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quarta-feira, setembro 22, 2010

Carta de resposta a petição a favor das touradas a Francisco Moita Flores (defensor das touradas)

É com muita tristeza que acabo de ler a sua petição !

Ninguém vai fazer barricadas à porta dos matadouros nem de guerras, pois vivemos em estados policiais opressores da dignidade e liberdade humanas, gerando cada vez mais medo de represálias.
Nada argumenta a matança de animais, nada é tão cruel e tão maldoso como andar a espetar os pobres seres numa arena à vista de todos !
E a educação? E os valores e os princípios da defesa pelos direitos humanos e pela defesa dos animais? E as crianças? Que pensam elas destas práticas de sangue cometidas por quem deve dar o exemplo?
E porquê defender mortes de animais numa arena, em que o sofrimento dos animais é bem visível, e até tiram gozo disso, em vez de defender a PAZ e a HARMONIA ?
A evolução da espécie deve andar lado a lado com a defesa dos direitos dos animais, ou seja, se estamos a evoluir para sermos cada vez mais pessoas equilibradas e dignas de vivermos em harmonia com a natureza, porque é que ainda defendem uma barbaridade sem nenhum grau de cultura e em que só participam homens armados contra animais indefesos?Qual é o gozo ?!Que futuro tem um país como Portugal, que credibilidade temos para com os países desenvolvidos, fazendo práticas deste género?Gostaria de perceber qual o objectivo de quem defende as touradas, tendo a consciência que se trata de MATAR animais indefesos numa arena !Já chega de práticas de sangue e guerras ilegais, quanto mais andar a divertir o povo com matanças extremamente violentas sem objectivo de qualquer causa.
Pretende-se que a Paz seja cultivada e que o entretenimento tenha objectivos, tanto culturais como educacionais.Os animais não têm culpa das frustrações e dos vícios do Homem, os animais não têm culpa que umas centenas de pessoas tenham gozo em ver MATAR e ver SANGUE para se entreterem, os animais respiram e têm as mesmas emoções que nós. Viver em harmonia com eles é respeitar a natureza e dignificar a nossa espécie, que já por sua própria natureza é arrogante e ambiciosa
.Ninguém tem o direito de MATAR, seja por que razão for, e muito menos animais.Ninguém tem o direito de defender uma prática sanguinária e atroz, seja a que nível for.Não temos qualquer direito de subjugar seja que ser vivo for, pois vivemos todos num mundo que se mostra perfeito nos seus desígnios. Para concluir, quero só dar um exemplo:Imagine-se que uma espécie decidia por os homens numa arena e largar feras para os atacarem. Ora, chegamos à conclusão que não seria nada positivo ! Antes pelo contrário ! Não está escrito em lado nenhum, muito menos é desígnio da natureza, a prática de tal CRIME !É um crime MATAR !Tenho esperança que um dia possa dizer às crianças que os Homens tornaram-se mais justos e decidiram por comum acordo com a sua própria natureza, não MATAR mais animais para se divertirem ..!

por Gonçalo Emanuel Chaveiro , 22 de Setembro de 2010 

terça-feira, setembro 21, 2010

Carta Aberta aos Portugueses e ao Dr. Moita Flores sobre a sua petição “Em defesa da festa brava”

Chamo-me Paulo Borges. Sou professor na Universidade de Lisboa e escritor. Dirijo a revista Cultura ENTRE Culturas. Tenho dois filhos. Sou o primeiro signatário da Petição “Pela abolição das touradas e de todos os espectáculos com touros”, que circula na net e em versão impressa. A petição, lançada pelo Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), serviu de base à constituição da plataforma “Basta de Touradas”, que conta já com a adesão de 24 associações e entidades de defesa dos animais e com vários apoios de figuras públicas, nacionais e internacionais.

O Dr. Moita Flores, figura pública e actual presidente da Câmara de Santarém, lançou uma petição contra a nossa, redigida em termos que considero deveras preocupantes, vindos de uma pessoa com a sua responsabilidade cultural, cívica, social e política. Sei que se sente ameaçado pelo movimento de defesa dos animais, mas isso não justifica tudo.

No texto da sua petição chama hipócritas, histéricos, angustiados, “talibãs” e “horda de analfabetos” a todos os que são contra as touradas. Diz que chegou à idade “onde já não há paciência para ser insultado”, quando ninguém o insultou. Pelos vistos chegou à idade onde só tem paciência para insultar os seus concidadãos. Para insultar os milhões de portugueses que, por serem contra o sofrimento dos animais e contra a degradação dos homens que se divertem com isso, são considerados psicopatas, terroristas e incultos.

