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terça-feira, dezembro 27, 2011

«Sacos de plástico Reduzimos o consumo, reutilizamos mais e aprendemos a reciclar. Não chega!»

Continuam omnipresentes, mas há um novo cuidado na maneira como os gastamos: passaram a ser pagos, são biodegradáveis ou existem em formatos maiores para poderem ser utilizados várias vezes. Há menos desperdício, mas é só nos sacos de plástico. E o resto?
Por Nicolau Ferreira e Rui Gaudêncio

Até há poucos anos chegávamos a sentir-nos ultrajados quando ficávamos sem sacos de plástico na caixa de um supermercado e tínhamos de pedir mais um para guardar as últimas três latas de atum e a garrafa de óleo. O gesto automático do empregado que nos atendia era suficiente para nos sossegar. As mãos desapareciam por baixo do balcão onde passam as compras e voltavam a aparecer com mais um molho de sacos com um ar resistente, desinfectado e fresco – como se tivessem acabado de nascer ali, de propósito para nós. O atum e o óleo eram guardados, preenchendo um terço do saco, pagava-se a conta e a missão estava cumprida. Levávamos para casa muitos sacos de plástico com múltiplas funcionalidades, em que o único perigo era causar a asfixia de crianças.

Durante décadas, poucos se interrogaram do impacto que esta transacção tinha na natureza. Mas a onda ambiental que tem vindo a atravessar o globo viu neste objecto, representante da cultura do desperdício, um alvo para passar uma mensagem. Os sacos de plástico, tão omnipresentes como os carros de cinco portas e o ar condicionado, tornaram-se o símbolo da luta pelo ambiente.

Em Portugal ainda não há leis como na Irlanda, em Gales ou em algumas cidades dos Estados Unidos que taxaram universalmente o saco, mas notam-se diferenças. Apareceram no mercado sacos que se intitulam biodegradáveis, foram fabricados sacos encanastrados, resistentes e maiores, de longa duração. Supermercados que distribuíam livremente passaram a pedir taxas simbólicas por cada unidade. A situação mudou, os hábitos das pessoas também e já pensamos um segundo, quando o empregado de balcão nos pergunta o número de sacos que queremos.

“Enquanto não se pagava, era tudo nosso; agora, como é a pagar, as pessoas já se encolhem um bocadinho, como é normal”, diz Fátima Ribeiro, 43 anos, à saída de um Pingo Doce em Lisboa. A cadeia de supermercados da Jerónimo Martins teve uma vitória indiscutível, ao conseguir diminuir o consumo de 60 por cento dos sacos de plástico desde que, em 2006, introduziu a taxa de valor simbólico de dois cêntimos por saco.

Segundo a empresa, a aposta era ambiental. “O Pingo Doce acredita que deve assumir uma posição que motive a poupança de recursos naturais e de sensibilização do consumidor”, explica por e-mail Rita Cardoso, assessora da empresa. A aposta é bem intencionada, mas o plástico que se continua a levar para casa e a deitar fora em embalagens, invólucros, garrafas de água é em proporções absurdas. Já para não falar no sem-número de problemas ambientais e ecológicos que o mundo engendrou – no topo dos quais aparecem as alterações climáticas, a falta de água e a extinção de espécies.

Estamos a aprender a poupar nos sacos, e depois?

Toneladas de lixo

Desde passarem a ser identificados como flor nacional (não oficial) da África do Sul até serem os responsáveis pelas cheias no Bangladesh durante o final dos anos de 1990 por entupirem o sistema de esgotos (os séculos que demoram a degradar-se faz com que se acumulem rapidamente), os sacos de plástico costumam aparecer pelos piores motivos nas notícias relacionadas com o ambiente.

Não é só uma questão de serem fabricados a partir de um subproduto do petróleo, um recurso não renovável e por isso não sustentável, com emissões de CO2 associadas à sua síntese e transporte. Há o problema acrescido de muitos países não fazerem recolha dos sacos de plástico, que acabam dispersos na natureza. “Muitas aves e tartarugas acabam por ingerir esses elementos e os animais morrem sufocados,” exemplifica Rui Berkemeier, fundador e coordenador do Centro de Informação de Resíduos da Quercus.

