano, onde pode selecionar receitas por ingredientes, dificuldade, tempo de confeção ou ocasião festiva, etc.:
http://www.centrovegetariano.org/receitas/

Abraço vegano,
João Pedro Santos
Lisboa



Comentários na Nota no Facebook:


Luis Martins 
O Veganismo e o Vegetarianismo são modos de vida que entram em conflito com os padrões tradicionais. A falta de informação do cidadão "comum" acerca destes temas leva-os a dizer asneiras e interpretar mal factos. Mas é preocupante que se comece a associar o Veganismo a certas correntes religiosas. Será mais uma arma de arremesso que estão a fornecer aos detratores do Veganismo, o factor religioso. Infelizmente é bastante vulgar vêr na comunidade vegan argumentos religiosos a tentar justificar o que só a Ètica pode fazer de forma universal. A introdução de argumentos religiosos só prejudica a divulgação do Veganismo e a prova disso está neste artigo.


A religiosidade de cada um é algo de pessoal. Todos tem o direito de acreditar naquilo que sentem ser a sua fé. Mas transpor essa fé para a argumentação duma filosofia (Veganismo) que é universal, que é comum a pessoas de todas as classes, de todas as raças, crentes e não crentes, é um factor que serve para criar divisões, e pior que isso, é um factor que é usado pelos que nem sequer sabem o que é para tecer criticas.
Respeitar todos os seres vivos é perfeitamente explicavel duma perspectiva Humana, racional, e lógica. Não fazer aos outros o que não queremos que nos façam a nós, entender que as nossas acções causam sofrimento desnecessário, compreender o que os outros sentem, são factos bem reais, culturais, filosoficos e morais que todos podem aprender e reconhecer sem entraves de qualquer especie.



Helena Avelar 

Muito bem respondido! Adorei o comentário sobre alcoolismo... ;) E o da "realidade burguesa limitada" está demais - e é tão verdadeiro!... :?
Agora, tenho também de concordar que por vezes surgem, associados ao veganismo, certos elementos de postura fanática que em nada favorecem a causa. As atitudes intransigentes e proselististas não atraem as pessoas, afastam-nas. Como disse o Luís no comentário anteiror (e muito bem!) é a Ética pode justificar estas escolhas. E essa é universal.


M De Lourdes Carapelho 
Ele pensou que estava a escrever uma crónica humorista.... será?
Então, cá pra mim tem os dias contados. Tão novinho e com uma mentalidade tããão medieval. Qualquer dia fazem perseguições aos veganos quais bruxas do séc. XV tal como querem "crucificar" todos os vegan@s devido ao acontecimento do casal francês, como se os casais e famílias omnívoras não fossem abusadores, negligentes e violentos com os seus filhos. Mas desses não vejo parangonas nem são sequer julgados pelos seus actos.
Será que alimentar os filhos SÓ com comida "plástica", processada e industrializada, responsável pela obesidade quase mórbida das crianças ainda em idade pré-escolar NÃO É CRIME???
Ou mudam as mentalidades ou são obrigados a mudar.... Não mudam com Amor, mudam pela dôr!!!
leiam os artigos - http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/utentes/obesidade/23_de_maio_-_dia_nacional_da_luta_contra_a_obesidade
http://www.adexo.pt/2004.html

Tenho que arranjar uma maneira de o calar de vez e obrigar a retratar-se e pedir desculpa aos milhares de vegan@s!!!
Pensa que tem graça?? Engana-se!

Consegui arranjar em papel. Uma pérola da ignorância de um humorista armado em "doutor".
Quando é que pessoas que se acham "vedetas" e com direito de opinião pública se abstém de comentar em relação a assuntos os quais desconhecem completa e totalmente!
Tal como existem falsos profetas também existem falsos geradores de opinião que pensam ter o direito de comentar, na sua ignorância, temas que os ultrapassa.
Sempre ouvi dizer, cada macaco em seu galho, mas os portugueses pensam que podem falar de tudo e fazer de tudo para o qual não tem as minimas competencias!!!
Por isso somos muito bons a fazer asneiras...

