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terça-feira, julho 03, 2012

Gado das touradas custa ao Estado mais de um milhão

Criação de gado usado em touradas custa ao Estado mais de um milhão de euros - Pág. 4 e 5
O Bloco de Esquerda apresenta amanhã na Assembleia da República uma proposta para que as touradas deixem de passar na RTP e sejam proibidos auxílios com dinheiros públicos. Os apoios do Governo a casas que criam gado para touradas estão, porém, imunes a esta legislação. O executivo justifica os subsídios atribuídos para a criação deste tipo de touros (1,35 milhões de euros) com a política comunitária de proteção a uma raça bovina autóctone.


 Gado das touradas custa ao Estado mais de um milhão


domingo, junho 10, 2012

Vermelho e Negro

João Moura (Toureiro)

A cabeça do "Ferrolho" na parede.
João Moura: Este cavalo foi o cavalo mais célebre que eu tive, e o que mais me ajudou na minha carreia, foi o "Ferrolho".

Mesa feita com as patas do "Ferrolho"
[Narração] Mas tem outras recordações do "Ferrolho", a cauda, a pele, e até das patas fez esta original mesa. Noutra sala tem mais trofeus.

Decoração de outra sala na casa de João Moura.
JM: São touros que toureei em Madrid, onde... cortei-lhe as orelhas que são os máximos trofeus e  que sai pela porta grande.

Jornalista: E matou-os?

JM: Sim, foram mortos em Madrid.

Jornalista:
 E porque é que guarda as cabeças?

JM:
 São... são touros importantes porque sair pela porta grande de Madrid é o sonho de qualquer toureiro.
[Narração] (..) para continuar com a tradição familiar conta agora com o filho de 14 anos.

João Moura Júnior:
  É uma grande responsabilidade...ser filho de uma... uma grande figura... do toureio mundial...é muito custoso... desde pequeno... que... gostei sempre de touros e cavalos, e o meu sonho é... ser toureiro. Estudar até... ao nono ano e... depois começar a tourear...

Jornalista:
 Mais do que o nono ano, não?

JMJ:
 Não...
[Narração] Sónia Matias não tinha na família ninguém ligado às touradas, apesar disso um dia foi ao campo pequeno e gostou tanto que decidiu ser toureira. Tinha 12 anos.

Jornalista:
 O que é que os seus pais disseram?

Sónia Matias (Toureira): 
Que eu não ‘tava bem da cabeça. É mesmo esta a expressão que eles me utilizaram(...)

[Narração]
 Mas apesar do ar feminino, Sónia garante que é tão capaz de tourear como qualquer homem, e conta que até já matou touros das três vezes que actuou a Espanha.

Manuel Gonçalves (Empresário Tauromáquico)
Manuel Gonçalves: Os toureiros é uma classe média/alta, em questão económica.

MG:
 Um toureiro pode ganhar até 10.000 contos por corrida. (...) São... são bem pagos.

[Narração] É o mais antigo empresário tauromáquico português (...) mas diz que os tempos já são como dantes.

MG:
 Neste momento é mais fácil perder 5.000 contos do que ganhar 500 contos. O público é o elemento essencial de qualquer espectáculo. (..) numa praça de touros de 10.000 lugares, estarem lá 1.000... não há ambiente, e o espectáculo morre um bocadinho por isso.

[Narração]
 Numa tourada os touros são os únicos que tudo perdem e nada ganham.

Hélder Queiroz (Forcados do Aposento da Moita)
[Narração] Diz que encara o touro na arena pelo espírito de aventura(...)
Nos grupos de forcados as mulheres também não são bem-vindas.

Hélder Queiroz: (...)Acho que o lugar das mulheres é ‘tarem ao nosso lado... noutro, noutro... separados, acompanharem-nos, ‘tarem connosco no jantar, nos apoiar-nos em casa, darem-nos força, e desejarem-nos sorte, acho que isso é o lugar principal da mulher para os forcados.(...)”

Os touros

[Narração] Sem eles não haveria forcados, nem toureiros, nem tourada, são os actores principais num espectáculo que para eles é sempre uma corrida para a morte.
[Narração] João Moura e o filho praticam quase diariamente com bezerras, esta tem cerca de um ano.
Antes de entrar na arena cortaram-lhe tanto os cornos que o animal não parou de sangrar, e o facto de ser apenas uma bezerra não a impediu de ser cravada com várias bandarilhas durante o treino.
As pessoas ligadas à tauromaquia ficam incomodadas quando se fala em crueldade contra os animais.

MG: “Minha senhora, minha senhora, minha senhora, o touro existe, só e exclusivamente para as touradas, é um animal que existe só para isto!”

Jornalista:
 Não acha que é um espectáculo cruel?

José Pedro Pires da Costa: 
Não, de maneira nenhuma.

Jornalista:
 Não acha que é cruel para com o touro?

JPPC:
 Claro que não!

Jornalista:
 Porquê?

JPPC: 
Porquê? Porque... porque... sei lá, é complicado agora estar a responder...

Jornalista:
 Gostas de animais?

JMJ:
 Gosto... cavalos, de toiros.

Jornalista:
 Achas que gostas de toiros?

JMJ:
 Gosto, gosto de toiros.

Jornalista:
 Mas estás disposto a andar a... a espetá-los. E eventualmente a matá-los.

JMJ: 
Pois, a matá-los também.

Jornalista:
 Achas que isso é maneira de gostar?

JMJ:
 Ah, não sei. Mas é a profissão, tem de ser assim.

Jornalista:
 Nunca teve pena de um toiro?

SM:
 Não [risos] Não, acho que não. [mp3]

Luís Rouxinol:
 O touro é... nasce com... com a finalidade em ser toureado.

João Moura:
 É um touro bravo que é criado só para ser toureado.

Hélder Queiroz:
 Os touros não sofrem naquela altura, podem sofrer mais tarde...

Jornalista:
 Por que é que diz isso?

HQ:
 Porque... essa... a raça desse touro foi lidada para isso, este touro foi criado para isso, não... não... ele foi, a genética dele não faz com que ele sofra dentro da praça...

JPPC:
 As pessoas que não gostam de corridas de touros deviam de se informar, informaracerca do que é uma corrida de touros.

SM:
 Nós somos livres de gostar do que gostamos, só vai à arena quem gosta.

MG:
 Deus criou o Homem e criou os animais, para que os animais servissem o homem, não é para que o homem sirva os animais.

JPPC:
 Não há ninguém que goste mais dos animais do que eu.