Os primeiros compostos que precederam o plástico nasceram durante a segunda metade do século XIX, mas os sacos só começaram a ser introduzidos em massa cem anos depois. Jaime Festas é do tempo em que as pessoas não os usavam. O dono de uma das mercearias do Bairro da Graça, em Lisboa, tem 53 anos e mais de 40 a trabalhar no negócio. Recorda-se das almotolias de folha de metal para o transporte do azeite, dos garrafões de vidro para a água mineral, do papel onde se punha a quantidade de manteiga ou banha que se pesava. Para o transporte das compras serviam os sacos de papel, que continua a defender veementemente como uma indústria que se poderia desenvolver em Portugal, e os cestos de verga que as empregadas utilizavam. “Lembro-me da vinda dos sacos de plástico”, diz.

São indiscutíveis os benefícios que todos viram no objecto: é mais higiénico, não verte líquidos, é impermeável, leve mas com uma grande resistência, pode ser utilizado várias vezes. Hoje, Jaime Festas fornece gratuitamente os sacos de plástico aos clientes, e paga um euro e meio por quilo do material.

“Estima-se que a quantidade de sacos de plástico colocados no comércio retalhista varie entre 10 mil e 20 mil toneladas”, explica por e-mail Rui Toscano, que preside ao conselho de administração da Plastval, a sociedade anónima que foi criada há 13 anos por um conjunto de indústrias do plástico, depois de uma directiva comunitária estabelecer metas para a reciclagem.

Em 2008, reciclaram-se em Portugal 35 mil toneladas de plástico, cinco mil das quais eram sacos – cerca de metade de todo o tipo de plástico, na versão de filme, composto por uma substância chamada polietileno que é reciclado. Os sacos representam menos de 15 por cento de todo o plástico reciclado.

As normas europeias prevêem que em 2011, em Portugal, mais de um quinto (22,5 por cento) do plástico seja reciclado. “A taxa de reciclagem nacional do plástico situa-se nos 19,1 por cento; se estivéssemos em 2011, a meta não estaria atingida, razão pela qual continua a ser necessária a participação de todos os cidadãos na separação e deposição selectiva do material plástico”, observa Rui Toscano. Não se pense, contudo, que a tendência para a produção deste material sintético, capaz de ser moldado em milhares de objectos diferentes e que é utilizado para fazer tudo, desde carros até material para informática, vá diminuir.

Segundo o relatório The Compelling Facts about Plastics 2009, publicado há menos de um mês pela Plastics Europe, foram produzidos no ano passado 245 milhões de toneladas de plástico em todo o mundo, tendo havido uma diminuição em relação ao ano anterior como efeito directo da recessão mundial. No entanto, as estimativas – para 2015 – das necessidades dos cidadãos deverão exigir à indústria mundial uma produção de cerca de 328 milhões de toneladas. É provável que daqui a meia década levemos menos sacos para casa, mas mais plástico.

Opções diferentes

No dia-a-dia há quem veja as medidas que estão a ser tomadas pelos supermercados como o Pingo Doce um arranque positivo para uma cultura com menos desperdício. “Acho que nunca se deve chamar inútil a um esforço”, defende João Pedro Frazão, estudante do ensino superior, que diz ter alterado o seu comportamento desde que foi obrigado a pagar os sacos de plástico. “O facto de pagar, para além da parte financeira – não é que sejam muito caros -, obriga uma pessoa a pensar: se calhar é melhor reutilizar, comprar sacos para o lixo.” O jovem de 21 anos aponta para as alternativas que existem, como os sacos encanastrados, que são maiores e podem ser reutilizados.

Tanto o Pingo Doce como, entre outros, a cadeia de supermercados Continente (empresa pertencente ao grupo que detém o PÚBLICO) têm à disposição do consumidor este tipo de saco, que se pode adquirir a 50 cêntimos. Mas a filosofia do grupo da Sonae é diferente em relação aos sacos comuns. “Consideramos que os sacos são “embalagens de serviço”, sendo entendidas como parte da globalidade dos serviços que prestamos, para os quais não faz sentido introduzir pagamentos”, defende por e-mail a assessoria da empresa.

Esta opinião é partilhada por João Pereira Pestana, de 56 anos, que paga pelos sacos de plástico que leva. “Se vimos às compras, temos de levá-las. Tem de haver um saco de plástico – dado ou por uma quantia simbólica.” E para o pasteleiro a questão dos dois cêntimos cobrados pelo Pingo Doce “não é uma quantia simbólica, ao fim de muito tempo é um valor mesmo”. No caso do Minipreço, onde sempre se pagaram os sacos de plástico, o valor sobe para três cêntimos.