Veganismo é mais do que uma opinião, é uma "cultura" que se aprende, e como diz o Poeta, "Primeiro estranha-se, depois entranha-se..."
Não é vegano quem quer, é quem pode e sabe abraçar de alma e coração uma filosofia de vida que ultrapassa uma mudança na alimentação, é uma mudança de mentalidades.
O veganismo é uma paixão motivada pela ética, pela compaixão e respeito aos Direitos dos Animais não humanos.

Mauricio Pereira 

já havia dito no forum "Vegetarianismo / Veganismo e Direitos dos Animais" que na volta José Diogo Quintela estaria sob o efeito do álcool quando fez esta crónica!
Isto após ler esta resposta.
Agora que finalmente li a crónica do José Diogo Quintela posso afiançar que, seguramente, estava sob o efeito do álcool

Luis Aires d'Almeida 

José Diogo Quintela, um pobre coitado, magicamente arrancado da sua dormente e insignificante existência, vê-se de súbito projectado para a por demais "incómoda" condição de "vedeta" com a sua participação no programa Gato Fedorento onde, tal como Miguel Góis e Tiago Dores, sobrevive à sombra do inegável talento de Ricardo Araújo Pereira. Com o advento da fama, seguem-se as campanhas publicitárias, com especial relevo para os anúncios da MEO nos quais, e mais uma vez, não é difícil perceber que o senhor Quintela continua igual a ele próprio ou seja, um simples gato fedorento. Com o aparecimento de novas oportunidades, chegaram também novas exigências e nesse domínio, foi visível o esforço feito pelo "famoso" no sentido de melhorar a sua imagem televisiva de modo a deixar de ser conhecido como "o gordo", apodo vulgarmente usado por todos quantos, desconhecendo o seu nome, a ele se referiam nos primórdios da sua meteórica ascensão a "figura pública". Infelizmente, se a perda de uns quilitos supérfluos contribuiu em grande parte para melhorar a sua abalada auto-estima, há quem garanta que a mesma terá de igual modo contribuído para agravar a dilatação do seu inflamado ego, responsável pelas crises de flatulência pseudo-intelectual que ultimamente o têm acometido. Por último, e a fazer justiça à prática que dita que a uma "figura pública" emergente são garantidas todas as oportunidades, ei-lo como membro do júri no concurso televisivo Portugal Tem Talento, a falar daquilo que menos entende e por conseguinte, a abandonar de quando em vez o estatuto de "figura pública" para abraçar por momentos a deprimente condição de "figura triste". Enfim, será este entre outros, o preço a pagar por todos quantos ajudam a criar estas vedetas feitas à pressão, próprias de um país pequenino onde a maioria dos "famosos" aparecem como a mousse instantânea ou seja, basta juntar água.
José Diogo Quintela, muito embora com algumas diferenças positivas relativamente à maioria dos labregos inexplicavelmente elevados à condição de famosos, acaba todavia por se enquadrar no mesmo grupo quando, por via da presunção e da vaidade, quer à viva força deixar de ser sapateiro e por assim dizer, ir além da chinela. Este senhor, por inerência do tipo de programas nos quais participou, terá adquirido a falsa ideia de que depois do "Gato Fedorento" só mesmo o Dilúvio, e que por isso mesmo não existem limites nem barreiras que se oponham á sua crítica mordaz, irónica, inconveniente e por vezes ofensiva. Só assim se compreendem as razões que desta feita o terão levado a assinar uma peça na qual, de um modo completamente despropositado e ofensivo, decide implicar com veganos e vegetarianos só porque lhe deu na real veneta. À semelhança de outras investidas menos conseguidas no domínio das crónicas de pacotilha que assina, também esta, para não fugir á regra, de novo remete o senhor Quintela para a condição de perdulário ao desperdiçar uma, mais uma, excelente ocasião para estar quieto e calado e assim fazer boa figura.

"Diz que é uma espécie de comediante " porém, eu acho que ele é mais um idiota a juntar a muitos outros que infelizmente por aí abundam.