A Tourada

[Narração] Dentro dos curros os animais estão agitados, pior estariam se soubessem o que lhes vai acontecer.
Os touros são conduzidos para este pequeno compartimento e imobilizados com um barrote e com cordas, só depois os curraleiros lhes cortam as pontas dos cornos. No final põem-lhes protecções de cabedal. [mp3]
[Narração] (...)numa coisa todos os toureios são iguais nenhum sai para uma corrida sem pedir protecção divina

SM: 
Sempre que venho para as corridas trago estes santinhos que me acompanham, sempre que chego ao hotel a primeira coisa que eu faço é colocá-los, neste caso foi nesta mesinha (...) para depois antes de ir para a corrida fazer as minhas rezas... e quando voltar agradecer.

Jornalista: 
Traz sempre os mesmos?

SM:
 Sim, trago sempre os mesmos. Por vezes tenho... tenho excepções, vou por exemplo, mostrar aqui a nossa senhora dos toureiros que é a Macarena, que é uma das santinhas que eu nunca me esqueço em casa, embora os outros também não esqueça, mas esta é tipo indispensável, também uso na casaca.

[Narração] (..) na praça ninguém quer saber dos sentimentos do touro, e muitos nem imaginam que mal saem da arena os animais têm de passar por outro mau bocado. Voltam a ser amarrados para que os curraleiros lhes retirem as bandarilhas. O director de corrida não nos deixou fazer imagens, alegou que seria demasiado impressionantes para o público. Aqui fica o som do protesto dos touros enquanto os homens lhes cortam a carne para retira a farpa. [mp3]
Entretanto nas bancadas o público vibra com as estucadas dos cavaleiros, mas emoção a sério é quando alguma coisa corre mal.
Duas horas depois a corrida chega ao fim. Todos se saíram bem, forcados e cavaleiros já só sonham com o descanso, e com o banho.

LR:
 (...)Depois daqui corrida vou tomar o meu banhinho e jantar descansado com a minha família.

[Narração] Nos curros, os touros não têm direito a jantar nem a água, nem sequer a um desinfectante que lhe alivie as feridas. Vão ter que esperar que abra o matadouro mais próximo para então serem mortos. Se a corrida for a um sábado só são abatidos segunda de manhã. Às vezes, quando algum touro se destaca pela bravura, o ganadeiro decide poupar-lhe a vida e usá-lo como reprodutor. Mas a verdade é que nenhum dos animais desta corrida mereceu a clemência dos homens.


in “Vermelho e Negro”, reportagem exibida na SIC na semana de 9 de Junho de 2003
Jornalista (e narração da reportagem): Cristina Boavida
Imagem: Odacir JúniorEdição: Marco Carrasqueira

quarta-feira, novembro 23, 2011

CURSO DE FORMAÇÃO "O Médico Veterinário e o Toiro de Lide"

CURSO DE FORMAÇÃO "O Médico Veterinário e o Toiro de Lide"
2010-11-27
Image

A Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, em parceria com a AMVAT (Associação de Médicos Veterinários de Actividades Taurinas) está a organizar um curso de formação intitulado “O Médico Veterinário e o Toiro de Lide”. No conjunto, esta formação, com uma duração de 135 horas, é constituída por três cursos distintos, destinados a Médicos Veterinários e a alunos de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária, para um total de 50 participantes. Cada curso confere 3 ECTS. A participação nos três cursos confere a atribuição de um Diploma: “O Médico Veterinário e o Toiro de Lide”.

Estes cursos serão realizados na Faculdade de Medicina Veterinária, da Universidade Técnica de Lisboa. Contudo, 50% do tempo corresponde a uma componente de formação prática, a decorrer em diferentes ganadarias.

Programa resumido e datas de realização:

“O Médico Veterinário e o Toiro de Lide – Maneio e Características Morfofuncionais do Toiro” Programa: Cultura taurina. História da tauromaquia. O toiro Bravo em Portugal. Associação de Criadores de Toiros de Lide. Padrão da raça. Particularidades morfo-funcionais. Melhoramento genético e diversidade genética na raça Brava. Comportamento animal. Fisiologia da dor. O stress no toiro de lide. Maneio alimentar e reprodutivo.
Datas: 19 e 20, 26 e 27 de Novembro e 3 e 4 de Dezembro de 2010

“O Médico Veterinário e o Toiro de Lide – Actividade Veterinária nos Espectáculos Taurinos” Programa: Cultura taurina. A evolução do toiro de lide. Espectáculos taurinos. Actuação do Médico Veterinários nos espectáculos taurinos. Regulamento. Exame clínico do toiro: causas de rejeição. Apreciação do toiro no campo e durante a lide.
Datas: 11 e 12, 18 e 19, 25 e 26 de Março de 2011

“O Médico Veterinário e o Toiro de Lide – Actividade Veterinária nas Ganadarias” Programa: Cultura taurina. Principais problemas clínicos no toiro. Estado sanitário do gado bravo. Recuperação dos animais após os espectáculos taurinos. Aspectos económicos da produção do toiro bravo em Portugal.
Datas: 11 e 12, 18 e 19, 25 e 26 de Novembro de 2011.

por  Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa


O Médico Veterinário e o Toiro de Lide - Actividade Veterinária nas Ganadarias
Instituição: Universidade Técnica de Lisboa - UTL
Unidade: Faculdade de Medicina Veterinária
Área: Ciências Agrárias
Descrição: O exercício da actividade médico-veterinária na área da produção e utilização do Toiro de Lide exige dos profissionais um saber diferenciado sobre a raça Brava que as estruturas curriculares dos cursos de Medicina Veterinária normalmente não ministram. A Faculdade de Medicina Veterinária (FMV) e a Associação de Médicos Veterinários de Actividades Taurinas (AMVAT) uniram esforços para oferecer, pela primeira vez, um curso capaz de responder justamente a essa necessidade de formação. A realização deste curso representa uma oportunidade única de aquisição de conhecimentos indispensáveis ao exercício profissional nesta área. O Curso corresponde a 3 ECTS (Solicitação de avaliação final).
Tipo de Curso: Formação Continuada / Extensão
Acesso: Presencial
Custo: ¬ 250,00
Duração: 6 Dia(s)
Início do Curso: 18/11/2011
Fim do Curso: 03/12/2011
Temas: Cultura Taurina. Principais problemas clinicos no toiro.Estado Sanitário do gado Bravo. Recuperação dos animais após os espectáculos taurinos. Aspectos económicos da produção do toiro Bravo em Portugal.
Público Alvo: Médicos Veterinários. Alunos de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária.
Professores: Júlio Cavaco Faísca - FMV Luísa Mendes Jorge - FMV Daniel Patacho de Matos - AMVAT João Costa Ferreira - AMVAT
Fonte