Ainda assim é uma quantia irrisória, quando comparada com o que se passa na Irlanda, onde o preço dos sacos de plástico, imposto pelo Estado, começou por ser de 15 cêntimos em 2002 e mais recentemente subiu para 22. Depois de a medida ter sido aplicada houve uma redução de 90 por cento no número de sacos de plástico utilizados.

A alternativa ambiental do Continente foi apostar nos sacos oxodegradáveis. “O novo saco-cliente [o saco comum] é fabricado através de um processo de inovação tecnológica que garante a degradação do plástico em apenas alguns meses, sem qualquer intervenção humana.” A composição do saco leva um aditivo que, supostamente, torna as ligações moleculares mais fracas e permite aos microrganismos uma degradação mais fácil. Segundo a Sonae, os sacos ficarão degradados totalmente “entre 18 a 24 meses”.

A Quercus está desde Janeiro a realizar uma experiência para comprovar a capacidade de degradação deste novo material. Quatro ambientes diferentes testam a resistência do plástico – água normal, água salgada, envoltos em lixo e em cima da terra. Em todas as experiências o material está submetido à luz natural. Até agora os sacos de plástico parecem continuar tão viçosos como no primeiro dia.

Rui Berkemeier, que questiona as novas propriedades do material, alerta que a grande discussão a nível mundial é o impacto do material. “Os oxoplásticos entram na natureza de uma forma perniciosa”, alerta, explicando que não se sabe que efeito vão ter nas cadeias alimentares.

O ambientalista argumenta que devem ser tomadas medidas de racionalização do plástico, preferindo que o material seja utilizado para fabricar objectos de longa duração: “O plástico tem propriedades fantásticas, não faz sentido ser utilizado em produtos descartáveis.” Quanto ao saco de plástico, defende que não seja oferecido. “Os dois maiores partidos têm no seu programa de Governo medidas explícitas para reduzir o consumo de sacos de plástico, defendemos que haja um consenso,” diz, explicando que uma medida destas seria um símbolo muito importante para a luta pelo ambiente.

Para Margarida Silva, ambientalista do Porto, apesar de útil, passar a pagar por cada saco de plástico teria um efeito meramente cosmético. “O plástico é um subproduto do refinamento do petróleo; o nosso grande problema é estarmos toxicodependentes do petróleo energeticamente. Isso é um tabu ainda maior do que o plástico.”

A Plastval confirma que apenas quatro por cento do petróleo bruto extraído anualmente é utilizado na produção de matérias-primas plásticas. Aos ambientalistas esta associação responde que “políticas ambientais baseadas na limitação do crescimento são falsas políticas ambientais” e deve-se apostar em dar mais valor aos produtos através de uma redução na produção e eliminação dos resíduos. “O desempenho ambiental da produção, uso e destino final dos sacos de plástico é superior, quando comparado com outros materiais alternativos”, lembra a Plastval.

No final do dia, o papel máximo do cidadão parece reduzir-se a separar o lixo correctamente.

Acreditar no gesto

Na Miosótis de São Sebastião, em Lisboa, os sacos de plástico são a excepção. O segundo supermercado de produtos biológicos da empresa tem uma filosofia clara assente na redução do consumo, reutilização e reciclagem. Os únicos sacos de plástico que o P2 viu foram junto aos frescos, para os legumes molhados. “Incentivamos as pessoas a trazerem um saco para o pão, um saco para os legumes”, explica Ângelo Rocha, um dos donos da Miosótis, acrescentando que as pessoas que vão ali fazer um consumo ecológico “devem ter um comportamento ecológico também em relação ao saco”.

Para quem se esquece de trazer sacos há à venda sacos de pano ou de papel. Se o cliente não quiser pagar, tem ainda disponíveis as caixas de cartão que vieram com os produtos e que já não são utilizadas. Dentro da loja o plástico não abunda ou está concentrado nos carrinhos das compras reciclados que são feitos a partir de 25 garrafas plástico de litro e meio. Há cereais a granel e os produtos frescos têm uma embalagem simples, com um tamanho mínimo, para reduzir o plástico utilizado. Segundo Ângelo Rocha, as marcas optaram por embalagens mais “justas” na sequência da pressão dos consumidores com maiores preocupações ecológicas.