Silvia Peixe

O Sr. José Quintela anda muito ignorante mesmo.O vegetarianismo é o melhor para o Homem e para todos e não tem nada a ver com religiões, é um hábito alimentar não tradicional.

Paulo Borges 

Confrangedora ignorância...





Gostaria que lessem este artigo excelente de um amigo que é o meu nutricionista/orientador de nutrição vegana e do meu neto, mesmo à distância e nunca tive qualquer problema, pelo contrário, sou vegana e mais saudável hoje do que era porque o meu medicamento é o meu alimento, como disse Hipócrates, o pai da medicina.

Desinformação
Crianças veganas desnutridas e a responsabilidade dos pais
03 de abril de 2011


Por George Guimarães* (da Redação)

A imprensa mundial trouxe ao conhecimento do público no final do mês de março de 2011 a notícia sobre a acusação de homicídio que está sendo levantada contra os pais de uma criança vegana de 11 meses de idade que veio a óbito por desnutrição, o que de fato foi confirmado por meio da autópsia. Segundo a notícia, além de alimentar a filha sem o uso de ingredientes de origem animais, o casal também recusava fazer uso de tratamentos alopáticos, o que teria contribuído para o incidente. O casal já cumpriu quatro meses de prisão provisória e aguarda em liberdade o julgamento.

Essa não é a primeira vez que um casal vegano é responsabilizado pela morte de um filho. No mês de maio de 2007, um casal vegano norte-americano foi condenado pela morte de um bebê de 3 meses por tê-lo alimentado apenas com leite de soja e suco de maçã, privando-o do leite materno, essencial para qualquer recém-nascido independente das escolhas alimentares de seus pais. Sejam os pais vegetarianos, onívoros ou crudívoros, nenhuma dessas escolhas descarta a necessidade do leite materno ou (na impossibilidade desse) a sua substituição por uma fórmula infantil adequada.

Em ambos os casos, apesar de a morte da criança ter sido ocasionada pela irresponsabilidade e desinformação dos pais, e não pela dieta em si, muitas foram as críticas ao veganismo geradas a partir dos fatos. Dentre as repercussões negativas e desinformadas, a mais severa foi sem dúvida a carta ao editor publicada no dia 21 de maio e 2007 no jornal norte-americano The New York Times. No texto, a autora Nina Planck basicamente acusa de serem irresponsáveis todos os pais que oferecem uma dieta vegana aos seus filhos.
Semanalmente, eu atendo crianças vegetarianas em meu consultório. Além disso, eu convivo com a comunidade vegetariana fora do consultório e com isso já tive a oportunidade de conhecer dezenas de crianças vegetarianas. Uma criança tem tanta possibilidade de seguir uma dieta vegetariana quanto um adulto. A viabilidade de uma dieta vegetariana (sem ovos e laticínios) fato já está bem esclarecida.

A dieta vegetariana não apenas é saudável, mas ela também ensina às crianças, desde cedo, hábitos diários que estão imbuídos de compaixão e respeito ao planeta e a outras formas de vida. Também sabemos que ela é cientificamente viável, já que associações dietéticas (não-vegetarianas) internacionais aprovam a dieta vegetariana para qualquer fase da vida, desde que bem planejadas. Não podemos deixar de notar também que uma dieta vegetariana é mais saudável do que a dieta típica ocidental, repleta de gordura saturada, colesterol, alimentos refinados e pobre em fibras. Por que então os irresponsáveis são os pais veganos e não também os onívoros?

Por fim, é interessante notar que a Sra. Nina Planck, autora do artigo no The New York Times, está ligada à Weston Price Foundation, um grupo lobista que se aventura em campanhas contra a soja e contra o veganismo, além de militar em campanhas pró-carne e pró-laticínios. Isso é de certa forma um reconhecimento da força que o vegetarianismo expressa enquanto mercado, ferindo aqueles a quem não interessa ver difundidos hábitos de vida mais saudáveis.
Nessa batalha, a nossa principal arma é a informação. Apesar de falhos, estes argumentos conseguem boa inserção na sociedade por meio da mídia, que é justamente onde precisamos estar atentos. A informação científica sobre o tema é clara: com o devido cuidado e planejamento, a dieta vegetariana (sem ovos e sem laticínios) é perfeitamente viável para crianças de qualquer idade.