O Médico Veterinário e o Toiro de Lide -Actividade Veterinária nas Ganadarias

Escrito por Teresa Inácio
13-Jul-2010
18 Nov-2011
Datas de realização do Curso:
18 e 19, 25 e 26 de Novembro de 2011 e 2 e 3 de Dezembro de 2011
Introdução:
O exercício da actividade médico-veterinária na área da produção e utilização do Toiro de Lide exige dos profissionais um saber diferenciado sobre a raça Brava que as estruturas curriculares dos cursos de Medicina Veterinária normalmente não ministram. A Faculdade de Medicina Veterinária (FMV) e a Associação de Médicos Veterinários de Actividades Taurinas (AMVAT) uniram esforços para oferecer, pela primeira vez, um curso capaz de responder justamente a essa necessidade de formação.
A realização deste curso representa uma oportunidade única de aquisição de conhecimentos indispensáveis ao exercício profissional nesta área.

O Curso corresponde a 3 ECTS (Solicitação de avaliação final).
Organização:
FMV e AMVAT

Coordenação:
Júlio Cavaco Faísca - FMV | jcfaisca@fmv.utl.pt
Luísa Mendes Jorge - FMV | lmjorge@fmv.utl.pt
Daniel Patacho de Matos - AMVAT
João Costa Ferreira - AMVAT

Conteúdo Programático:
Cultura Taurina. Principais problemas clinicos no toiro.Estado Sanitário do gado Bravo. Recuperação dos animais após os espectáculos taurinos. Aspectos económicos da produção do toiro Bravo em Portugal.

Público Alvo
Médicos Veterinários.
Alunos de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária.

Programa 6ªFeira (18.11.11)
13:30 | Entrega de documentação.
14:00 | Abertura do Curso.
14:30 | Cultura Taurina: O cavalo no mundo dos toiros.
João Costa Ferreira
15:30 | Doenças infecciosas. Tuberculose. Paratuberculose.
Fernando Boinas
17:00 | Doenças parasitárias.
Luís M. Carvalho
18:00 | Estado Sanitário do gado Bravo. Planos Sanitários Oficiais.
António Pina Fonseca
Sábado (19.11.11)
9:00 | Visita a Ganadaria. Lote de vacas para intervenção de sanidade.Almoço Treino de cavalos de toureio.
6ªFeira (25.11.11)
14:00 | Contenção e Anestesia.
António Albarran
16:00 | Apresentção e discussão de casos clínicos.
António Albarran
Francisco Lira
Vasco Brito Paes
Sábado (26.11.11)
9:00 | Visita a Ganadaria.
Resolução cirúrgica de casos clínicos.
6ªFeira (2.12.11)
14:00 | A produção de toiros nos Açores. Corrida à corda.
Vielmino Ventura
16:30 | A falta de força nos toiros.
Aniceto Méndez Sánchez
18:00 | Aspectos económicos da produção do toiro de lide.
António Veiga Teixeira
Sábado (3.12.11)
9:00 | Visita a Ganadaria.
Resolução cirúrgica de casos clínicos.
18:00 | Avaliação

Inscrições:
Médicos Veterinários: 250€
Médicos Veterinários sócios AMVAT: 200€
Médicos Veterinários recém-graduados e alunos de MIMV: 125€
Limite máximo de inscrições: 50
Limite minímo de inscrições : 30

Secretariado:
Teresa Inácio
telf. 213652805 | fax: 213652810
e-mail: tbaltazar@fmv.utl.pt
Fonte



Faculdade de Veterinária organiza Curso de Formação Contínua sobre o tema "O Médico Veterinário e o Toiro de Lide - Actividade veterinária nos espectáculos taurinos"
17 de Março, 2011

A Faculdade de Medicina Veterinária organiza, em parceria com a Associação de Médicos Veterinários de Actividades Taurinas o Curso de Formação Contínua sobre o tema "O Médico Veterinário e o Toiro de Lide - Actividade veterinária nos espectáculos taurinos".

Fonte

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Faculdade de Medicina Veterinária e a Associação de Médicos Veterinários de Actividades Taurinas organizam o curso O Médico Veterinário e o Toiro de Lide
Organizado pela Faculdade de Medicina Veterinária e a Associação de Médicos Veterinários de Actividades Taurinas está a decorrer o curso O Médico Veterinário e o Toiro de Lide - Actividade Veterinária nas Ganadarias.

O curso debruça-se, de acordo com o conteúdo programático, sobre a «Cultura Taurina. Principais problemas clinicos no toiro. Estado Sanitário do gado Bravo. Recuperação dos animais após os espectáculos taurinos. Aspectos económicos da produção do toiro Bravo em Portugal.»

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TENHAM VERGONHA, SENHORES VETERINÁRIOS! 

 FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E A ASSOCIAÇÃO DE MÉDICOS VETERINÁRIOS DE ACTIVIDADES TAURINAS ORGANIZAM O CURSO «O MÉDICO VETERINÁRIO E O TOIRO DE LIDE»

Organizado pela Faculdade de Medicina Veterinária e a Associação de Médicos Veterinários de Actividades Taurinas está a decorrer o curso O Médico Veterinário e o Toiro de Lide - Actividade Veterinária nas Ganadarias.

O curso debruça-se, de acordo com o conteúdo programático, sobre a «Cultura Taurina. Principais problemas clínicos no toiro. Estado Sanitário do gado Bravo. Recuperação dos animais após os espectáculos taurinos. Aspectos económicos da produção do toiro Bravo em Portugal.»

***
Esta notícia chegou-me via e-mail, por Posterous Spaces.
Escusado será dizer que fiquei perplexa.
Indignada, até!
Porquê?

Porque um VETERINÁRIO que se preze não defende “toiros de lide”. Tem o DEVER, sim, de os defender das mãos dos seus torturadores – o homem predador.

Recuperar animais após os espectáculos taurinos? Para depois voltarem a ser massacrados?
Isto é uma anedota, ou quê?
Onde está a vossa ÉTICA ANIMAL?

RASGUEM os vossos diplomas e vão picar pedras, que é mais adequado à vossa vocação de verdugos.

TENHAM VERGONHA, senhores veterinariozinhos!

por Isabel A. Ferreira

sábado, novembro 12, 2011

Imitações de Crueldade!