Os clientes que vão à loja apreciam os produtos pela qualidade e o “sabor”, como é o caso de Dina Dima, que acrescenta ser também uma forma de poluir menos. “É menos prejudicial no futuro, sei que é mais caro, mas que traz vantagens para mim e para todos, no final”, explica a conservadora de museus, de 46 anos, que deixou de utilizar sacos de plástico desde que vai à Miosótis. E não acha que poupar nos sacos de plástico é uma gota no oceano? “É, mas eu acho importante, tenho de acreditar, se não, parava.”

Quando Dina passa pela caixa do supermercado, o diálogo não será assim tão diferente. “Às vezes, quando me esqueço dos sacos, tenho de comprar aqui. São muitas as vezes em que me esqueço.”»

In Jornal Público, 02 de Novembro de 2009


Sacos Plástico…Será Que Não Os Dão Por Questões Ambientais Ou Económicas??

terça-feira, setembro 20, 2011

Earth Song

EARTH SONG por MICHAEL JACKSON (censurado nos EUA)
"Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta.
Filmado em África, Amazónia, Croácia e New York.


"Earth Song" é o terceiro single do álbum HIStory, do cantor norte-americano Michael Jackson. O single foi lançado em 1995 e da continuidade ao trabalho de Michael de lançar canções com mensagens sociais como "We are the World", "Man in the Mirror" e "Heal the World". Em "Earth Song" no entanto foi a primeira vez que Jackson tratou abertamente com o meio-ambiente e o bem estar dos animais. "Earth Song" só foi lançada como single em países europeus, ficando no top 5 de vários países como Áustria, Bélgica, Noruega, Suécia, Suíça e Espanha. É considerado o maior sucesso de Michael na Europa. Só no Reino Unido o single vendeu mais de 1,5 milhão de cópias.

Jackson alerta a consciência social, avisando que estamos indo longe demais com nossas atitudes para com o planeta Terra.

Jackson recebeu um Prêmio Gênesis por Earth Song e a canção foi usada em um comercial de TV que alertava para os riscos ambientais. Em 2008, um escritor do Nigéria Exchange observou: Earth Song chamou a atenção do mundo para a degradação e abastardamento da terra como uma queda de várias atividades humanas."

O video foi dirigido pelo fotógrafo Nick Brandt, e contava com vários efeitos especiais. O videoclipe se passa em 4 lugares diferentes do Planeta: Na Floresta Amazônica, com nativos da região, em uma zona de guerra na Croácia, com os moradores da área, na Tanzânia, que incorporou as cenas da caça ilegal de elefantes com suas presas de marfin arrancadas. E em Warwick, Nova Iorque, onde um incêndio florestal foi simulado em um campo de milho (onde Jackson aparece). O clipe termina com um pedido de doações para a Fundação Heal The World. Um dos mais belos vídeoclipes da carreira do Rei do Pop, Earth Song foi transmitido mundialmente exceto para os Estados Unidos. Foi considerado o melhor clipe de Michael, segundo o Top 40 especial Michael Jackson MTV.

domingo, julho 04, 2010

Ecologia, Direitos dos Animais, Consumo de Carne e Fome no Mundo - Debate publico com Dr. Fernando Nobre

PPA - Almada on Vimeo.
A revista Cultura ENTRE Culturas agradece ao Dr. Fernando Nobre por ter aceite o convite para debater e expor publicamente as suas posições, enquanto candidato à Presidência da Republica, sobre questões de crucial importância no momento actual como é o caso da ecologia, dos direitos dos animais, do consumo de carne e da fome no mundo.

Este debate publico teve lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a 24 de Junho de 2010, e foi moderado pelo Prof. Dr. Paulo Borges.

Foi uma iniciativa da revista Cultura ENTRE Culturas e teve o apoio do Partido Pelos Animais e do Movimento Outro Portugal.

Links relacionados
:
Cultura ENTRE Culturas - arevistaentre.blogspot.com/
PPA - partidopelosanimais.com/partido-pelos-animais/108-debate-publico-com-o-dr-fernando-nobre.html
Movimento Outro Portugal - umoutroportugal.blogspot.com/
Dr. Fernando Nobre - fernandonobre.blogs.sapo.pt/ :: fernandonobre.org/
Documentário Meat The Truth - meatthetruth.nl/index.html

quinta-feira, junho 10, 2010

LimparPortugal - Mãos à Obra

10 de Junho, Dia de Portugal, dos Portugueses e do carácter da cultura e
da nossa história, a que chamamos, Portugalidade.