Fui amigo do Professor Agostinho da Silva, sou editor das suas obras e presido à Associação com o seu nome. Aprendi com ele e com muitos outros – desde São Francisco de Assis, Leonardo da Vinci e Antero de Quental a Gandhi e ao XIV Dalai Lama - a defender a causa do bem de homens e animais e recordo que Agostinho da Silva dizia haver dois tipos de “analfabetos”: os que não sabem ler e os que sabem, mas não conseguem entender o que lêem. Creio que o Dr. Moita Flores se arrisca a ser suspeito de um terceiro caso, ainda mais grave: não conseguir sequer entender o que escreve. Pergunto-lhe quem dos opositores às touradas comete atentados bombistas ou pretende impor as suas ideias pelo terror e pela violência. Pergunto-lhe porque é que ser contra o sofrimento de touros e cavalos e contra a degradação dos homens que com isso se divertem é ser “analfabeto”. Sou autor de 22 livros (de poesia, ensaio, ficção e teatro) e sou professor na Universidade de Lisboa há 22 anos: os portugueses ficam a saber, pela superior inteligência do Dr. Moita Flores, que a dita Universidade contratou um “talibã” e um “analfabeto” que anda a converter ao terrorismo e à incultura os milhares de alunos que o têm tido como professor. E eu, que tive a felicidade de crescer numa família onde se desligava a televisão mal começava a dar uma tourada, fico a saber que o meu defunto pai, a minha mãe, a minha irmã, o meu cunhado, os meus filhos e amigos, são todos "talibãs" e "analfabetos".

Não gosto de falar de mim, mas tenho de o fazer pela causa que defendo e porque isto é gravíssimo, vindo de um criminologista, de uma figura pública e de um supremo responsável político camarário. O Dr. Moita Flores insulta desavergonhadamente a maioria da população portuguesa que, como o indica um estudo recente (2007) do ISCTE, é contra as touradas. Segundo a brilhante dedução deste senhor, Portugal tem assim, a par da crise económica, mais um problema grave: a maioria da sua população é composta de desequilibrados mentais, “talibãs” e “analfabetos”.

A solução para este estado de coisas seria, segundo fica implícito no espírito da sua petição, irmos todos curar-nos, reabilitar-nos e cultivar-nos, com as nossas famílias, filhos e netos, para essas vanguardas da alta cultura que são as praças de touros, onde se descobre o sentido da vida e da existência, e se aprende a amar os animais e a natureza, aplaudindo num êxtase de alegria o espectáculo da dor e do sangue. Desprezemos as artes, as letras e as ciências, deixemos as escolas, abandonemos as universidades, onde segundo Moita Flores ensinam “talibãs” e “analfabetos”, e vamos todos atingir a maioridade cívica, mental e cultural a gritar “Olé!” nas touradas.

Agora sem ironia: o seu texto, Dr. Moita Flores, de uma retórica literária completamente desprovida de coerência racional e apenas cheia de arrogância e insultos a quem não pensa como o senhor, confrange pela desonestidade e/ou confusão mental de que dá mostras. Pois não sabe o senhor que os defensores dos animais são contra todas as formas do seu sofrimento, incluindo essas que refere, e não apenas contra as touradas? Diz que se converteu ao franciscanismo e que São Francisco de Assis lhe ensinou o “caminho ético e moral” para educar os seus filhos e eu pergunto: já alguma vez leu as biografias de São Francisco, onde por exemplo se diz que “Chamava irmãos a todos os animais […]” (Tomás de Celano, Vida Segunda, CXXIV, 165) e se compadecia perante os sofrimentos que os homens lhes infligiam? E porque é que o “touro bravo” é uma “fera negra, símbolo da morte e do medo”? Não serão antes o toureiro e todos os aficionados que aplaudem o espectáculo da dor que são temíveis e negros símbolos – embora muitas vezes inconscientes - do pior que a humanidade traz em si? Fala do ritual trágico onde “vence a vida ou vence a morte” e eu pergunto se a evolução dos costumes não nos oferece outras formas, mais nobres, de fazer a catarse das paixões e vencer o medo, sem fazer sofrer ninguém? Não há hoje formas superiores de heroísmo, como dedicar-se às grandes causas de defesa dos homens, dos animais e da natureza? Não é isso mais benéfico, útil e urgente do que a religião cruel das touradas, anacrónica persistência dos arcaicos sacrifícios sangrentos? E não é uma grosseira mistificação identificar os opositores das touradas com a cultura urbana, quando há quem deteste touradas em todos os pontos do país, incluindo no Ribatejo e no Alentejo? Para já não falar da sua patusca ideia de que nós defendemos a “ditadura do ‘hamburger' urbano” (!?...) e de que é pelas touradas que se defendem os “Direitos do Homem”, dos animais e da “Terra”… Sinceramente, Dr. Moita Flores, o que há de lógico e sério nisto? Defendem-se os animais criando-os para os torturar? O toiro bravo tem de ser torturado numa arena para continuar a existir e com ele os montados? Fala por fim da identidade nacional, da preservação da memória histórica de Portugal: triste identidade e triste país que depende de manter tradições eticamente inadmissíveis para subsistir! Pois eu digo-lhe: Portugal será muito mais motivo de orgulho para os portugueses, e muito mais respeitado internacionalmente, quando, após ser pioneiro na abolição da pena de morte, abolir as touradas e todas as formas de sofrimento animal. Portugal não desaparecerá, mas será um outro Portugal, que manterá na sua riquíssima tradição e cultura tudo o que for ético, relegando para os museus do passado a não repetir tudo o que hoje nos envergonha, como autos-de-fé, esclavagismo, perseguições político-religiosas e touradas.