"Sempre a "imitarem" o Maestro..."
Sexta-feira, Samora: Sónia Matias num momento "de aperto"...
Foto Fernando Clemente/parartemplarmandar.blogspot.com
Sexta-feira, Samora: Rouxinol em vôo de queda livre...
Foto João Dinis/www.touroeouro.com
Sexta-feira, Samora: Pedro Salvador pelo ar...
Foto João Dinis/www.touroeouro.com
Quinta-feira, Campo Pequeno: Maestro João Moura ao chão...
Foto Daniela Caetano



E dizem com desplante e arrogância:

Não fosse as três situações terem sido simplesmente fruto do azar e, graças a Deus, não terem tido consequências de maior, e dir-se-ia, com ironia e talvez uma dosesinha de "maldade", que os nossos cavaleiros não desistem de "imitar" o Maestro Moura...
João Moura caíu quinta-feira em Lisboa... Rouxinol e Pedro Salvador foram ontem "ao tapete" em Samora e Sónia Matias escapou por pouco...


Fonte

(in)CONFISSÕES: "Começa a ser um CRIME..."

"... permitir que isto aconteça! Mas ninguém tem coragem para o dizer... e a muitos convém!"

7 de Agosto na Figueira da Foz
Foto Hugo Calado/www.toureio.com
No Campo Pequeno foi por pouco...
Foto Arsénio Franco/www.taurodromo.com
5 de Abril do ano passado, em Sousel
Foto João Dinis
O cavaleiro pôs o ferro sem sequer "mirar" o toiro... ontem na Nazaré. Depois...
Foto João Dinis/www.touroeouro.com
Mais uma queda ontem à noite na Nazaré
Foto João Dinis/www.touroeouro.com

terça-feira, novembro 08, 2011

DESMISTIFICAÇÃO DO AFICIONADO

Sou contra a tourada e vim apenas falar um bocadinho, porque lutar pelo fim deste ritual milenar vergonhoso já o faço fora daqui e penso que será muito mais proveitoso do que alimentar discussões partidárias sem objectivo. aproveito para dizer que considero este um falso fórum porque qualquer indivíduo que aqui entre nunca vai ter a oportunidade de ouvir o outro de forma civilizada sem obter como respostas rancorosas que dão origem a discursos falaciosos.
bem, o ser humano é indiscutivelmente um sistema que integra vários processos. basicamente eles comportam o saber, o sentir e o fazer (processos cognitivos, emotivos e conativos). eu vou fazer a minha pequena análise visto que considero aficionados não humanos.
1- quanto aos processos cognitivos os aficionados pouco dão ao conhecimento muito menos à criação e transformação. essa teimosia cega nunca pode permitir conhecer. quantos anti-tourada já se puseram do outro lado? todos. nós não nascemos a pensar assim e muitos conviveram com a tourada ou até já a apoiaram. quantos aficionados fizeram o contrário? nenhum.
2- de emoções, sentimentos e afectos pouco haverá a dizer! inexistentes. qualquer pessoa com os sentimentos balanceados sofre ao ver o semelhante sofrer. aficionados nunca vão saber relacionar-se com outras espécies nem mostrar afectos seja pelo que for.
3- finalmente cheguei à melhor parte! o que têm os pró tourada a revelar quando às suas intenções, quanto ao porquê das suas motivações? absolutamente nada, zero. não sabem explicar porque continuam a defender a tauromaquia e tentam refugiar-se no falso argumento da "tradição" (essa palavra devia inclusive ser proibida aqui).
então? inteligência e razão são escassas, sentimentos não existem, quanto às acções inerentes à motivação nem se fala... o que são afinal? se não estruturas corporais semelhantes à do ser humano que nem se quer estorvam? não representam um desafio? se fazem tanta questão de fazer a vida de alguém miserável, ok, metam-se connosco. deixem outras espécies fora disto... ou nunca repararam que os tomates do touro vão ser sempre maiores que os vossos?

domingo, novembro 06, 2011

Factos e números

Portugal:

Fevereiro e Março de 2007, estudo nacional realizado em Portugal por Metris Gfk:

“Considera que a tourada deveria ser proibida por lei em Portugal?”

• 50,5% dos entrevistados respondeu “Sim”

• 39,5% respondeu “Não”

“Gostaria que o Município da cidade onde reside a declarasse uma cidade onde as actividades relacionadas com tourada não são autorizadas?”

• 52,4% dos entrevistados respondeu “Sim”

• 36,8% respondeu “Não”

Apesar da crença popular fora de Portugal, os touros das touradas portuguesas são sempre magoados com diversas bandarilhas e várias vezes são mortos (em muitas touradas são mortos em público e nas restantes são mortos em privado depois do “espectáculo”).


Espanha:

O estudo realizado em 2006 pela Gallup sobre a opinião dos espanhóis em relação à tourada mostrou que 72,10% dos espanhóis não está interessado de todo na tourada e que apenas 7,40% está muito interessado; na Catalunha mais de 80% não mostra qualquer tipo de interesse.
As actividades tauromáquicas são fortemente subsidiadas em Espanha por todos os níveis do Governo nacional. Estima-se que em Espanha, por ano, mais de 550 milhões de euros do dinheiro dos contribuintes é destinado à indústria pró-tourada3.

Em Espanha, o número oficial de touros mortos em touradas oficiais em arenas permanentes é de 11.4584  no ano de 2006. No entanto, considerando as muitas touradas em arenas móveis e os toiros que são mortos durante treinos e outros eventos relacionados com touradas, estima-se que pelo menos 40.000 toiros sejam mortos pela indústria tauromáquica todos os anos na Europa, e cerca de 250.000 no mundo inteiro.

A tourada é ilegal em algumas regiões de Espanha, incluindo as Ilhas Canárias. Está em declínio forte noutras regiões, existindo apenas duas arenas activas nas províncias de Galiza e Astúrias e apenas uma arena de toiros na Catalunha.
Em Espanha existem, no mínimo, 42 escolas de toureio onde as crianças são ensinadas a ferir e matar toiros.
A regulamentação espanhola não permite que crianças com menos de 16 anos possam matar toiros em eventos públicos e então elas são frequentemente mandadas para o México, onde não existe limite etário.
O canal televisivo espanhol RTVE deixou de fazer a cobertura ao vivo das touradas em Agosto de 2007.


França:

Um estudo realizado em 2003 em França demonstrou que 73% da população francesa é contra a tourada, e que apenas 5% é fortemente a favor (TNS Sofres, encarregada pela Franz Weber Foundation).

A tourada ocorre em apenas cerca de 10% do território francês. Apesar do facto do código penal reconhecer as touradas como “actos cruéis e maus-tratos severos para com os animais” (artigo 521 – 1), é permitido que a tourada continue nesta área minoritária como uma “tradição local ininterrupta” (7).

