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quinta-feira, julho 29, 2010

O Teatro português está de Luto: Morreu o actor António Feio

António Feio (1954-2010)
Morreu o actor e encenador António Feio.
Sentidos pela perda, aplaudimos de pé como se faz aos grandes das Artes.




Faleceu António Feio, aos 55 anos, esta noite no hospital da Luz, em Lisboa, onde estava internado em fase terminal de um cancro no pâncreas. O actor apresentou recentemente o trailler do filme "Contraluz", do realizador Fernando Fragata, mas são as suas “Conversas da Treta” que vão ficar para sempre na memória dos portugueses.

A última mensagem deixada na rede social Facebook é de 17 deste mês e diz: «ESQUEÇAM A MINHA DOENÇA! PAREM PARA PENSAR!». Logo abaixo, o actor escreveu: “eu sou português, agora até sou comendador, mesmo que não fosse (lol), devo, gostava e devia de defender a imagem de Portugal tanto cá como no mundo... mas não consigo !!! será que não há ninguém que saiba gerir este país com seriedade, competência, rigor financeiro, justiça e respeito por todos nós???”.

O “Filme da Treta” foi uma das muitas produções em que António Feio entrou. O actor nasceu em Lourenço Marques a 6 de Dezembro de 1954, aos sete anos veio para Lisboa e a família acabou por instalar-se em Carcavelos.

É convidado por Carlos Avillez para fazer a peça “O mar”, de Miguel Torga e que teve estreia em Maio de 1966. A partir daí começa a participar em trabalhos na televisão, na rádio, publicidade e filmes.

Em 1969, regressa a Lourenço Marques e em 1974, faz a digressão do teatro experimental de cascais por Moçambique. Regressa com a companhia a Lisboa e casa com a jornalista Lurdes Feio de quem tem duas filhas.

O teatro S. Luiz, o teatro Adoque, o Abc, o teatro aberto, o teatro Variedades e d. Maria II foram algumas das suas casas.

Teve uma vida marcada por muitas encenações sendo algumas das mais importantes “A Partilha, “O que diz Molero”, “Deixa-me Rir, “Portugal uma comédia musical” e “Jantar de idiotas”.

terça-feira, julho 27, 2010

Brigitte Bardot homenageada pelo seu trabalho pelos Direitos dos Animais

'Lancel' homenageia Brigitte BardotO ícone do cinema francês e da beleza mundial da década de 60 foi a fonte de inspiração para a nova carteira da marca 'Lancel'. Prática, de algodão e alcantara, respeita o trabalho da actriz pelos direitos dos animais.


Cabelo loiro e comprido, olhos de gata sempre bem demarcados por um eyeliner preto, magra, lábios cheios, sensual. Esta era a imagem da sex symbol da década de 60, Brigitte Bardot, actriz e cantora de referência de uma geração, que marcou outras tantas. Homens e mulheres um pouco por todo o mundo, mas em especial na Europa, uma vez que a sua nacionalidade é francesa, sonharam com ela ou em ser como ela.

Consciente de todos estes factores, e de ainda hoje o seu nome ser uma referência no mundo da beleza, a marca Lancel, também francesa, decidiu lançar uma carteira/saco em sua homenagem - a BB Bag. A participação que a marca obteve junto da actriz não passou da autorização da sua imagem, do uso do seu nome e da não utilização de materiais de origem animal, para ir ao encontro da sua longa luta pelos direitos dos animais.

O design é simples, apropriado para usar no dia-a-dia e de tamanho médio. O interior do saco tem um forro em cor-de-rosa vichy, de alça única. Por fora, é feita de algodão ou alcantara, com detalhes de metal dourado.
A Lancel, conhecida pelas suas carteiras em pele de diferentes animais - consoante os modelos disponíveis -, respeitou na íntegra a vontade de Brigitte Bardot.
Símbolo da emancipação feminina, detentora de uma voz sensual, Bardot foi responsável por algumas polémicas ao longo da sua vida, tanto no cinema como nas suas opções activistas.
Começou a chamar a atenção depois de ter surgido no filme E Deus Criou a Mulher (1956), noqual representava uma jovem de poucos princípios morais. As cenas dos seus nus chocaram uma sociedade pouco habituada a estas exposição e liberdades, mas o efeito foi bombástico para a ascensão desta jovem mulher.
Trabalhou com alguns dos mais conceituados realizadores da época, e do cinema nouvelle vague (Louis Malle, Jean- -Luc Godard, Roger Vadim, Christian Jacques).
Em 1973, prestes a fazer 40 anos (nasceu a 28 de Setembro de 1934), o mundo cinematográfico foi surpreendido pela notícia da sua retirada da vida artística, em favor de outros projectos mais nobres - lutar pelos direitos dos animais no mundo. Em 1973, chamou à atenção do mundo ao denunciar o massacre de bebés foca em directo.
Foi casada quatro vezes, tento tido um único filho - Nicolas-Charles Charrier -, com o seu segundo marido, o actor Jacques Charrier. Está casada, desde 1992, com Bernard d'Ormale, ex-conselheiro do político francês Jean-Marie Le Pen.
Decorria o ano de 1876 quando o casal Alphinse e Angèle Lancel decidiu abrir uma pequena fábrica de cachimbos na Passage des Petites Écuries, em Paris. Em 1926, depois de se especializar em artigos para fumadores, a Lancel focou-se nos acessórios para senhora: carteiras feitas em pêlo de anta, de foca de camurça. Surgiam assim as primeiras bolsas deste género.
A carteira BB Bag está à venda em Portugal, desde Junho, por 690 euros.