Portugalidade é uma maneira diferenciada de estar no mundo e de interagir com ele,
foi assim ao longo da história, encurralados no extremo de um
continente tivemos a visão de nos lançarmos no desconhecido e por
“mares nunca antes navegados” demos novos Mundos ao Mundo. Fomos a
primeira nação verdadeiramente global, recebíamos mercadorias dos 4
cantos do planeta, porcelanas e especiarias do Oriente, marfim e café
de África, ouro, prata, milho, batata e tabaco das Américas.

Com esse espírito, há quase um ano, no dia 13 de Julho de 2009, algures na Internet foi feito o seguinte comentário:

"Boas.
Ora aqui está uma excelente iniciativa!
Que tal organizarmos uma coisa no género? Voluntários precisam-se!
http://www.youtube.com/watch?v=T7GzfMD6LHs

E três amigos decidiram, com o carácter que define o povo português, com o
espírito de aventura, fazer diferente...

Sem movimentar um único cêntimo, no dia 20 de Março de 2010, mais de
100.000 voluntários recolheram cerca de 70.000 toneladas e
consciencializaram Portugal para a realidade dos resíduos indevidamente
depositados nas belas paisagens deste nosso país.

Esta onda cívica criada não poderá "morrer na praia".

Treze dos membros da Coordenação Nacional do Projecto Limpar Portugal vão de
novo meter “Mãos à Obra” e de corpo e alma, vão de novo lançar-se à
aventura.

Após algum descanso e ponderação, seguindo os princípios base do Projecto Limpar Portugal é criada uma associação,
sem qualquer fim lucrativo, sem movimentação de numerário, para dar
continuidade à onda cívica.

A rede social, enquanto se mostrar necessária e no que dependa dos treze, vai continuar a existir, sem
necessidade de qualquer preocupação dos restantes voluntários.

No próximo dia 13 de Julho, esteja atento e se disponível, voluntarie-se
mais uma vez e mostre o que sente por Portugal.

Vamos continuar a Mudar Portugal!

LimparPortugal - Mãos à Obra
A Coordenação Nacional do Projecto Limpar Portugal

Visite LimparPortugal - Mãos à Obra em: http://limparportugal.ning.com/?xg_source=msg_mes_network
 

sábado, maio 22, 2010

Dia Internacional da Biodiversidade

Biodiversidade

A biodiversidade engloba a variedade de genes, espécies e ecossistemas que constituem a vida no planeta. Assiste-se a uma perda constante deste conjunto, com extinções e destruições com profundas consequências para o mundo natural e o bem-estar humano. 

As principais causas são as alterações nos habitats naturais, resultantes dos sistemas intensivos de produção agrícola, da construção, da exploração de pedreiras, da sobrexploração das florestas, oceanos, rios, lagos e solos, da introdução de espécies alóctones invasivas, da poluição e, cada vez mais, das alterações climáticas globais. Vários estudos recentes da AEA mostram que se não forem envidados mais esforços políticos significativos, é improvável que esse objectivo seja atingido.






Alterações Climáticas e Perda de Biodiversidade: Portugal Será um dos Países da Europa mais Afectados
A Terra está a perder biodiversidade a uma taxa sem precedentes. No Dia Internacional da Biodiversidade, 22 de Maio, as alterações climáticas voltam a constituir a preocupação central assumindo-se como uma das maiores ameaças à diversidade de vida no Planeta, juntamente com a destruição de habitats, poluição e proliferação de espécies invasoras.
A Terra está a perder biodiversidade a uma taxa sem precedentes. No Dia Internacional da Biodiversidade, 22 de Maio, as alterações climáticas voltam a constituir a preocupação central assumindo-se como uma das maiores ameaças à diversidade de vida no Planeta, juntamente com a destruição de habitats, poluição e proliferação de espécies invasoras.