A indústria tauromáquica francesa mantém-se activa graças a financiamento público. Recebe dinheiro de cidades e/ou departamentos, regiões, Estado e da UE. A dependência de fundos públicos pelas touradas levou a que a cidade de Arles, no sul de França, se endividasse em 300.000 euros devido ao festival taurino Féria 2008 e Bayonne2 se endividasse €247.250 em 2007.

Em França existem 4 escolas de toureio.


Europa:

A UE subsidia a criação de toiros bravos em sistema extensivo.
Num estudo realizado em 2003 em diversos países europeus, 93% dos alemães, 81% dos belgas e 82% dos suíços afirmaram ser contra a tourada (TNS Sofres, encarregada pela Franz Weber Foundation).

89% dos britânicos afirma que nunca visitaria uma tourada quando estivesse em férias.

76% afirma que é errado a indústria do turismo promover uma tourada de qualquer forma (sondagem ComRes, de Abril de 2007, encarregada pela League Against Cruel Sports).

*1 La Provence, 29 Março 2008
*2 Dados revelados pelo conselho da cidade de Bayone n° 44 (25 Outubro 2007)
*3 Stop Our Shame, Espanha (www.stopourshame.com)
*4 Ministério do Interior de Espanha

Oiça o seminário que teve lugar no Parlamento Europeu, em Bruxelas, a 4 de Junho de 2008, em que vários peritos discutiram estas questões:
Seminar1  Seminar2   Seminar3   Seminar4




Esta página foi traduzida em português pela associação Acção Animal 


cas stieren  stop our shame wspa  League against cruel sports
Fundacion FAADA        peta
    


O Futuro

A Indústria Tauromáquica afirma:
“Nobre e bravo, o touro cresce em combate e na arena exerce a sua bravura. O touro bravo existe porque a festa brava existe. Se a tourada for banida, um património cultural com tradição em Espanha, Portugal e América Latina será irreversivelmente mutilado”.

Os factos são:

As sociedades humanas e culturas mudam ao longo do tempo. Hábitos sociais e culturais considerados aceitáveis outrora deixam de ter lugar na sociedade europeia moderna. Se o bem-estar humano ou animal for comprometido, a tradição deixa de ser um factor importante quando se considera se um costume deverá ou não ser banido.

O nosso conhecimento do bem-estar psicológico e físico dos animais melhorou bastante durante os últimos 100 anos. A forma como os touros são tratados durante a tourada é contrária aos valores do bem-estar animal aceites em qualquer sociedade moderna. Agora sabemos que os touros – tal como outros mamíferos – são seres sencientes, capazes de sentir dor e sofrimento. A afirmação de que o touro cresce em combate e que aprecia ser torturado e morto numa arena desafia a razão.

Todas as estáticas demonstram uma tendência clara de que a oposição à tourada está a crescer em todos os países europeus onde ocorrem touradas. Em particular, as gerações mais novas mostram muito pouco interesse neste passatempo cruel. O facto de estarmos a ensinar as gerações futuras – as nossas crianças – a respeitar o ambiente e os animais inevitavelmente significa que a relação entre os humanos e os animais está a alterar-se. O Homem e o touro podem continuar a coexistir pacificamente. Os touros poderiam ser mantidos em reservas naturais especiais, estabelecidas especialmente para preservar diversas espécies.

A União Europeia (UE) já demonstrou liderança e empenho em relação a diversos temas de bem-estar animal ao introduzir diversas melhorias na forma como são tratados os animais de quinta e animais selvagens. O futuro entre nós e os animais depende das políticas progressivas da UE.

ECONOMIA & SOCIEDADE

A Indústria Tauromáquica afirma:
“A tourada garante 3.700.000 dias de trabalho; 378 trabalhos a longo termo e tempo inteiro; 2.950 trabalhos sazonais e é uma parte vital da indústria do turismo em Espanha, além de ser um espectáculo importante para o povo Espanhol.”

Os factos são:

A indústria tauromáquica e os seus apoiantes defendem frequentemente que a tourada é importante para a economia espanhola e das suas regiões. No entanto, a informação real fornecida pela indústria tauromáquica mostra uma realidade diferente. Menos de 400 pessoas estão empregadas a tempo inteiro ao longo do ano pela indústria tauromáquica em Espanha.

A indústria tauromáquica gera dinheiro, mas os lucros acabam nas mãos de um número muito pequeno de pessoas que pertencem à elite desta indústria. Estes membros “ricos” da indústria, sabendo que o seu negócio está em recessão, não corta os seus próprios lucros mas sim pedem subsídios para cobrir uma larga porção das suas despesas. As actividades tauromáquicas são fortemente subsidiadas em Espanha por todos os níveis do Governo. Estima-se que em Espanha, por ano, mais de 530 milhões de euros do dinheiro dos contribuintes é destinado à indústria pró-tourada.

Muitas vertentes da indústria recebem subsídios, incluindo: escolas de toureio, clubes de aficionados, criação e abate do touro bravo, aquisição de touros para festas populares, promoção e marketing para tourada, pagamentos por estações de televisão pública para os direitos de transmissão, museus pró-tourada e muitos outros. Todos estes subsídios afastam dinheiro de problemas sociais graves como o acesso a sistemas de saúde públicos, educação, infra-estruturas, idosos, segurança pública, assistência social e outros.

De forma a avaliar a popularidade da tourada é importante olhar para as sondagens independentes feitas a amostras representativas da população. Todas as votações realizadas demonstraram que uma impressionante maioria dos espanhóis e franceses não estão interessados na tourada. Existem agora 49 cidades e municípios em Espanha e França que se declararam anti-tourada. Isto serve de reflexão para a crescente impopularidade da tourada e para o facto de os apoiantes da tourada serem uma minoria que perde apoio todos os anos.

A indústria tauromáquica regularmente afirma que a tourada é uma fonte importante de receita para as cidades e municípios. No entanto, é importante relembrar que os turistas visitarão Espanha com ou sem tourada: os turistas não vão a Espanha propositadamente para ver tourada. Na realidade, devido ao conceito moderno de “ethical travelling”, é provável que mais turistas visitem Espanha, Portugal ou o Sul de França quando a tourada já tiver sido banida desses sítios.

Presenciar uma tourada por curiosidade e nunca mais querer voltar é um fenómeno comum entre turistas, o que certamente não contribui para a argumentação da indústria de que a tourada é popular.