Esta carta dirige-se a si, mas sobretudo a todos os Portugueses. Leiam-se as duas petições, o espírito, a argumentação e os objectivos de uma e outra, e vejamos o que queremos de melhor para o país, para nós e para as futuras gerações: aplaudir como cultura a tortura dos animais para divertimento dos homens, com prejuízo da sua humanidade e sensibilidade ética, ou dar um passo corajoso para abolir esta e todas as formas de fazer sofrer os animais, nossos companheiros na aventura da existência, em prol do seu bem e da nossa evolução pessoal e colectiva.

E vejamos quem queremos ter como representantes. É muito grave que num Estado de direito as forças policiais não sejam capazes de ou não queiram fazer cumprir a lei, como no recente caso da morte do touro em Monsaraz. Como é muito grave que uma figura como o Dr. Moita Flores desrespeite e insulte impunemente os seus concidadãos que, por imperativo de consciência, não pensam como ele. Está na hora de dizer “Basta!”: às touradas, a todas as formas de infligir sofrimento a homens e animais e a uma geração de políticos que coloca os seus duvidosos gostos pessoais, bem como os interesses de grupos minoritários, acima da sensibilidade maioritária da população. Está na hora de surgir uma nova geração, com um novo paradigma, que traga a ética para a política e assuma numa mesma bandeira a defesa dos homens, dos animais e da natureza.

Está na Hora! Basta!

Vamos assinar em massa:
http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=010BASTA

Paulo Borges
Lisboa, 21 de Setembro de 2010

Resposta aberta à entrevista de Francisco Moita Flores no Correio da Manhã

Correio da Manhã - A imagem da tourada já teve melhores dias?
Francisco Moita Flores - Continua a ter os melhores dias, apesar da imagem que um bando de senhores quer fazer passar. É o segundo espectáculo mais visto em Portugal, a seguir ao futebol.
Luis Ferreira - Já é a segunda vez que vejo FMF a dirigir-se publicamente de forma insultuosa às pessoas que lutam pelo fim das touradas. No texto em favor da sua petição foi "talibâs" e "horda de analfabetos". Agora é "bando" de senhores. Não me parece que FMF se esteja a dirigir a essas pessoas como um conjunto de aves ou animais. Portanto deve querer dizer grupo de "malfeitores" ou "criminosos". Agradecia portanto a FMF que fizesse uma acusação formal a essas mesmas pessoas. Directamente. E que especifica-se qual o crime cometido. MFM, muitos anos colaborador da PJ terá concerteza os meios e o conhecimento para o fazer. Se não fizer isso as suas afirmações deixam de ter qualquer fundamento.

Em segundo, por favor especifique qual é a "imagem que o bando de senhores" quer fazer passar? A de que o touro sofre durante a tourada? É preciso ser algum especialista para saber que um touro com ferros espetados, cortado e a jorrar sangue está a sofrer? A menos que FMF tenha conhecimento de algum estudo cientifico reconhecido e sério que prove que vomitar sangue é uma demonstração de bem estar, eu mantenho os meus conhecimentos, ainda que modestos, das leis da Natureza - O touro sofre durante a tourada. Ponto final.

Em terceiro lugar agradeço que nos informe as suas fontes de informação sobre os números das assistências a espetáculos. Aparentemente, FMF disse propositadamente que a tourada é o segundo espectaculo mais visto a seguir ao futebol . Só não disse que era o primeiro porque isso seria ainda mais ridiculo. Indique-nos portanto como, quando e onde retirou essa informação ou ela pura e simplesmente não tem valor.

CM - Se a petição chegar às cem mil assinaturas [até Julho de 2011], que efeitos terá o documento?
FMF - Vai permitir mostrar quantos somos. E o efeito já se nota: em menos de 24 horas desde que foi lançada já superou as duas mil.

FMF deve ser novo nestas coisas das petições e pensa que 2.000 assinaturas em 24h é algo de que se pode orgulhar. Mas não percebe que independentemente do numero de assinaturas que obter até 2011 comprou apenas uma guerra com fim á vista. E esta vai ter consequencias pessoais para ele. Pode adia-la, torna-la mais longa, mais dura, mas o fim será inevitavelmente o fim das touradas. Não percebe que o número de apreciadores de touradas não vai aumentar por causa da sua petição. Mas vão aumentar o número de pessoas contra. Não percebe que nem que seja só contra o cidadão FMF, a guerra contra as touradas só vai acabar quando as touradas acabarem. Não deixo de sentir curiosidade sobre o que vai fazer FMF se a petição não chegar ás 100.000 assinaturas.

CM - Tem criticado os promotores antitouradas, dizendo que os mesmos não defendem os direitos dos animais...
FMF - Não o sabem fazer. São contaminados pelo mito do hambúrguer urbano. Há uma rejeição de toda a tradição, de toda a cultura.

Se não sabemos defender os direitos dos animais peço a FMF para nos ensinar, já que a sua formação e experiência é evidentemente melhor que a nossa. Tenha um acto de cidadania e explique a todos nós como se tratam os animais. Mas que fique bem claro, se isso implicar, alimenta-lo, vê-lo crescer, deixa-lo gozar uma suposta liberdade no campo durante alguns anos com o objectivo de depois espetar-lhe farpas, golpea-lo e faze-lo jorrar sangue até á exaustão e morte, então eu dispenso a lição.