Península Ibérica: zonas húmidas e anfíbios entre os mais afectados
Na Europa, a subida do nível do mar poderá ser até 50 % mais acentuada do que a média global. Cerca de 20% das zonas húmidas podem correr o risco de desaparecer até 2080, arrastando as espécies animais e vegetais que delas dependem. Os ecossistemas mediterrânicos, incluindo os de Portugal, estão entre os mais vulneráveis a uma subida de 2 a 5º C, sob um efeito combinado da seca e dos fogos florestais.
No Sul da Europa, o potencial hidroeléctrico diminuirá entre 20 a 50 % até 2070, o que é particularmente alarmante no caso de Portugal, se pensarmos que o Governo tenciona construir mais barragens.
A isto somam-se mudanças drásticas na distribuição das espécies animais. Os anfíbios na Península Ibérica serão especialmente afectados e condenados a viver em áreas cada vez mais limitadas, tal como os répteis, que dependem de charcos e pântanos para a sua reprodução. Quanto às florestas já estão a sofrer dos Verões excessivamente quentes e consecutivos incêndios florestais, aos quais se irá juntar a problemática da escassez de água.

Que resposta para estes problemas?
Dada a dimensão e inter-relações do problema das alterações climáticas, é necessária uma forte vontade e determinação colectiva aos vários níveis; global, nacional e local. Concretamente é importante preservar a biodiversidade especialmente sensível às alterações climáticas, criar refúgios e preservar habitats que permitam uma adaptação de longo termo (ex: vales fechados onde algumas espécies possam migrar em altitude), estabelecer redes de áreas protegidas terrestres, aquáticas e marinhas que tenham em linha de conta as alterações climáticas previstas, reforçar a investigação sobre as ligações alterações climáticas-biodiversidade, e integrar plenamente a biodiversidade nos planos de mitigação e adaptação que cada país deve criar.

Portugal – um caminho estruturante na Conservação da Natureza é preciso
A nível europeu e mesmo nacional algumas iniciativas voluntárias estão em curso, mas é necessário actualizar as Directivas já existentes. Portugal é reconhecido como um dos países da Europa com maior riqueza ao nível da biodiversidade. Porém, nos últimos anos temos vindo a constatar um desinvestimento na Conservação da Natureza levando a graves problemas na gestão das áreas protegidas e na preservação dos habitats. As alterações climáticas, que se fazem sentir cada vez mais, associadas à ausência de medidas adequadas de gestão de espécies e habitats e ao desregrado ordenamento do território, poderão fazer com que Portugal perca parte substancial da sua riqueza biológica.

Os serviços prestados pela Biodiversidade
A diversidade biológica é a base da vida na Terra e um dos pilares do desenvolvimento sustentável. A riqueza e variedade da vida tornam possível o “fornecimento de serviços” dos quais dependemos: água potável, alimento, abrigo, medicamentos e vestuário. Os ambientes ricos em biodiversidade são mais resistentes quando atingidos por uma calamidade natural. Tudo isto é de particular importância para os cidadãos mais pobres do mundo, pelo que sem a conservação e uso sustentável da biodiversidade não será possível atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. A avaliação dos ecossistemas do mundo e seus serviços feita num estudo à escala mundial permitiu a identificação das alterações climáticas como a maior causa da perda de biodiversidade do nosso planeta, em conjunto com a alteração do padrão de uso dos solos.

A nova grande ameaça à Biodiversidade. Uns conseguirão adaptar-se...
As alterações climáticas já estão a forçar a biodiversidade a adaptar-se, seja através de mudanças de habitat, alterações nos ciclos de vida, ou o desenvolvimento de novas características físicas. Os impactes já observados incluem por exemplo o branqueamento de corais causados pelo aumento de temperaturas do mar, que está a causar a morte de recifes de coral da Austrália às Caraíbas. As aves são bons indicadores das alterações climáticas: algumas espécies já adiantaram a sua época de nidificação, outras movem-se, desaparecendo totalmente das áreas originais. As populações de urso polar estão a ficar em risco à medida que o alimento se torna cada vez mais difícil de caçar. Outras espécies enfrentam desafios mais singulares: o sexo das tartarugas marinhas por exemplo, depende da temperatura, sendo que as temperaturas mais quentes fazem aumentar o número de fêmeas em detrimento dos machos.