A indústria tauromáquica frequentemente cita o número de “assentos vendidos” como um indicador da popularidade da sua actividade. Ignoram o facto de muitos destes assentos serem usados pelas mesmas pessoas muitas vezes, quer seja por pessoas que têm bilhetes para a época (que representam a maioria dos assentos vendidos) ou pelos aficionados que viajam de cidade em cidade para assistir às touradas. A própria indústria já não esconde o facto de ter uma “crise de assistência”.

A UE subsidia a criação de touros bravos em sistemas extensivos. Os criadores recebem 220 Euros por touro por ano, sobre os subsídios nacionais (Debt in the Afternoon, The Guardian, 12 de Maio de 2008).

1* ‘El mundo del toro defenderá la Fiesta en el Parlamento Europeo’, ABC, 22 Fevereiro 2008

2* Stop Our Shame, Espanha

3* Uma votação realizada pela Gallup em 2006 demonstrou que apenas cerca de 7% dos espanhóis se considera fã de touradas e que 82% dos espanhóis entre os 15 e os 24 anos de idade não tem qualquer interesse em touradas.

As touradas e o "caminho da estupidez" de Miguel Sousa Tavares

Segundo Miguel Sousa Tavares, em comentário à SIC, "acabar com as touradas em Portugal seria seguir o caminho da estupidez", isto porque "numa democracia as minorias são respeitadas desde que não façam nada contra as maiorias". Que engraçado. Será que para Miguel Sousa Tavares a maioria que não gosta de ver um animal ser sacrificado numa arena (para gáudio de meia dúzia) deve ser desrespeitada? Tem de fechar os olhinhos, virar costas e ter paciência? É esta então a "democracia" segundo Tavares? Parece que sim, senão vejamos mais esta pérola, elucidativa:

"Só vai a touradas quem quer. Eu não costumo frequentar touradas mas isso não me dá o direito de querer proibi-las". Muito bem, sim senhor. Então podemos torturar pessoas numa prisão desde que uma minoria goste de se dedicar à causa, é isso? Quem não gosta - cala-se. E roubar? A minoria que rouba deve ser protegida? E lutas de cães? E de galos? Há quem goste, devemos respeitar e não proibir? Ou um cão vale mais que um touro? O Miguel tem um touro no quintal? E se eu lhe fanasse o cão (não sei se tem um mas supondo que sim e que não foi assado no espeto), o levasse até ao Campo Pequeno e com um grupo de amigos e passássemos toda a noite a espetar-lhe farpas no lombo, o Miguel gostava? E importava-se se a RTP patrocinasse a "corrida anual da matança do cão de Miguel Sousa Tavares" com os seus impostos? Posso indignar-me contra isso? É que eu gosto de cães... devo ser uma besta!

Bem se isto não é seguir o caminho da estupidez não sei o que será. Mas continuemos no trilho da barbaridade intelectual. Seguiu-se a comparação das touradas e hipotética proibição desta "arte" à proibição do programa Casa dos Segredos. Eu sou a favor das duas. Miguel Sousa Tavares é apenas a favor da segunda. Ora portanto sacrificar um animal ok. Assistir à barbárie intelectual de meia dúzia de animais racionais (aqui tenho dúvidas) é que não pode ser. "Até prova em contrário as pessoas raciocinam mais que os animais" - diz Miguel. Tem razão. Mate-se a bicharada toda. Afinal de contas para que servem as espécies para além da humana? Só dão trabalho. Sacanas.

Seguiu-se à alusão à ignorância e falta de informação das pessoas relativamente ao lado cultural do sacrifício do touro na arena, a história das touradas etc. Portanto depreende-se que para Miguel ignorantes são os que não gostam de ver Touros na arena a ser violentados, certo? "Goya, Picasso e Dalí pintavam touradas..."? E então? Picasso também pintou Guernica, gostaria ele de assistir a bombardeamentos alemães? De ver uma população morrer? Adoraria ele Hitler e Franco? E Goya? Não era a sátira e comédia um dos seus temas predilectos?

"Levada ao extremo a proibição dos touros de morte vai conduzir à extinção da própria raça". Bem com esta o Sr. Darwin ia sentir-se um perfeito idiota. Anos a desenvolver uma teoria e em três minutos Miguel Sousa Tavares dá-lhe cabo do trabalho. Fuck you selecção natural!

Mas continua: "Passa-se o mesmo com a caça. As pessoas têm a mania de proteger os animaizinhos". Tem razão Miguel. Vou já amanhã comprar uma caçadeira e lixar essa passarada toda que por aí anda. O burro mirandês também é uma espécie ameaçada. E se os começássemos a criar e depois sacrificássemos os bichos em praça pública? Não era giro? Salvávamos a espécie e nascia uma nova tradição? Afinal o que vale um burro? Dizem que nem as vozes chegam ao céu. São os caminhos da estupidez. Há vários, como os de Santiago. Cada um segue o que quer.

Tiago Mesquita (www.expresso.pt)

ECOLOGIA

A Indústria Tauromáquica afirma:
“Muitos touros bravos são criados em áreas semi-preservadas de montado. Estes montados são o habitat de diversas espécies protegidas tais como o lince e a águia imperial, e são tidas como áreas de grande beleza natural. A indústria tauromáquica defende que estas áreas e espécies protegidas vão desaparecer se a tourada for abolida, porque o seu negócio faz uma contribuição valiosa e insubstituível para a preservação do Montado.”






Os factos são:

A criação de touros bravos não é a única função e finalidade do montado. Uma grande variedade de espécies iria beneficiar da sua existência continuada e estas manteriam o equilíbrio dos ecossistemas formados.

Os touros bravos que são criados nestes terrenos não têm um papel crítico no funcionamento destes ecossistemas: não são predadores nem presas. Nenhuma autoridade local alguma vez identificou a remoção de touros como uma ameaça para as espécies protegidas. Desta forma, a remoção do touro bravo destes espaços não deverá conduzir a qualquer danificação dos ecossistemas.

Muitos donos de montados podem escolher a utilização que querem dar à sua terra, independentemente de quererem ou não manter os touros.

Assim, compete às autoridades locais assegurar que essas terras e espécies são protegidas. Já existem leis para este objectivo: 73 leis e regulamentos sobre a protecção da águia imperial e 50 leis e regulamentos sobre protecção do lince. Além disso, o Foro Encinal, uma aliança de vinte organizações cuja função é a defesa e conservação do montado nunca identificou a criação de touros bravos como sendo benéfica para o delicado equilíbrio ecológico do montado.
Catálogo Nacional de Espécies Ameaçadas; Lei 493/1990; Información oficial del Ministerio de Medio Ambiente, España

Relatório de Anna Mulà, Advogada, Stop Our Shame (SOS)

Fonte

ARTE E CULTURA

A Indústria Tauromáquica afirma
“A tourada é uma arte de carácter universal, representada por pintores, músicos, escultores e escritores: Goya, Sorolla, Picasso, Orson Welles, Góngora, Quevedo, Benavente, Lorca, Machado, Alberti, Vargas Llosa, Hemingway e Ortega e Gasset. É a festa popular mais cultural do Mundo”.