CM - Como analisa a decisão de Barcelona de proibir a festa brava?
FMF - Vamos ver se o vai fazer... Há uma politização das touradas neste caso. Com esta petição quis dizer apenas isto: sou pai, tenho três filhos e três netos. Seguimos uma tradição que não aceita a barbárie e a violência que estes senhores nos acusam de promover. O argumento do sofrimento do toiro é uma questão patética.

FMF, não acha exagerado fazer uma petição para dizer que é pai, tem 3 filhos e 3 netos? Olhe, eu tenho 2 filhos e espero vir a ter netos e bisnetos. Que legitimidade isso me dá? Era bom esclarecer definitivamente de que é que FMF acha que está a ser acusado. É que mandar uma bocas para o ar, dizer que "hordas de analfabetos" e "bandos de senhores" dizem e fazem umas coisas contra si e contra as touradas sem sabermos exactamente o quê não chega.

Aparentemente FMF está com receio dos tais analfabetos ou malfeitores que não sabem tratar os animais. Esta com receio dos avós, pais, filhos e netos cuja tradição não vai ter espectáculos de sangue, não vai ter partes cortadas de touros expostas como trofeus. Não vai ter usurpação do direito a um fim de vida digno e sem dor de um animal que apenas se defende de quem o ataca. Não vai ter touradas. E é disso que FMF tem receio. É de perder o seu pequeno prazer. É receio de ser enfrentado por "hordas" e "bandos" de cidadãos, avós, pais, filhos e netos para quem o sofrimento do touro não é uma questão patética. Sabe porquê? Porque a tradição dizia-nos para ouvir uma figura pública como FMF e tomar as suas palavras como verdadeiras. Mas a tradição já não é o que era.

por Luis Ferreira 10 de Setembro de 2010

quarta-feira, setembro 08, 2010

PPA quer mais do que foi aprovado em Barcelona e Associação Animal consegue cancelar rodeio à brasileira

Proibição de touradas a partir de 2012 em Barcelona faz mexer organizações portuguesas 


foto
A luta é para proibir touradas, largadas, entradas e até os rodeios à brasileira. As associações anti-touradas ganham alento e querem acabar com tudo o que meta touros.

O Partido Pelos Animais (PPA) disse à agência Lusa que lançou uma petição na Internet para que seja aprovada legislação no sentido de abolir as touradas em Portugal. Na mira daquela associação não estão apenas as touradas mas todos os espectáculos com touros, afirmou o seu porta-voz, Paulo Borges. O PPA, criado em 2009, tem uma posição em defesa dos animais que inclui, por exemplo, a progressiva adopção de uma alimentação vegetariana.

A recente aprovação no Parlamento da Catalunha da proibição de touradas naquela região espanhola a partir de Janeiro de 2012, embora deixando de fora outros espectáculos com touros, nomeadamente as entradas, deu ânimo aos movimentos anti-touradas e nomeadamente ao Partido Pelos Animais. “Achamos que este é um momento de grande fôlego para o movimento anti tauromáquico em todo o mundo e estamos a aproveitar também esta oportunidade”, declarou a mesma fonte.

Paulo Borges que participou no domingo, num protesto silencioso em Fátima contra alegados maus tratos de animais no Santuário, esclareceu que a petição agora lançada sucede a uma outra, subscrita por 8500 pessoas, contra a criação da secção de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, documento que irá ser objecto de discussão na Assembleia da República.
No sábado, na Aldeia da Ponte, concelho do Sabugal, um “Rodeio à brasileira”, semelhante ao que decorreu a 7 de Agosto na praça de touros de Almeirim, foi cancelado, após o provimento de uma Providência Cautelar avançada pela associação ANIMAL.

A presidente da associação, Rita Silva, explicou à agência Lusa que “sempre” que tomam conhecimento da marcação de um evento deste género, actuam judicialmente, o que leva a crer que ou a associação não teve conhecimento da iniciativa de Almeirim ou o tribunal onde foi apresentada a providência cautelar, não lhe deu provimento.

O organizador do rodeio que não se pôde realizar, Mário Cowboy, diz que os elementos da associação ANIMAL, “não sabem o que é um rodeio e não devem saber o que é maltratar um animal” e defende que “um homem de 60 quilos a montar num animal de 600 quilos, que tem o instinto de saltar, não é maltratar”.

“Eles – Associação ANIMAL - tentam promover o seu nome através de gente, como nós, que está a entrar como novidade no mercado”, pois com a comunidade taurina, “já não conseguem fazer nada”, diz este cidadão brasileiro que aponta diversos prejuízos causados pelo cancelamento do evento.
Segundo o documento do Tribunal Judicial do Sabugal, que decretou a providência cautelar “o prejuízo resultante da presente providência não excede o dano que com ela se pretende evitar”, já que o “ interesse económico e lúdico”, (…) não é superior ao cumprimento dos direitos dos animais inscritos no diploma legal vigente…”. “Não existe qualquer possibilidade de se traduzir em dinheiro o direito dos animais protegido pelo direito supra identificado”, refere o juiz que proferiu a decisão. O rodeio estava aprovado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC).