Outros não... 1 milhão de espécies sob risco de extinção
Porém nem todas as espécies conseguem adaptar-se e nesse caso enfrentam a extinção. As previsões apontam que até cerca de 1 milhão de espécies ficará extinta como resultado das alterações climáticas. Os recentemente extintos Sapo-dourado e a Rã-parteira-gástrica - descoberta em 1972 na Austrália - já foram identificados como as primeiras vítimas das alterações climáticas. Várias espécies de montanha vêem também ameaçada a sua sobrevivência, o que poderá conduzir à extinção de espécies endémicas. Um estudo feito com 1.350 espécies de plantas de montanhas europeias prevê que a taxa de extinção possa atingir os 60%.

A Biodiversidade também é necessária no combate às alterações climáticas
A ligação entre a biodiversidade e as alterações climáticas funcionam em ambos sentidos: a biodiversitdade é ameaçada pelas alterações climáticas induzidas pelo Homem, mas os recursos da biodiversidade podem reduzir os impactes sobre as pessoas e produção agrícola; a conservação dos habitats pode reduzir a quantidade de CO2 libertado na atmosfera. Estima-se que a desflorestação actual seja responsável por 20% das emissões de CO2. Conservar certas espécies como mangais e culturas agrícolas resistentes à seca pode reduzir impactes desastrosos, tais como as inundações e a fome. Aumentando a resistência dos ecosssitemas podemos melhorar a sua capacidade para nos fornecerem serviços vitais sob a pressão das alterações climáticas. 


Ano Internacional da Biodiversidade

domingo, abril 25, 2010

Península Ibérica aquece três vezes mais rápido que o resto do Mundo

A Península Ibérica está a aquecer três vezes mais rápido do que o resto do planeta. Nesta região as temperaturas estão a subir a um ritmo preocupante e a chuva é cada vez mais escassa. São as conclusões de um relatório apresentado pelo Ministério do Ambiente espanhol, divulgado pelo jornal «i»
De acordo com o documento, Portugal e Espanha são dos países do mundo onde as temperaturas mais aumentaram nos últimos 30 anos. Neste espaço de tempo, o mercúrio nos termómetros desta região subiu meio grau centígrado, em cada década.
Pode não parecer muito, mas na verdade, o valor supera em 50 por cento a média do aquecimento no hemisfério norte e é quase três vezes superior aos valores globais.

Previsões assustadoras
As previsões não são animadoras, segundo os especialistas a tendência de aumento da temperatura vai ser generalizada e «assustadora».
O cenário fica ainda mais negro, perante a tendência de redução da precipitação que até 2070 vai reduzir até 30 por cento.

IOL Diário

O plástico português que aduba a terra


Uma boa notícia vinda de Portugal, que saiu no semanário Expresso do passado fim de semana. Uma empresa portuguesa de Porto de Mós, a Cabopol, prepara-se para lançar uma revolução no mercado dos sacos de plástico, com um novo produto denominado Biomind, um plástico realmente biodegradável desenvolvido exclusivamente em Portugal.

segunda-feira, abril 19, 2010

Vamos salvar a terra?


Caio Carvalho

Os problemas com o planeta terra não são poucos. Há quem diga que o homem é um dos maiores responsáveis, outros dizem que boa parte dos efeitos são naturais e existem até aqueles que acreditam que a ciência evoluirá a ponto de torná-lo sustentável, permitindo o desenvolvimento tecnológico, a produção e extração de bens naturais sem prejudicar as próximas gerações.

O dia 22 de abril é dia do planeta terra e o que vemos é uma situação de risco, mas especialistas dizem ser possível diminuir, e até reverter, alguns problemas que acontecem hoje, como o efeito estufa por exemplo. O quarto relatório do IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change ou Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) indica que uma redução de 3% do PIB mundial, sendo os investimentos remanejados de forma a amenizar a emissão de CO2, traria uma estabilidade do efeito estufa até 2030, e ainda sim o mundo continuaria crescendo economicamente e tecnologicamente. Caso contrário, a temperatura mundial poderá aumentar entre 1,1 e 6,4 °C durante o século XXI, e o nível do mar se elevará entre 18 e 60 cm. Com isso, o número de secas, ciclones e maremotos aumentaria.        