O planejamento nutricional é essencial em qualquer estilo alimentar e isso não é um sinal negativo em relação ao veganismo. Para começar, as crianças veganas devem receber aleitamento materno até os seis meses de idade. Se por ventura isso não for possível, apenas fórmulas infantis industrializadas, adequadas a essa fase da vida, devem ser oferecidas ao recém-nascido. A partir do início da alimentação sólida, os nutrientes que merecem atenção em uma dieta vegana infantil são a vitamina B12 (encontrada em alimentos fortificados ou suplementos), o ômega-3 (encontrado no óleo de linhaça), a proteína (encontrada nas leguminosas e nas castanhas), o ferro (abundante nas frutas, vegetais verde-escuros, no melado-de-cana, nas castanhas e nas leguminosas) e o cálcio (encontrado nas mesmas fontes de ferro, basicamente).

Outro ponto importante é a ingestão calórica. Como os vegetais contêm mais água e mais fibras, a saciedade oferecida por uma dieta isenta de produtos de origem animal é maior e com isso a ingestão calórica pode acabar sendo demasiadamente reduzida. O segredo é incluir na dieta os alimentos vegetais mais calóricos (como as castanhas, por exemplo) e não exagerar nas fibras, devendo ser excluídos da dieta vegetariana infantil os farelos e outras fibras adicionadas. Isto garante que a saciedade será acompanhada uma boa densidade calórica e nutricional.

Os estudos científicos apontam que a dieta vegetariana infantil não apenas é possível, mas também muito saudável. Enquanto os pais de crianças vegetarianas devem buscar a informação e orientação adequadas para auxiliá-los no planejamento nutricional de seus filhos, eles devem ao mesmo tempo procurar manterem-se refratários às opiniões baseadas em mitos populares ou interesses daqueles que lucram perdendo de vista a saúde da população.


Fonte: ANDA




domingo, fevereiro 20, 2011

Uma Vida Interligada

Uma Vida Interligada: A questão não é se você consegue ou não fazer a diferença. Você está a fazer a diferença. Mas que diferença quer fazer? Cada uma das nossas escolhas do passado construiram o mundo em que vivemos agora. E cada uma das escolhas que estamos a fazer agora irão reflectir-se no mundo em que viveremos amanhã. Construiremos um mundo que reflicta os nossos valores apenas quando as nossas escolhas diárias estiverem alinhadas com esses valores.



VEGAN, A LIFE CONNECTED: For the Animals, For the Planet, For the People (Vegetarianism) - Translation and organization by: DocsPT + InfoNature.Org + A.V.P


VEGANISMO, UMA VIDA INTERLIGADA: Pelos Animais, Pelo Planeta, Pelas Pessoas (Vegetarianismo) - Tradução e organização por: DocsPT + InfoNature.Org + A.V.P.


 A Life Connected: The question isn't whether or not you can make a difference. You are making a difference. But what kind of difference are you making? What kind of difference do you want to make? Each of our choices in the past built the world we live in today. And each of our choices from this moment forward will build the world we live in tomorrow. We will build a world reflective of our values when our everyday choices are aligned with those values. Every Dollar Is A Vote: Every dollar you spend or choose not to spend is a vote. 
You voted yesterday. You'll vote today -- maybe hundreds of times. Will you vote for human rights, a clean environment and compassion for animals? If your words which plead for humanity are drowned out by the clamor of your coins, you're saying to unthinking businesses, "Yes, keep doing what you're doing... and do it in my name!" But if you make purchases, investments and life choices based on your values, you help build a better world reflective of those values. 
How to Live A Life Connected: We believe people are born with values that connect them to humanity and the rest of the world in which they live -- values of justice, kindness and compassion. 