PPA quer mais do que foi aprovado em Barcelona e Associação Animal consegue cancelar rodeio à brasileira

Proibição de touradas a partir de 2012 em Barcelona faz mexer organizações portuguesas 


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A luta é para proibir touradas, largadas, entradas e até os rodeios à brasileira. As associações anti-touradas ganham alento e querem acabar com tudo o que meta touros.

O Partido Pelos Animais (PPA) disse à agência Lusa que lançou uma petição na Internet para que seja aprovada legislação no sentido de abolir as touradas em Portugal. Na mira daquela associação não estão apenas as touradas mas todos os espectáculos com touros, afirmou o seu porta-voz, Paulo Borges. O PPA, criado em 2009, tem uma posição em defesa dos animais que inclui, por exemplo, a progressiva adopção de uma alimentação vegetariana.

A recente aprovação no Parlamento da Catalunha da proibição de touradas naquela região espanhola a partir de Janeiro de 2012, embora deixando de fora outros espectáculos com touros, nomeadamente as entradas, deu ânimo aos movimentos anti-touradas e nomeadamente ao Partido Pelos Animais. “Achamos que este é um momento de grande fôlego para o movimento anti tauromáquico em todo o mundo e estamos a aproveitar também esta oportunidade”, declarou a mesma fonte.

Paulo Borges que participou no domingo, num protesto silencioso em Fátima contra alegados maus tratos de animais no Santuário, esclareceu que a petição agora lançada sucede a uma outra, subscrita por 8500 pessoas, contra a criação da secção de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, documento que irá ser objecto de discussão na Assembleia da República.
No sábado, na Aldeia da Ponte, concelho do Sabugal, um “Rodeio à brasileira”, semelhante ao que decorreu a 7 de Agosto na praça de touros de Almeirim, foi cancelado, após o provimento de uma Providência Cautelar avançada pela associação ANIMAL.

A presidente da associação, Rita Silva, explicou à agência Lusa que “sempre” que tomam conhecimento da marcação de um evento deste género, actuam judicialmente, o que leva a crer que ou a associação não teve conhecimento da iniciativa de Almeirim ou o tribunal onde foi apresentada a providência cautelar, não lhe deu provimento.

O organizador do rodeio que não se pôde realizar, Mário Cowboy, diz que os elementos da associação ANIMAL, “não sabem o que é um rodeio e não devem saber o que é maltratar um animal” e defende que “um homem de 60 quilos a montar num animal de 600 quilos, que tem o instinto de saltar, não é maltratar”.

“Eles – Associação ANIMAL - tentam promover o seu nome através de gente, como nós, que está a entrar como novidade no mercado”, pois com a comunidade taurina, “já não conseguem fazer nada”, diz este cidadão brasileiro que aponta diversos prejuízos causados pelo cancelamento do evento.
Segundo o documento do Tribunal Judicial do Sabugal, que decretou a providência cautelar “o prejuízo resultante da presente providência não excede o dano que com ela se pretende evitar”, já que o “ interesse económico e lúdico”, (…) não é superior ao cumprimento dos direitos dos animais inscritos no diploma legal vigente…”. “Não existe qualquer possibilidade de se traduzir em dinheiro o direito dos animais protegido pelo direito supra identificado”, refere o juiz que proferiu a decisão. O rodeio estava aprovado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC).



domingo, setembro 05, 2010

Petições: ABOLIÇÃO das corridas de touros em Portugal


Para a ABOLIÇÃO da tourada 4 petições a circular: 

1 - CAPT: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1655 
2 - PPA: http://www.peticaopublica.com/?pi=010BASTA 
3 - Pelo fim das transmissões na RTP: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2877 
4 - Pela alteração do estatuto juridico dos animais: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2877. 

Urgente assinar as petições.




Petição Contra a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura


Considerando que:

a) à luz da ciência actual, que reconhece os animais como seres capazes de sentir dor e prazer, torna-se ainda mais evidente aquilo que D. Maria II publicou em 1836 - que "as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas" e que acabam por "impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa";

b) segundo a Lei de Protecção aos Animais (Lei 92/95), "são proibidas todas as violências injustificadas contra animais", pelo que as actividades tauromáquicas são - ou deveriam ser - ilegais;

c) segundo um estudo realizado em 2007 pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE, a maioria da população portuguesa é contra a tauromaquia, sendo que 50% dos inquiridos manifesta-se mesmo a favor da sua proibição;

d) o progressivo abandono de tradições retrógradas e inadequadas não deve ser encarado de forma negativa, sendo, pelo contrário, aquilo que caracteriza a evolução das sociedades;

e) a existência de touradas no século XXI constitui um embaraço para Portugal perante a comunidade internacional;

f) cabe ao Estado, e nomeadamente ao Ministério da Cultura, promover e apoiar actividades culturais e artísticas que contribuam para a formação e o desenvolvimento pessoal e social dos cidadãos, não a crueldade para com os animais e o fomento da violência;

Vimos por este meio manifestar a nossa veemente oposição à alocação de dinheiros públicos à indústria tauromáquica, responsável por uma actividade cruel e bárbara, que nada tem a ver com cultura e que não se coaduna com o grau de evolução que desejamos para o nosso país.