Mas para boa parte da população é difícil escolher em qual das previsões e pesquisas acreditar. Para o pesquisador James Lovelock “o ser humano é bastante resistente, e seria preciso mais do que essa catástrofe climática prevista para eliminar todos os casais de seres humanos em condições de procriar”. O que aconteceria com as catástrofes ambientais seria equivalente a uma guerra, levando a população do planeta ao limite. Com tantas diferenças entre os vários relatórios publicados acerca do assunto, fica difícil para o jovem formar uma opinião concreta e que o faça agir para determinado lado.
Julia Verdum, estudante de Geografia do 4º semestre, acredita ser possível salvar o planeta, mas para isso são necessárias mudanças drásticas: “O ser humano interfere, mas é possível minimizar. Do modo como as coisas andam hoje, com toda essa estrutura consumista eu não sei se tem jeito. Tem de haver uma mudança de mentalidade. Eu procuro participar de movimentos como o do passe livre, que um dos objetivos é diminuir o número de carros nas ruas e apoio também o uso de bicicleta e de construção de ciclovias. É necessário viver, mas podemos escolher como fazê-lo.”
Você acha que é possível salvar o planeta? O que você faz para ajudá-lo?

Diálogos Universitários - Quem pratica o diálogo, pratica a democracia

terça-feira, março 23, 2010

Humanidade vai precisar de dois planetas em 2030

Um planeta já não chega e o nosso “cartão de crédito ecológico” está a ficar sem saldo. Em 2030 a humanidade vai depender dos recursos naturais de dois planetas, algo que será “fisicamente impossível”, segundo o relatório bianual Planeta Vivo 2008 divulgado ontem.



ecologia aquecimento global planeta terra mundo
Com o actual ritmo de consumo dos recursos naturais do nosso planeta, segundo o relatório Planeta Vivo de há dois anos - responsabilidade da organização WWF, Sociedade Zoológica de Londres e da Global Footprint Network - precisaríamos de um segundo planeta por volta do ano 2050. Recentemente, re-avaliadas as diversas condicionantes desse estudo, iremos ter essa necessidade 20 anos antes, ou seja, em 2030. Acabamos de hipotecar o futuro dos nossos filhos, que por essa altura estarão a entrar para o marcado de trabalho, com um planeta completamente hipotecado caso não se faça algo muito urgentemente.

LimparPortugal


Não percam, a reportagem sobre o Limpar Portugal esta 4ª feira (dia 24), no programa Biosfera, às 19h na RTP2, com repetição à 01h45 do dia seguinte.    


domingo, março 21, 2010

Limpar Portugal: Foram recolhidas 70 mil toneladas de lixo




«O tempo dificultou um bocado, mas, apesar disso, conseguimos reunir os 100 mil voluntários que queríamos. As opiniões técnicas é que conseguimos recolher 70 mil toneladas de lixo», relatou Paulo Torres, um dos três coordenadores nacionais e mentores do projeto. Dentro de dias, sublinhou, os aterros sanitários e as entidades de reciclagem poderão confirmar os números com mais precisão.
O mesmo responsável acrescentou que o lixo foi «apanhado pelo País fora, sem zonas melhores ou piores» ou nas quais a recolha tenha sido mais intensa. Ainda assim, adiantou que «apenas no concelho de Braga recolheram-se 400 toneladas» de lixo, «essencialmente em terrenos de floresta» e «estradas no meio de bouças». «Estamos bastante satisfeitos com o resultado e achamos que conseguimos passar a mensagem», reforçou, acrescentando que apenas se registou um problema com um dos elementos que recolhia lixo no âmbito da iniciativa.
«Tivemos um acidente com um voluntário de Condeixa, que estava no Limpar Portugal, foi atropelado e está no hospital», avançou o mesmo responsável. «Não é um ferimento ligeiro, mas penso que está livre de perigo», sublinhou Paulo Torres.

Diário Digital

domingo, março 14, 2010

"Avatar" e Mensagens Subliminares





Alex Jones fez ontem uma avaliação do filme Avatar, o último filme de James Cameron, no qual os humanos, no ano 2154, após terem destruído quase toda a natureza do planeta terra, partem para o planeta (na realidade uma lua) chamado pandora, no qual os seres nativos seguem uma religião de adoração da natureza nos moldes da “religião” de Gaia.
 O filme em 3D é realmente um show de efeitos especiais, com um visual alucinante. Um filme com uma  forte mensagem propagandista, que mostra a adoração da natureza e o ambientalismo, a religião de adoração do planeta que os seres nativos seguem, juntamente com a mensagem da ameaça destrutiva que os seres humanos representam.



Por outro lado, o filme tem uma mensagem anti-imperialista e anti-militar, que vejo com bons olhos. Veja abaixo a avaliação de Alex Jones do filme Avatar.