Our task is to help each other reconnect. To live A Life Connected… 
1. Become re-aware of your values. 
2. Become aware of how your choices impact other people, the planet and animals. 
3. Align your choices to your values. http://alifeconnected.com

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Triatleta Brendan Brazier diz que dieta vegana é a melhor opção para atletas


Vegano, triatleta Brendan Brazier recomenda dieta vegana para atletas melhorarem performance
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Brendan Brazier é um triatleta participante da famosa competição Iroman -- que inclui provas de corrida, ciclismo e natação. Ele, que também é autor do livro "The Thrive Diet" e ganhador de um prêmio por sua linha de produtos nutricionais "Vega", declarou que seguir a dieta vegana é a melhor opção para atletas desenvolverem boa performance.

"Sou vegano desde os 15 anos, pois eu queria ser um atleta melhor", declarou Brazier, que atualmente está com 35 anos. "Depois, constatei que uma dieta somente a base de vegetais traz enormes benefícios para a performance, e aí comecei a participar profissionalmente de competições".

Canadense, Brazier foi eleito um dos 25 vegetarianos mais fascinantes pela VegNews Magazine, e um dos "40 abaixo dos 40[anos de idade]" mais influentes na indústria da alimentação saudável pela Natural Food Merchandiser.

"Todos os atletas de alto nível que conheço se alimentam de uma dieta basicamente de vegetais", declarou. Brazier citou o colega Dave Zabriskie, um ciclista que participou do Tour de France e recentemente virou vegano para melhorar sua performance no esporte.


Ironman Triathlete Brendan Brazier Says Vegan Diet Is Best For Athletes

domingo, janeiro 30, 2011

O modelo atitude-comportamento (alimentar) no veganismo

Decisões vistas como ponderação de vantagens e desvantagens
Na base de qualquer decisão humana está um processo de avaliações de interesses, avaliações que nem todos consideram serem feitas de forma lógica. O que se vai comer hoje, ou se alguém se considera veganista é o resultado dum processo de (re)avaliação de considerações, geralmente feito muito rápidamente mas que a longo termo nos pode levar a tomar decisões diferentes.
O que para uma pessoa é uma importante emoção é para outra apenas um devaneio irracional. Todavia podemos considerar as emoções como um factor que entra em jogo na decisão de fazer ou de não fazer algo.
Neste ensaio descrevemos o comportamento alimentar humano como colocado numa linha contínua que vai de mais, passando por menos até nenhum uso de animais. Dum lado deste contínuo encontram-se considerações egoístas, por exemplo "a carne é saborosa e saudável e por isso os animais têm de sofrer, e não me importo com isso". Do outro lado do contínuo estão as considerações altruistas do veganista que tenta usar os animais o menos possível, nem sequer de forma mínima ou mesmo indirectamente, como alguns vegetarianos ainda toleram. Muitos vegetarianos ainda bebem leite enquanto que alguns veganistas nem sequer querem fotografias se forem imprimidas usando qualquer produto animal como a gelatina.
   