Pretendemos por isso o cancelamento da anunciada secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, bem como a suspensão de quaisquer apoios, directos ou indirectos, do Estado às actividades tauromáquicas, incluindo a sua transmissão pela televisão pública.


Os signatários ,...
Para assinar ir a

http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=PETPPA

sexta-feira, agosto 27, 2010

EM DEFESA DA FESTA BRAVA

Em Defesa da Festa Brava 
Em Defesa da História, da Terra e dos Homens 
Em Defesa dos Animais e da Natureza 

Chamo-me Francisco Moita Flores. Sou escritor. Sou pai de três filhos, avô de três netos. E, neste momento da minha vida pessoal, por decisão do Povo de Santarém, sou Presidente de Câmara. 
Nasci num monte alentejano entre Moura e Amareleja. Cresci repartido entre a cidade e o campo. Estudei na escola primária desse monte, depois numa vila, depois nas cidades do país, depois em cidades de outros países. Aprendi a vida convivendo com manadas de vacas, imensos rebanhos de ovelhas, cavalos, mulas, porcos, cabras, com o rio Ardila e tinha uma cadela que se chamava Maravilha. Durante 15 anos servi a Polícia Judiciária. Fui testemunha e actor do sofrimento mais pungente, de tragédias inimagináveis, de lágrimas feitas de tanta dor que não havia consolo. Conheci, vivi, convivi com o luto e a morte durante este tempo. Tempo demais para não sermos tocados por esse mundo invisível de dor e pranto. E este rasto de sofrimento e morte, de miséria e desespero, de violência e brutalidade em contraste com as memórias de outros tempos de menino converteu-me ao franciscanismo. S. Francisco, o irmão de todos os rios, irmãos de todos os pássaros, irmão do sol e da vida, irmão dos animais, das árvores, dos homens, das crianças, ensinou-me o caminho ético e moral para educar os meus filhos e amar os meus netos e a gente que em mim deposita confiança para governar. 
Aprendi nos campos alentejanos a ser aficionado. Uma pulsão emotiva que não sabia explicar. O touro bravo, fera negra, símbolo da morte e do medo, olhava-nos arrogante e valente. Aprendi a admirá-lo. E descobri em Knossos, nos frescos deixados pela civilização cretense, que essa admiração era velha. Em Esparta e na civilização grega. Reencontrei-a em Roma e na civilização romana. Depois nos enormes frescos de Miguel Ângelo, nos poemas de Garcia Lorca, na pintura de Picasso, nas páginas de Hemingway e de tantos outros poetas, escritores, pintores, escultores que percebi que o irmão touro bravo integrava o psicodrama essencial do Homem. A sua inquietude perante a morte e a necessidade de a vencer para aspirar à imortalidade. Numa arena, em cada combate, vence a vida ou vence a morte. Não há meio termo. Esta dimensão trágica do simbólico enredo taurino está presente em todas as manifestações populares, nomeadamente, nas largadas, que arrebatam milhões de entusiastas que procuram apostar a vida, nem que seja numa corrida medrosa com o touro a quinhentos metros de distância. E o ritual cumpre-se pelo exorcismo da negação evitabilidade finitude. 
O crescimento das cidades, e das culturas urbanas, produziu novos mitos. Novas falas, como lhe chama Roland Barthes. Produziu novos ritos sociabilitários, novos discursos simbólicos, novos afectos e importantes discursos sobre o mundo e os nossos destinos colectivos. Representou grandes ganhos revolucionários, culturais e civilizacionais e bem se pode dizer que, hoje, o mundo é comandado pelas cidades. Porém, também desvarios, radicalismos, intolerância e a irrupção de um pensamento que destrói a memória, que expropria e marginaliza os ritos, os mitos, os valores, os símbolos que durante séculos consolidaram Portugal, lhe deram identidade e o afirmaram como Língua, como Povo, como Pátria, como Território. As culturas urbanas radicais desprezaram os campos e desprezam os seus costumes, gostos, atitudes psico-afectivas. Consideram-nos ganga, ruído, ‘pimba', decadência face ao brilho multicolorido das cidades. Como disse a grande poetisa Sophia de Mello Breyner, são pessoas sensíveis que detestam ver matar galinhas, mas adoram canja de galinha! Culturas, ou microculturas radicais que surpreendidos pela devastação que provocaram, desertificando os campos, envelhecendo-os, matando-os, matando a agricultura, as aldeias, as vilas, a vida da pastorícia, das florestas - tudo submetido à ordem e aos valores da cidade - descobriram que valia a pena lutar por adereços. Não pelos campos ou pela multiplicação dos animais como estratégia de recuperação do mundo agrícola, muito menos por respeito pelos homens que desprezam e tratam como meros servos, mas para apaziguar consciências consumistas que na irracionalidade do consumismo despedaçaram qualquer outro valor, ideia, ou respeito pelos outros, seja pelos Homens, seja pela Natureza, seja pelos Animais. 