Os factos são:

A Tourada ocorre mundialmente em apenas 9 países. Um número considerável de países já baniu a tourada por lei, ex. Argentina, Canadá, Cuba, Dinamarca, Alemanha, Itália, Holanda, Nova Zelândia e Reino Unido. Em países onde se realizam touradas existem inclusivamente certas regiões que as aboliram, como por exemplo as Ilhas Canárias em Espanha e grande parte de França.

Enquanto que alguns artistas e escritores defenderam a tourada, muitos outros opuseram-se a ela, incluindo Hans Christian Andersen, Alain Delon, Victor Hugo, Franz Kafka, Renaud, Rainer Maria Rilke, George Bernard Shaw, Albert Schweitzer, Mark Twain, e H.G. Wells.

Existe também um número significativo de políticos de todos os sectores políticos que se opuseram à tourada: Hélène Flautre (Verdes), Françoise Grossetête (Conservador), Bernard Lehideux (Liberal), Michel Rocard (Socialista e antigo Primeiro Ministro), François Léotard (anterior Mayor de Fréjus e antigo aficionado), e Alain Lipietz (economista e politico).

Mesmo acreditando que a tourada é tradição ou cultura, isso nunca poderá justificar a crueldade com os animais: crueldade é crueldade, independentemente do sítio no mundo onde ocorre. A crueldade com os animais não tem lugar numa sociedade moderna.

Fonte

quarta-feira, novembro 02, 2011

Touradas

Tortura será Cultura?
Sempre justificadas como tradição, as corridas de touros – vulgarmente conhecidas como touradas – são, na verdade, um dos costumes mais bárbaros de um sector minoritário e ultrapassado da sociedade portuguesa. Por trás da suposta bravura dos cavaleiros tauromáquicos, dos bandarilheiros, dos forcados e dos demais intervenientes neste espectáculo medieval e degradante, esconde-se uma triste e horrível realidade – a perseguição, molestação e violentação de touros e cavalos que, aterrorizados e diminuídos nas suas capacidades físicas, são forçados a participar num espectáculo de sangue em que a arte é a violência e a tortura é a cultura.

O Touro Bravo enfraquecido para a Tourada
O sofrimento dos animais começa quando os touros – principais vítimas desta actividade (além dos cavalos e das vacas, assim como dos novilhos, quando são usados ainda enquanto bebés e jovens) –, depois de terem já perdido cerca de 10% do seu peso na viagem da ganadaria (onde são criados e onde estão habituados a uma vida tranquila) para a praça de touros, devido ao stress, são mantidos nos curros, até à hora de entrarem na arena, onde a angústia e o medo são crescentes. Junta-se a isto o sofrimento físico, que aqui começa, não só porque os animais são conduzidos com aguilhões e à paulada, mas também porque, entre outros métodos de preparação, são-lhes serrados os chifres a sangue frio para serem embolados (nas touradas portuguesas, os touros não têm sequer os seus chifres inteiros e expostos, para terem uma oportunidade mínima de se defenderem).

O Pânico dos Touros nas Touradas
Ao entrar na arena, os touros vão já fortemente enfraquecidos e feridos (devido aos chifres serrados a sangue frio antes da tourada), além de apavorados. O pânico do touro é tão grande, que fugiria deste cenário aterrorizador, se tivesse essa possibilidade. Ao contrário do que os defensores das touradas alegam, é possível observar a expressão de medo e de confusão dos touros sempre que entram na arena, e que se agrava quando a tortura da tourada se acentua, à medida que as bandarilhas e os restantes ferros (que podem ter comprimentos variáveis entre os 8cm e os 30 cm, além de terem arpões na ponta, para se prenderem à carne e aos músculos dos animais, rasgando os seus tecidos e provocando-lhes um sofrimento atroz, além de febres imediatas, acrescidas de um enfraquecimento acentuado pela perda de litros de sangue).



Cavalos – As Outras Vítimas das Touradas
Se os touros adultos e os novilhos (bebés e jovens) são vítimas das touradas, também os cavalos são brutalizados neste espectáculo cruel. Na tourada à portuguesa, os cavaleiros tauromáquicos fazem o comum toureio a cavalo, expondo o cavalo às investidas que os pobres touros tentam, embora em vão, sempre para se tentarem defender. Os cavaleiros tauromáquicos, montando cavalos, cravam os ferros enormes no dorso dos touros, sem se exporem a qualquer perigo, enquanto os cavalos tentam esquivar-se, sofrendo com o pânico de se confrontarem com os touros, sendo comum ficarem feridos pelos chifres e pelas pancadas dos touros. Além disso, ao usarem esporas e ao serem extremamente agressivos com os cavalos para os forçarem a dirigir-se aos touros, os cavaleiros rasgam as costelas dos cavalos, que ficam severamente feridos, sangrando consideravelmente.

A Tourada em Detalhe
Todo o decorrer da chamada corrida de touros à portuguesa consiste na “lide” de seis touros, habitualmente. Cada um dos touros é primeiro toureado pelo cavaleiro tauromáquico, que lhe crava cerca de quatro ferros compridos e, como referido, com amplos arpões na ponta. Seguidamente, é comum entrar em cena o bandarilheiro, que faz o toureio a pé, “lidando” um touro já febril, brutalmente enfraquecido, confuso e assustado. O bandarilheiro espeta, habitualmente, mais quatro farpas no dorso do touro, que assim vai continuando a ser exposto a todo este horror. Segundo os defensores da tourada, este espectáculo – que de nada mais se compõe a não ser da crueldade contra touros (e cavalos) – é uma arte, património da cultura portuguesa. Não será antes, objectivamente, um acto de tortura?

O Público da Tourada Aplaude a Violência
Enquanto o touro é brutalizado na tourada, e enquanto o cavalo é também vítima desta brutalização, enquanto o sangue de ambos os animais escorre e mancha a arena em que este acto deplorável acontece, não são apenas toureiros (cavaleiros tauromáquicos e bandarilheiros) que participam nesta festa de sacrifício de animais – existe um público presente que, por minoritário que seja na sociedade portuguesa, aprecia e aplaude a violência a que assiste, regozijando-se com o sofrimento bárbaro que ali é infligido aos animais.