Factores de maior ou menor influência na decisão
Uma desvantagem importante para os veganistas é o número mais limitado de escolhas alimentares. Uma vantagem importante é uma consciência mais limpa, o que também pode ser interpretado como uma forma de egoísmo.
Considerações de ordem espiritual e de saúde podem ser razões para abolir o uso de animais, mas podem também serem abandonadas se as convicções se mudam. Pode-se sofrer duma alergia e por isso não se comer carne. Pode-se não querer ingerir hormonas, ou comer menos gorduras. São razões egoístas que não estão realmente basedas no interesse pelo bem-estar dos animais.
Factores importantes que influenciam os processos de tomada de decisões são a informação, a responsabilidade e a eficácia. Quem não sabe o que se passa na indústria alimentar e ignora os abusos que os animais nela sofrem não se apressará a deixar de comer carne. É portanto necessário sabe-lo e compreender como a comida é produzida. Também é preciso saber que há alternativas. Quem pensa que só assim se pode produzir ou pensa que a carne é necessária para a saúde não vai começar a pensar em alternativas. 
Também é preciso que essa pessoa sinta a responsabilidade que o seu comportamento alimentar tem no sofrimento do animal. Quem não a sente pode ver as consequências negativas, mas pode bem manter o seu padrão alimentar, O mesmo é válido quanto à eficácia do comportamento. "Posso fazer algo, e isso faz alguma diferença?" são as perguntas que as pessoas se põem. O natureza massiva da cultura carnívora tende a influenciar negativamente o que o indivíduo acredita poder fazer para melhorar as condições deploráveis.
Além das avaliações das vantagens e desvantagens dum certo comportamento alimentar, também o ambiente que o rodeia é um factor que entra em jogo sob a forma de pressão social. É um factor que se torna ainda mais manifesto quando uma pessoa declara ser veganista. As pessoas podem reagir apoiando ou discordando. Este ataque não significa que as pessoas não concordam com o veganista. Também pode significar que as pessoas inconscientemente notam que os seus próprios comportamentos podiam ser melhores. Para disfarçar essa falta passam ao ataque. Por isso é difícil ,especialmente para os veganistas, avaliar correctamente as reacções dos .outros
   
Resumindo num modelo
Todas as considerações acima apresentadas pertencem ao modelo atitude-comportamento conhecido e frequentemente usado na psicologia para tornar o comportamento humano compreensível De forma esquemática, e passo a passo:
  1. O conhecimento e a compreensão do que está mal leva as pessoas a pensar ou a sentir.
  2. a. As vantagens e desvantagens do comportamento alimentar actual e das alternativas visíveis são avaliadas de forma mais ou menos consciente.
    b. A opinião de pessoas importantes que o rodeiam (p.ex. conjuge, vizinhos, pais, autoridades) é objecto de conjecturas ou é averiguada e também é considerada.
  3. Se as avaliaçòes por fim são favoráveis a um comportamento alternativo, as pessoas desenvolvem intímamente a intenção de se passarem a comportar dessa forma alternativa.
  4. Simultâneamente forma-se uma opinião pessoal sobre a responsabilidade própria e a eficácia do comportamento. Se esta opinião é positiva, há uma grande probabilidade que a pessoa modifique o seu comportamento. Se a avaliação quanto a este aspecto não fôr positiva, a pessoa muda possívelmente de convicções, mas sem as põr em prática.
  5. As pessoas que decidiram tentar o comportamento alternativo, ganham experiência com ele, e isto conduz de novo a adaptações das (avaliações das) considerações que levaram à decisão.
Concluindo: Saber da existência do que está mal na bio-indústria não conduz necessáriamente à escolha de se tornar veganista, sobretudo se a avaliação das vantagens e desvantagens fôr desfavorável. Isto pode acontecer por exemplo porque se pensa que a alimentação veganista não sabe bem, ou que o efeito é nulo, porque se tem medo da opinião dos outros, porque se acha que (primeiro) devem ser as autoridades a intervir.
   
Exercer influência nas decisões das pessoas
Para quem, sendo veganista, quer persuadir outras pessoas é importante saber a posição em que estas se encontram neste processo de decisões e quais são os seus interesses. Estará o outro bem informado? O seu comportamento é coerente e conforme as suas convicções? Se não fôr é muito provável que este se sinta hostilizado se fôr frontalmente confrontado e que passe ao ataque. Nesta caso é preciso dominar a arte de mantendo uma atitude aberta, reconhecendo as razões do outro, criar uma atmosfera em que ele sinta a segurança necessária para poder expôr as suas dúvidas.
As normas sociais e a pressão que os outros exercem influenciam tanto os jovens como os adultos, Quando o adolescente se quer demarcar dos seus pais tende a comportar-se de forma oposta à deles. Quando as relações melhoram volta geralmente a aderir aos hábitos alimentares dos pais.
"Role models" são as pessoas que podem exercer uma importante função pelo seu exemplo. A cultura juvenil conhece os "straight edgers", que são os que além duma forma de vida veganista e de forma geral moderada e partilham de certos gostos musicais. Por outro lado uma visibilidade demasiado forte pode conferir um estigma que poderá ser um travão à mudança de convicções. (um "crista de galo" geralmente não é levado a sério por um "cavalheiro") É práticamente impossível transformar alguém num veganista. É mais fácil consciencializar as pessoas de que não não se pode sem vergonha abusar dos animais. Não faz sentido tentar convencer outra pessoa a adoptar uma vida veganista se a distância ao outro fôr demasido grande.. Quanto a estes casos o veganista tem de aceitar que talvez tenha razão, e que talvez lhe dêem razão, mas que na sociedade actual muitos poucos factores existem que atraiem a um estilo de vida veganista. (Manter) uma boa dose de paciência é essencial.
 