Os diferentes nichos que surgem pelo país, em defesa do lince, em defesa do lobo, em defesa da água, contra a festa brava, na maior parte dos casos apenas olha a árvore e recusa-se a ver a floresta. São, na sua maioria, contra qualquer vínculo que afirme o respeito pelos Direitos do Homem casados e em sintonia com os Direitos da Terra. Não quero, nem é possível discutir os argumentos contra a Festa Brava. São do território da fé e jamais chegaríamos ao fim. Não é possível argumentar contra visões fundamentalistas, transformadas em beatério de confrades laicos. Que gozam as graças de meios de comunicação que adoram ruído e conflito e acreditam piamente nas verdades gritadas por aguerridos beatos, quais velhas inquisidoras. Na verdade, limpando a hipocrisia, a nenhum interessa os direitos dos animais, nem os direitos dos homens. Gritam o folclore politicamente correcto e giro! E fazem abaixo assinados, procurando destruir sem compreender, protestar quando a verdadeira essência do seu protesto são as suas próprias consciências. Nem é o sofrimento do animal, como eles dizem, que os move. Pois se o fosse, estariam aos gritos em todos os locais em que se ‘fabricam' com hormonas, frangos, vacas, ovelhas para alimentar a cidade. Estariam às portas dos grandes matadouros escutando os urros de milhares de animais que adivinham o cheiro da morte. Estariam nas barricadas contra as guerras que matam homens e crianças, na linha da frente da luta pelo renascimento do campo e das culturas rurais, na linha da frente contra a violência doméstica. Não! Nada disto. Apenas contra a pretensa violência contra os touros bravos. Nem pelo outro argumento comodista e repetido de que não são contra o abate dos animais mas sim contra o espectáculo que, no caso português, nem os abate. Maior hipocrisia não existe. Nem paciência para discutir a fé de angustiados. 
Cheguei à idade onde já não há paciência para ser insultado por uma horda de analfabetos. Embora respeite os seus gritos, pois creio nesta terra da liberdade sem excepção de ninguém. Até daqueles que assiste o direito ao disparate. Cheguei á idade da tolerância mas também ao tempo onde, mais do que nunca, acredito que só é possível salvar os Direitos do Homem se com eles salvarmos os Direitos da Terra. É a minha crença profunda. E sei que o combate passa por afirmar a defesa dos símbolos, dos valores, dos ritos, das cargas simbólicas que consolidaram a nossa secular matriz identitária. E esse combate feito de muitas frentes de luta, tem numa delas os ‘talibãs' que em nome dos direitos dos animais procuram destruir os animais, a economia que os sustenta e os animais sustentam, além da cultura a eles imanentes. Por isso mesmo decidi lançar este abaixo assinado que vos envio. Já que a moda é o abaixo assinado, assinemos. Em defesa da Festa Brava, em defesa da Festa, em defesa dos valores da Terra, da Vida e dos ritos exorcizadores da Morte, em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à Festa e ao espectáculo, em nome do progresso com Memória, em nome do desenvolvimento sem perder o sentido da História. 
Proponho-vos chegarmos a CEM MIL assinaturas até Julho de 2011. CEM MIL! Convido-vos a todos. Aos meus irmãos homens, às minhas irmãs mulheres, que afirmem por este abaixo assinado fora, este combate pela cidadania e pelos direitos da Terra para que ninguém se amedronte perante a gritaria histérica de alguns. Convido-vos com a serenidade da razão a subscrever este abaixo assinado e definitivamente mostrar ao país que não nos submetemos à ditadura do ‘hamburger' urbano e que somos muitos, disponíveis para lutar, resistir e assumir Portugal na sua unidade complexa e diversa. Sem intolerância, em nome da Liberdade, mas também em nome dos direitos naturais sagrados que nos tornaram portugueses, filhos de Portugal, netos de almocreves, cavaleiros, campinos, guardadores de rebanhos, de escritores e de poetas, de guerreiros e camponeses, nascidos do mesmo ventre de terra à qual um dia regressaremos. 