Os Forcados e a Pega
Depois do toureio, vem a “pega”. Os forcados, um grupo de oito indivíduos que vem “pegar” o touro, são habitualmente considerados os mais “bravos” de todos os intervenientes na tourada, onde nada mais do que cobardia, perversão e indecência se encontra. A “pega” consiste em enfrentar um touro que tem cerca de oito ferros cravados no dorso, que está gravemente febril e que já perdeu muitos litros de sangue, com a “bravura” de oito indivíduos que atacam um animal nestas condições, puxando-o, empurrando-o, pontapeando-o e esmurrando-o, puxando-lhe o rabo, por fim. Na tourada, na altura da pega, o touro é já praticamente incapaz de se manter de pé de forma minimamente capaz, pelo que a bravura dos forcados e da pega é, na verdade, um aproveitamento indecente de um animal severamente ferido.

Associações Académicas, Instituições de Beneficência e Igreja Católica Promovem Touradas
O escândalo das touradas é maior do que a própria existência de um espectáculo destes ser permitida pela lei de um país supostamente civilizado e apoiado por um público, ainda que residual e certamente perturbado. Algumas associações académicas, como a Associação Académica de Coimbra e a Federação Académica do Porto, apoiam garraiadas (touradas com “garraios”, ou seja, touros jovens ou ainda não totalmente desenvolvidos), como a Garraiada Académica de Coimbra, ocorrida há alguns meses em Coimbra, na qual estas imagens foram captadas. E, como se o envolvimento de associações de estudantes universitários neste genocídio não fosse já suficientemente grave, a própria Igreja Católica, nomeadamente através da Rádio Renascença, apoia e organiza touradas em Portugal. Diversas instituições particulares de solidariedade social, como a Liga Portuguesa Contra o Cancro, estão também envolvidas nesta vergonha. As Santas Casas da Misericórdia são proprietárias da maior parte das praças de touros portuguesas.

Depois da Tourada, O Sofrimento Nos Curros
Depois da tourada, com o toureio a cavalo, toureio a pé e pega, cada touro regressa aos curros, horrivelmente ferido, com um sofrimento agonizante, onde, uma vez mais a sangue frio, lhe será cortada a carne e os tecidos musculares para lhe serem arrancados os ferros com os seus arpões, que lhe foram cravados durante a tourada. A dor é indescritível. Tanto nas touradas à portuguesa, sejam corridas de touros ou garraiadas, como nas largadas, touradas à corda, ou mesmo nas sortes de varas, tentas públicas e touradas de morte que, embora ilegais, acontecem em Portugal com a permissão das autoridades, os touros (e os cavalos) são as vítimas de um espectáculo com características extraordinariamente cruéis, envergonhando Portugal, por ser um país em que cerca de 3.000 touros e 100 cavalos por ano sofrem indefesos o mal que é a tourada.

A ANIMAL diz: Tourada, Não! Abolição!
A ANIMAL opõe-se radicalmente a todas as touradas e demais actividades tauromáquicas, tendo vindo a desenvolver uma luta já histórica pela abolição do mal terrível que são as touradas em Portugal. Pelos animais, junte-se à ANIMAL e ajude-nos a combater as touradas e todas as actividades tauromáquicas.


Fiestas


Touros embolados / Touros de Fogo (Catalunha, Aragão, Castela-Leão, Valência)
O touro é atado pelos cornos, metido num camião e transportado para o recinto do “espectáculo”, onde é atado a um poste. São-lhe então colocados os "ferratges"- artefacto com bolas impregnadas em material inflamável - e também foguetes artificiais. As bolas de fogo são incendiadas, o touro é solto, e, em poucos segundos, os foguetes soltam jorros que alcançam os 4 ou 5 metros de altura e que rapidamente envolvem o animal.
Quando os foguetes se apagam, as bolas de fogo continuam incendiadas e, então, o animal é toureado até que estas se apaguem. Com o desespero, os touros dão coices e saltam na tentativa de se libertarem dos artefactos de fogo.


Touros “ensogados” (amarrados) (Catalunha, Aragão, Castela-Leão, La Rioja, Navarra, Andaluzia, Castilla-La Macha, País Basco, Benavente)
Os cornos dos touros são atadas com cordas, e, assim, os animais são arrastados pelas ruas. Esta prática produz grandes traumatismos na base dos cornos e profundos desprendimentos nos músculos do pescoço.


Touros de Coria
“Espectáculo” conhecido também como “touros acerico” (alusão aos “acericos” ou almofadinhas onde os alfaiates espetam os seus alfinetes).
Os participantes no espectáculo lançam dardos aos animais, de modo a que se assemelhem às tais almofadinhas, completamente crivados de espetos. No fim, os touros são mortos a tiro de espingarda e os seus testículos cortados.


Tourada à Espanhola
Uma parada de toureiros (vestidos com trajes tradicionais a rigor) apresenta-se à audiência, ao som de música. Forçadamente expelido do curral para um ambiente desconhecido sem possibilidade de escapar, o touro está indefeso. Vários homens toureiam-no com capas. O seu objectivo é iludir e confundir o touro de modo a cansá-lo. É então que o "picador" entra na arena montado num cavalo que tem uma capa protectora. O picador tem um instrumento chamado "puya", que é um tipo de pêra comprida, terminando numa pirâmide de aço triangular que corta como uma lâmina.
Da parte de trás do cavalo, o picador apunhala o touro com a “puya”, atingindo particularmente os músculos no pescoço de modo a enfraquecer o animal e a evitar que ele levante a cabeça. O touro tenta defender-se, mas, normalmente não consegue alcançar o picador, só o cavalo, que, apesar da capa protectora, fica frequentemente ferido.
De seguida, aparecem os toureiros, cada um armado com duas bandarilhas (um tipo de vara coberta com papeis coloridos terminando com um tipo de arpão com 5-7 cm de comprimento) Vários pares de bandarilhas vão sendo, então, espetadas no touro, que, devido ao sofrimento porque está a passar, luta para tentar livrar-se das bandarilhas, embora, em vão, já que cada movimento só aumenta a sua dor.
Depois do espetar das bandarilhas, o matador espeta uma espada no touro para que este morra. No entanto, nem sempre morre à primeira tentativa. Se o touro não morre, outro instrumento é usado, uma espécie de pequena espada ("descabello"). O touro é então ferido com isto várias vezes junto às primeiras vértebras cervicais, e é, então, arrastado para fora da arena por uma espécie de carruagem puxada por dois cavalos. Por vezes, o touro ainda está vivo quando chega ao matadouro da arena. É cortado ainda vivo.

ANIMAL