Quando um diálogo aberto entre um veganista e um carnívoro é possível, e o carnívoro está interessado nas vantagens da vida veganista porque conhece as desvantagens de comer carne, este modelo de comunicação pode ser usado.
 
Modelo de comunicação
 
  aspecto de conteúdo  
emissor aspecto de expressãomensagemaspecto de apelo receptor
  aspecto relacional  
 
Dependendo do que se sabe que o receptor acha importante (quais são os seus interesses) é possível transmitir a mensagem duma forma mais eficaz Um carnívoro pode por exemplo preocupar-se com a sua saúde (interesse 1) ou a sua consciência (interesse 2) devido a comer carne produzida pela bio-indústria.
No caso de se querer convencer alguém que deixar de, ou passar a comer menos carne causa menos sofrimento e por consequência menos objecções de consciência, pode-se aplicar o modelo acima apresentado da seguinte forma:
 
Aplicado ao veganista que quer convencer um carnívoro a comer menos carne:
 
  
Comer carne causa problemas de consciência
  
veganista
deixar de cooperar na causa do sofrimento animal deixa-me a consciência (mais) limpa
comer carne da bio-indústria causa sofrimento animal
comer menos carne dá-me uma consciência mais limpa
 carnívoro
  
um estilo de vida veganista causa menos problemas de consciência
  
 
Importante é que a mensagem seja transmitida de forma clara e compreensível. O apelo não deve restringir demasiado ou ser sentido como uma forma de imposição. É preciso ter em conta a possibilidade de dissonância cognitiva: O carnívoro vai procurar informação e argumentos que acalmem a sua consciência, em vez de procurar auxílio para mudar o seu padrão de alimentação.
Quando se quer mudar a atitude de alguém é preciso preparar bem o que fazer
Seguem-se algumas dicas:
  • Tente descobrir quais são as ideias e opiniões centrais nas quais se baseia a atitude da pessoa. Faça uma estimação de quais são os assuntos mais melindrosos e seja cuidadoso com eles. Se não mostra qualquer compreensão pelas regras normas e opiniões que alguém considera muito importantes, é muito provável que essa pessoa se feche para si.
  • Tente descobrir quais as ideias e opiniões que a pessoa tem que se baseiam em erros factuais. Tente fazê-lo ver que está equivocado.
  • Tente descobrir em que a informação as ideias e opiniões que a pessoa tem estão baseadas. Se fôr patente que ele/a está mal informado ofereça a informação crucial que ele não tem.
  • Tente descobrir que sentimentos e emoções fazem parte da atitude da pessoa. Será que há emoções e sentimentos negativos que bloqeiam uma mudança de atitude? Tente substituir estas por emoções e sentimentos positivos (cozinhe por exemplo uma deliciosa refeição vegetariana para uma pessoa que teve uma experiência desagradável com tofu mal preparado.)
  • Se alguém tiver mesmo a intenção de modificar o seu comportamento, ma algo a impede de o fazer, tente afastar este obstáculo.
E por fim: Não deixe que o óptimo se torne o inimigo do bom. Quando alguém pressionado pela sua consciência escolhe comer carne de produção biológica é melhor não azedar a relação inistindo veementemente que a pessoa faria melhor se deixasse totalmente de comer carne.