Santarém, 25 de Agosto de 2010 
Francisco Moita Flores 

segunda-feira, agosto 02, 2010

Quinta-Feira, dia 5 de Agosto, a partir das 20h, no Campo Pequeno

Não Falte a mais Este Protesto contra as Touradas e Pelos Direitos dos Animais

Depois de, numa decisão histórica do Parlamento da Catalunha, as touradas terem sido proibidas nessa região (com efeito a partir de 2012), muitas têm sido as manifestações de apoio a esta proibição, quer em Espanha, quer noutros países que ainda mantém esta vil prática, e muitas também são as iniciativas legislativas que se estão agora a tentar implementar noutras regiões de Espanha, e em França.

A ANIMAL não será excepção, e dedicará o protesto da próxima quinta-feira à vitória na Catalunha.

Se quiser fazer parte da encenação que a ANIMAL está a preparar para este protesto, queira, por favor, contactar-nos para campanhas@animal.org.pt , para que lhe possamos dar todas as indicações necessárias.

Em breve receberá uma nota informativa da ANIMAL acerca da nossa próxima campanha pelo fim das touradas em Portugal, e que vem no seguimento da decisão na Catalunha.



Associação Animal prepara petição em Portugal
As touradas foram proibidas na Catalunha. Portugal devia seguir o exemplo?

domingo, abril 11, 2010

PPA recebido por Jaime Gama para entregar petição


O PPA teve hoje uma audiência com o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, para entregar formalmente a petição contra a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura.

Em menos de 2 meses a petição ultrapassou já as 8000 assinaturas e, apesar da entrega na AR, continuará aberta. Assim, se ainda não manifestou a sua oposição a este atentado aos direitos dos animais e à cultura nacional, faça-o aqui. Obrigado!


segunda-feira, março 15, 2010

Secção de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura gera petições contraditórias

A preservação da fauna bovina e a tradição são alguns dos argumentos dos defensores da tourada



A intenção, anunciada pelo Ministério da Cultura, de criar uma secção de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura (CNC) está a gerar reacções diversas, com duas petições de sentido contrário a correrem na Internet

A primeira, lançada pelo Partido Pelos Animais, rejeita a criação da secção. A segunda apoia a iniciativa da ministra Gabriela Canavilhas, realçando a necessidade de preservar esta actividade cultural.

domingo, fevereiro 28, 2010

Contra a Criação de uma secção de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura


Tendo vindo recentemente a público o anúncio da criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, o PPA exorta todos os seus apoiantes e simpatizantes, bem como todos aqueles que se opõem à barbaridade que constitui a indústria tauromáquica no nosso país, a assinar esta petição, cujo objectivo é levar a questão a plenário na Assembleia da República e impedir a canalização de dinheiros públicos para esta actividade violenta e retrógrada, que nada tem a ver com cultura.
Assine e divulgue: Petição

Obrigado!


Carta Aberta do Centro Vegetariano ao Ministério da Cultura sobre a Criação de uma secção de Tauromaquia
Chegou ao conhecimento do Centro Vegetariano – Associação Ambiental para a Promoção do Vegetarianismo a intenção do Ministério da Cultura criar uma secção de tauromaquia no futuro Conselho Nacional de Cultura.

No estádio de desenvolvimento da Europa, surpreende-nos a ideia de considerar cultura uma actividade como a tauromaquia, cuja actividade central é um negócio sustentado pela humilhação e violência contra animais em praça pública. Lamentamos que dinheiros do erário público sejam aplicados de forma tão pouco educativa e digna, quando há tanto ainda para fazer pela Cultura em Portugal.

Sondagens com rigor estatístico (ex. Estudo “Valores e Atitudes face à Protecção dos Animais em Portugal”, realizado entre Fevereiro e Março de 2007, pela Metris GfK/CIES/ISCTE, ou sondagem DN/Marktest de 25 de Julho de 2002) demonstraram já que a maioria dos portugueses repudia a tourada e, inclusivamente, é favorável à ideia de que estas sejam proibidas em todo o país. Isto é um louvável e notório indício da evolução da consciência social dos Portugueses. Esperamos, portanto, que o Ministério da Cultura e o Governo Português sigam esta tendência e não avancem com o projecto referido, indo ao encontro do que os Portugueses desejam e do que os restantes cidadãos da Europa esperam de nós.

Carta enviada para:
Ministério da Cultura
gmc@mc.gov.pt

Com Conhecimento (Cc) para:
pm@pm.gov.pt,
gab.mp@mp.gov.pt,
gp@ps.parlamento.pt,
gp_ps@ps.parlamento.pt,
gp_psd@psd.parlamento.pt,
gp_pp@pp.parlamento.pt,
cds-pp@cds.pt,
blocoar@ar.parlamento.pt,
bloco.esquerda@bloco.org,
gp_pcp@pcp.parlamento.pt,
pcp@pcp.pt,
gp_pev@pev.parlamento.pt,
pev.correio@pev.parlamento.pt


“É dito que o que nos separa dos animais é a inteligência. Parece-me estranho é que essa “inteligência” seja responsável por tanto sofrimento que o homem inflige constantemente a seres que, tal como ele, têm um sistema nervoso central capaz de perceber a dor. Todos os dias a violência, os maus tratos, a destruição de ecossistemas, o consumo excessivo da carne, de productos derivados – que muitas vezes são unicamente utilizados como acessórios de beleza ou espectáculos de violência gratuita – vão pondo cada vez mais em causa a sobrevivência não só dos animais como a nossa, e em ultima análise a do próprio planeta.
Se usássemos a tal inteligência de uma forma correcta compreenderíamos que o mal que causamos está a levar-nos para um mundo cada vez mais difícil. Compreenderíamos que vivemos em estreita interdepêndencia com todos os nossos amigos animais. Compreenderíamos que a nossa relação para com eles tem a ver com aquilo que somos interiormente.
É por isto que fico muito feliz por estar a ser constituído um partido por pessoas que ousaram usar a nossa inteligência humana não para nos separar mas sim para nos aproximar dos animais, dando-lhes voz. Assim penso que nos aproximaremos de um mundo possível. Um mundo em que deixemos de ser animais predadores e destrutivos para encontrarmos o verdadeiro sentido da expressão Ser Humano.”
Heitor Lourenço – Actor/ Apoiante Partido Pelos Animais